9 de junho de 2012

GASOLINA COM 25% DE ETANOL, O FARDO BRASILEIRO

Foto: fenabrave.com.br



Desde que o Brasil se lançou – ou foi lançado – nessa aventura maluca do exagero de etanol na gasolina (20% a 25%),  só houve prejuízo para quem é o principal interessado: o cidadão-consumidor. Pensei nisso mais uma vez estando aqui em Araxá, MG, palco do 20º Encontro Nacional de Carros Antigos, por motivos óbvios: as preciosidades aqui expostas não foram feitas para funcionar com tamanho porcentual de etanol na gasolina, tanto com relação aos materiais, quanto à calibração do motor. 

Nunca poderia ter deixado de existir gasolina pura, sem etanol, ou pelo menos com no máximo 10%, o que teria sido um exemplo perfeito de respeito. Mas o problema do excesso de etanol na gasolina não fica só nisso.

Temos criticado aqui no AE a indústria e os importadores por muitas vezes só oferecerem carros com câmbio automático, que deveriam oferecer os dois tipos de câmbio. Pois bem, há uma razão que ultrapassa "os estudos de marketing": custo. Devido à nossa maldita gasolina etanolizada, todo modelo para ser comercializado no Brasil precisa ser homolado junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no tocante às emissões pelo escapamento. Esse processo é longo, leva em torno de seis meses e custa um bocado de dinheiro, cerca de 1 milhão de reais por modelo, de acordo com uma fonte da indústria automobilística. 

Isso significa que, se forem oferecidos dois tipos de câmbio, serão dois processos de homologação. Perceberam o tamanho do problema? Tudo isso devido ao elevado porcentual de etanol (todos os carros novos funcionam com até 10% de etanol).

Pensem bem, é um problema que os fabricantes do mundo inteiro não têm. Um carro europeu chega a outro mercado, como Estados Unidos ou Argentina, é desembarcado e pode ser abastecido no primeiro posto que encontrar. Não é preciso recalibrar nada e muito menos homologá-lo. Vale a declaração do fabricante de conformidade com os limites de emissões do mercado a que se destinam. E ai de quem mentir nisso...

A Petrobrás bem que tentou jogar do lado dos consumidores nessa questão exatos 15 anos atrás. Havia formulado uma gasolina de 95 octanas RON sem etanol objetivando os carros importados que na época estavam chegando em grandes volumes. Nada de calibrações ou adaptações nos carros, pois essa nova gasolina era simplesmente a gasolina super vendida na Europa.

A Petrobrás não conseguiu realizar seu nobre intento. Alguém na “ilha da fantasia” não quis desagradar quem planta cana de açúcar e produz etanol, em pleno governo Fernando Henrique Cardoso. O plano foi vetado.

Eu e milhões de brasileiros havíamos vivenciado fazia pouco tempo a alegria de passar a termos uma moeda forte novamente (o real, julho de 1994) e a perspectiva de voltarmos a ter uma gasolina normal era um novo e bem-vindo alento. Foi uma grande frustração não tê-la.

Para não jogar trabalho fora, a gasolina passou a ser vendida com etanol e virou a gasolina premium de 98 octanas RON. Mais uma do famigerado “jeitinho brasileiro”, a eterna justificativa para as mais estranhas soluções.
.
E continuamos com nossa gasolina com 20% a 25% de etanol fazendo estrago também na estrutura de preços. Sobe o etanol, sobe a gasolina; diminui a porcentagem de etanol, sobre o preço da gasolina.
Nossos carros não andam muito bem nos países vizinhos (mistura ar-combustível fica rica) e vice-versa (mistura pobre).

Se alguém souber de um mercado comum mais estranho que esse, onde nem a gasolina é a mesma nos países-membros – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – que me diga. Eu não conheço.

BS

108 comentários:

  1. Respostas
    1. Na ditadura tinhamos gasolina amarela, azul e verde, dependendo da octanagem, sem adição de álcool. Nada a ver com os tempos modernos...

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    2. Memória curta, hein Anônimo das 13:15?

      Em 14 de Novembro de 1975 o decreto n° 76.593 criava o Pró álcool.
      Na época, o então governo militar, incentivou a grilagem de terra para o cultivo da cana e fez vista grossa em relação à violações de direitos trabalhistas.

      Ah! Também tínhamos gasolina amarela, azul e verde a preço de ouro.

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    3. Last, memória curta você né? Esqueceu de 1973/1974, naquele contexto era valido buscar alternativas ao combustível fóssil. De se lamentar sim trabalho escravo. Mas não precisamos ir até aos anos 70 para atestar trabalho escravo. Ainda o temos hoje no grande governo de esquerda que a 10 anos domina o Brasil, basta ir ao interior do Para entre outros lugares,e o mais interessante é alguns dos maiores grileiros são hoje companheiros de governo desde Lula e fielmente a Dona Dilma.

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    4. E ainda existia o racionamento. Lembram que os postos fechavam aos domingos. Meu pai tinha que comprar gasolina no sábado e colocá-la em recipientes para podermos viajar no domingo.
      O porta-malas ficava cheio com as bagagem e gasolina de reserva.

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  2. Acho "interessante" como adicionam o etanol a gasolina com a bandeira do "ecologicamente correto" mas não implementam a p... da inspeção veicular obrigatória que está prevista no CTB desde sua implementação, inspeção que resolveria bem mais coisas além das emissões do veículo.

    É, os coronéis ainda mandam no país, e quando lhes convém, eles produzem açúcar ao invés do etanol, e o governo não toma atitudes duras como fez agora com os juros e também como fez ao aumentar o IPI de carros importados por causa do medinho da invasão chinesa.

    Que dicotomia.. e pra variar, quem leva a pior ? (retórica)

    Agora penso que, se houvesse gasolina pura ou com menos etanol à venda, os carros fŕequispáuer começariam a dar problemas bem antes por causa das "griladas" insuportáveis que eles trazem junto com a "tecnologia".

    Espero que pelo menos a gasolina com menos enxofre e que o que você disse sobre carros diesel, ambos pra 2014, ajudem a "menos piorar" este panorama.

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    1. "da inspeção veicular obrigatória que está prevista no CTB desde sua implementação, inspeção que resolveria bem mais coisas além das emissões do veículo."

      Não seja inocente de achar que isso vá ser utilizado em algum grau para o "bem ecológico". Ecologia só vem à pauta quanto há lucro por trás; vide o que ocorre com a Controlar em SP.

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  3. Mesmo nossos carros flex rodam mal com gasolina estrangeira? Exemplo, se eu for com meu carro (flex) pra Argentina, vou ter problemas com o combustível?

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    1. Ele irá funcionar, mas nao no rendimento ideal. Ao menos que você tenha um Siena TetraFuel...

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    2. os Renault da vida funcionam no mercosul.
      Eles funcionam com gasolina pura ou alcool em qualquer proporção.

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    3. Nenhum carro flex funciona bem com gasolina. Nem com álcool. Carro a gasolina funciona bem com gasolina.
      Carro a álcool funciona bem com álcool.

      Tetrafuel é flex com mais uma adaptação, pra GNV também.

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    4. O flex vai tender a não render bem com gasolina pura (salvo se um Siena Tetrafuel ou algum carro da Renault-Nissan que use motor flex, todos esses pensados para qualquer coisa entre E0 e E100). Uma vez a Oficina Mecânica viajou até Buenos Aires com um Palio Flex e, pelo que diziam, além de o carro hesitar com gasolina pura (sendo que puseram nele a mais forte que vendiam na Argentina), bebia uma barbaridade. Já um carro pensado para nossos 20 a 25% de etanol acaba rendendo melhor com gasolina pura, como comprovam os tantos brasileiros que viajaram pelo Mercosul e pelo Chile com seus carros monocombustíveis a gasolina em especificação brasileira.

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    5. Me lembro que um programa de TV argentino alertava o pessoal de lá que vem de carro passar férias em Santa Catarina para abastecer aqui apenas o mínimo necessário para seguir viagem, não importa que carro seja. Eles diziam também para colocar aditivos comprados no posto de gasolina, já que nossa gasolina aditivada também é lixo.

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    6. Já experimentei um Civic flex no Uruguai (com a gasolina de octanagem intermediária da Ancap) e o rendimento foi mais de 10% melhor em consumo, maior suavidade de funcionamento e sem alteração no desempenho. Já com o Civic "mono" (um Si), o consumo piorou conforme subia a octanagem, e mesmo com a gasolina "normal" era pior do que com etanolina. A suavidade de funcionamento ficou excelente, mas a mistura era muito rica e fazia "tufos" de fumaça preta em ultrapassagens. Com motos japonesas "tropicalizadas" (motor "mono") a situação é idêntica.

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  4. O mesmo vale para carros Flex somos obrigados a comprar carros flex mesmo se não temos a intenção de usar alcool no tanque.

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    1. Mas querendo ou não, você irá usar etanol no tanque... ;)

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  5. Essa questão de álcool na gasolina sempre foi muito polêmica e as vezes muito mal informada pela população em geral. Mas eu particulamente defendo.
    Primeiro que quando se diz que se vai álcool na gasolina a primeira coisa que se pensa é que é o mesmo que se vende na bomba, e que na verdade é o álcool Anidro (sem água) e sua função na mistura e servir como antidetonante, fazendo as vezes do chumbo. Segundo que a gasolina dita pura usa como antidetonante o chumbo que é um metal pesado, cancerígeno e muitas vezes mais poluente que o derivado vegetal e ainda possui a energia calorifica menor. Então de pura só de nome mesmo.
    A desvantagem mesmo é usar o anidro em condições de baixa temperatura porque congela. Mas isso se estiver em um avião a uns 20km de altura. Por essa razão a utilização da gasolina a base de chumbo nos aviões equipados com motores de ciclo Otto.

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    1. Argumento questionavel o seu.

      O Etanol antidetonante não precisa ser adicionado até 25% do volume em gasolina. Só isso.

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    2. Guilherme, o alcool como aditivo para elevar a octanagem da mistura é até louvável, melhor do que chumbo. Mas não precisava ser nessa proporção. Usávamos 18% de álcool até uns anos atrás, e agora são 25%. Cadê a justificativa técnica pra isso? Os carros não são bicombustíveis? Deixa o consumidor escolher o que quer botar no carro, parem com essa venda casada...

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    3. Guilherme;

      O Etanol só é colocado nessas proporções na gasolina para:

      1-) Fazer volume

      2-) Consumir o excedente e ser um regulador de estoque

      3-) Atender aos interesses economicos das Usinas.

      É o fim da picada usar tanto etanol assim. Por isso que todo mundo chama a gasolina brasileira de Alcolina.

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    4. Lorenzo Frigerio09/06/12 19:53

      Não se usa chumbo tetra-etila na gasolina há DÉCADAS. Existem outros aditivos. Como você acha que é a gasolina Podium, ou as premium européias e americanas?

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    5. O álcool anidro não congela em temperaturas normais, possui até 1% de água na composição... Esse comentário parece ter saído do autoesporte, sem nenhum embasamento... Podia ter ficado quieto..

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    6. Chumbo tetra-etila? Estamos em 2012 viu, só para constar, e não em 1970...

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  6. Bob Sharp, gostaria de pedir como um assíduo leitor deste blog e de seus artigos nele escritos, que escrevesse um pouco sobre a estrutura, preparo e comportamento das concessionárias e revendedores de veículos deste país. Hoje fui fazer a primeira revisão do carro dos meus pais, e como eles não puderam ir, fui no lugar deles.
    Quando criança, uma das maiores diversões de garoto autoentusiasta é com certeza, ir à uma concessionária, entrar nos carros, sentar no lugar do motorista, nos imaginarmos lá, apertar os botões, enfim.
    Mas hoje, que decepção!
    Acabou a diversão. Deixei meu carro pra realizar a troca desnecessária de óleo (com 3500km rodados e 6 meses de uso), filtro de óleo, filtro de ar e filtro de combustível, sob pena de perder a garantia do mesmo, como já é de praxe, e fui dar uma "volta" na concessionária (Ford neste caso).
    Ka, Fiesta, Focus, Fusion, Ecosport, Edge, todos os modelos lá, mas o que mais me chateia é a demora de alguém em lhe atender, mesmo que não seja um comprador em potencial, por estar realizando a revisão, mas poderia muito bem ter chegado ali naquele momento. O Ford Edge estava fechado, em ambas versões a Limited e a FWD (mais básica). A vendedora chegou e quando perguntei sobre as versões e o conteúdo de cada uma (referente ao Focus GL e GLX), não sabia precisar.
    Mas o melhor ainda está por vir: Mais perto do final do procedimento, fui me aproximando da parte de trás do estabelecimento, onde ficam os carros novos e os que estão lá dentro "escondidos" pra fazer revisão ou qualquer procedimento técnico.
    Funcionários arrancam com força em carros novos, batem a porta de qualquer jeito e com força descomunal, brincam com os demais, arrancando rapidamente e usando o freio bruscamente, quando saem do carro, percebe-se que o ar condicionado está ligado no máximo, sem necessidade, em se tratando de uma dia nublado e relativamente fresco aqui na capital baiana.
    Enfim, Bob, sinto falta de um tempo que não vivi quando você conta suas experiências nas revendas Volks (se não me engano), em que o cliente era bem tratado, os automóveis eram respeitados e cuidados com zelo, cuidado, diligência, que é o que falta hoje em dia.
    Me perdoe pelo longo desabafo, mas infelizmente, hoje não há mais prazer em visitar uma concessionária, raras exceções.

    Forte abraço, do fã e assíduo leitor,
    Brenno Metzker

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    1. Depois de analisar todas as opções para trocar de carro, meus "finalistas" foram o Logan e o Fiesta Rocam sedã. A ridícula política de manutenção semestral da Ford foi uma das razões que me fizeram escolher o Renault.

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    2. A Ford tem ótimos carros, mas pessima rede de concessionarias,péssima venda,pos-venda e revenda....infelizmente.
      Mesmo assim o anta aqui continua comprando Ford, já tinha decidido trocar de marca aí derrepente vejo sobre esse novo Focus,ai ai vou esperar um pouco. já tive focus de todos os MK....acho que vou pegar o mk3.

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    3. Pra mim 6 meses ou 10 mil km é a medida exata do que rodo habitualmente. Quanto às revisões, tenho sido bem atendido, mas faço questão de acompanhar de perto, não deixando o carro na concessionária para pegar depois.

      Quanto ao cuidado com os carros em manutenção, já tive problema com Fiat (usei durante 13 anos em 3 carros). De placa amassada a calombo de vareta no capô. Lamentável.

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    4. filtro de ar e combustível com 3500km???????? o óleo até entendo devido aos 6 meses terem se passado, até justifica-se, mas os outros dois itens como se esttragariam estando o ford parado na garagem????

      culpa nossa mesmo que alimenta esse mercado de M

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    5. Daniel Paganotti09/06/12 17:52

      Anonimo, vc pode deixar de fazer essas revisões na concessionária. Precisa mesmo levar essa garantia pra frente? Meu Focus acabou de perder a garantia esse mês porque cansei de rasgar dinheiro desse jeito.

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    6. Fui na Citroen hoje ver o DS3 . O vendedor nem se aproximou de mim , quase vendi o carro no ato para um possível comprador . E o pior foi deixar a nota de fatura no para sol . O DS3 custa para a CSS 64000...

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    7. Brenno,

      O fato de trocar o óleo a cada 6 meses ou por quilometragem é natural, em qualquer manual fala sobre isso sem dar melhores esclarecimentos.

      Quanto aos concessionários terem um péssimo atendimento isto é comum, porém concordo que não é o normal.
      Possuo dois veículos, um Vectra sedan 2011 e um Mille 2006. Adivinha com qual concessionária eu tive mais dor de cabeça? Chevrolet!

      Você leva para fazer a 1ª revisão do veículo e eles fazem uma revisão que dura meia hora para arranhar as caras rodas de 17" e que ainda ficaram desbalanceadas depois de um balanceamento (irônico, não?) e a luz de avaria de injeção ligar. O carro é ótimo, mas o suporte é uma porcaria.

      Na concessionária da Fiat, do que me lembro, só os vendedores que são chatos e querem te empurrar tudo. Tipo, fazer limpeza de bicos em carros mesmo que só andem com gasolina aditivada e que não apresentam falha no funcionamento.

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    8. Revoltante mesmo. Estive em Salvador e vivi uma situação semelhante na Audi, na VW, na primeira um só vendedor, agitado a atendendo varias pessoas ao mesmo tempo. Na VW que funcionava na mesma lha já que êh do mesmo dono o vendedor nem sabia os preços. Tinha que olhar no computador. Deprimente. Fui na honda e contatei que eles estão cobrando até 8 mil reais de ágil no CR-V. Versão 4x4 110 mil, preço sugerido pela Honda com frete incluso 102 mil. O New civic tb. Até 3,5 mil ágil. O governo da redução de IPIRANGA e eles cobram ágil?!

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    9. Feliz de você por eles serem ágeis. Imagine como seria ruim se fossem lerdos?
      Só não concordo eles cobrarem pela agilidade, hehe...
      :-)

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    10. Last of the Mohicans,

      Agilidade é um dom, mas ágio é terrível, lol.
      Cada um que aparece...

      Benjamin

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    11. Esse final de semana fui à css Saga Hyundai, daqui de Bsb, fazer o test drive do Elantra. Ao chegar, de bermudão e chinelo, falei que queria fazer o teste. O vendedor informou, primeiramente, que não sabia se tinha carro disponível, ao que me perguntou, de pronto, qual era o meu carro e se eu tinha intenção de colocá-lo no negócio. Informei que sim, mas que não tinha interesse em avaliá-lo. Percebi, claramente, que o sujeito quis realmente se certificar se o carro realmente existia, pra só então tirar o elantra que tava no show room pra fazer o TD. Chamou o avaliador e disse pra passar-lhe a chave pra ele avaliar. Como eu estava interessado em fazer o TD no Elantra, passei a chave pro dito cujo, acompanhando-o na avaliação. O avaliador olhou tudo e voltando pra loja, perguntei-lhe qual era a estimativa de preço. O sujeito chega e fala que para um carro 1.8 a média tá tal... no que eu falo pra ele... o carro é 2.0 (Corolla 11/11). O sujeito se faz de desentendido e volta pra checar a informação, falando... "mas não vi os paddle shift"... Ou seja, seria lesado na avaliação do meu usado.
      Até hoje, a única concessionária em que o vendedor quis saber qual era o meu carro, pra decidir se liberava o TD, foi essa Saga Hyundai. Comportamento completamente reprovável. Se antes eu já tinha uma certa rejeição pela marca, hoje pensarei duas vezes antes de migrar para essa coreana.

      Ricardo

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    12. Mas, Ricardo, avaliador de css é tudo igual, tá tudo cartelizado, do lado da Hyundai, já, tem uma css da Volks chamada Saga, eles vão pegar o seu Corolla e levar num feirão em Taguatinga - de quem? da Saga...

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  7. Filipe_GTS09/06/12 12:59

    Melhor nem pensar nessa droga de flex. O último carro que eu comprei, em 2010, até hoje não experimentou o gosto do etanol! Isso é inútil. As fábricas deveriam lançar seus modelos 'verdes' (Bluemotion e cia.) com motores apenas a gasolina. Aposto que renderiam uma excelente quilometragem por litro e seria ótimo pra nós consumidores.

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    1. Talvez eles não lançam por causa disso, seria ótimo para nós consumidores...

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    2. Quanto ao etanol, aqui no interior de SP vale muito a pena - o etanol é bem mais em conta que a gasolina na maior parte do ano.

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    3. Filipe_GTS09/06/12 13:59

      Mas aqui em Santa Catarina nunca é! Eu não sou obrigado a comprar essa porcaria flex porque os usineiros do interior de SP mandam. Não compro mais, tá decidido.

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  8. E quem é q se importa com o consumidor nesse pais???? =/

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  9. Oficialmente hoje está em qto?? 20 ou 25%??

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    1. 25%. Por lei pode variar de 20 (ou é 18) a 25.

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    2. Thales, não tinha caído pra 20 com a alta de preços safada do fim da safra passada ?

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  10. Victor Gomes09/06/12 14:06

    É simples o porquê de termos tanto álcool na nossa gasolina. O governo se vangloria em dizer que é auto-suficiente na produção de petróleo. Só que o petróleo produzido não vai diretamente para nossos carros, é preciso que o petróleo passe por um processo de refino. Este é o nosso gargalo. Apesar da auto-suficiência na produção, nossa capacidade de refino ainda é aquém das nossas necessidades. Nós simplesmente exportamos petróleo bruto para importar petróleo refinado: gasolina, diesel e outros. A importação de combustíveis e outros derivados do petróleo é o que mais onera nossa balança comercial. Ou seja, o que mais importamos do mundo, o que mais o governo gasta dinheiro, é com combustível importado.
    Imaginem só se por aqui ainda vendessem a gasolina sem álcool, ou com 10% de álcool. Saldo negativo na balança comercial do Brasil, queda do PIB, inflação, desconfiança de investidores estrangeiros. Brasil país do futuro? Hj em dia, difícil de acreditar, com retração da economia, nunca mais seria.
    Enquanto não houver investimento em infraestrutura, continuaremos com nossa Alcoolina sendo vendida a preço de ouro Brasil afora.

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  11. Já que é para adicionar algo que vem da biomassa ao combustível daqui, não estaria na hora de se pensar nos isômeros de butanol que mais se assemelham à gasolina (tanto em poder calorífico como em não-corrosividade)? Não esqueçamos que butanol pode ser extraído das mesmas fontes do etanol e existe um processo recém-descoberto que permite sua obtenção de maneira mais barata do que a clássica (http://butanol.com/).

    Os caras da empresa mencionada no link (empresa essa que também tem um escritório aqui no Brasil) testaram a viabilidade do biobutanol rodando 16 mil km pelos EUA em um Buick Park Avenue 1992 abastecido com 100% de butanol. (http://profmaster.blogspot.com.br/2007/07/butanol-vs-ethanol-vs-future.html). A cada divisa de estado americano (percorreram dez unidades federativas), paravam em uma estação da EPA para medir a emissão de poluentes e essa saía mais limpa. Além disso, conseguiram médias de consumo de 10,2 a 11,9 km/l, contra 9,4 km/l que esse mesmo carro consegue com gasolina normal. Observe-se que estamos falando de um carro que sequer teve o motor modificado para usar butanol puro. E já que pode vir das mesmas fontes do etanol, em tese daria para abastecer toda nossa frota, talvez em mistura com a gasolina em porcentagem maior do que a do etanol, justamente por causa dessas similaridades.

    Não estaria na hora de o Brasil pensar em uma forma mais viável de vender sua biomassa ao mundo em vez de ficar impondo que um mundo com centenas de milhões de carros a gasolina subitamente abandonem uma solução mais que provada? Senão vamos ficar na base de reclamar que o mar quebra na costa e tentar mudar isso.

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    1. Segue vídeo do Park Avenue que usou butanol durante 16 mil km:

      http://www.youtube.com/watch?v=s09ujb35w4s

      Bem como estudos para seu uso em barcos (obtendo o combustível por meio celulósico):

      http://www.youtube.com/watch?v=98OicQDWsr8

      E um cara que desenvolveu um processo que extrai gasolina de biomassa:

      http://www.youtube.com/watch?v=C1SDAgLn-tk

      Enquanto isso, nós aqui querendo fazer com que o mundo rode com etanol.

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    2. Geralmente, tudo que é mais barato, mais eficiente e mais racional cai em desagrado com os burrocratas que nos governam. Pq vc acha que levamos essa vida cotidiana absurdamente cara, incrivelmente irracional e lamentavelmente ineficiente? Se existe uma forma mais estúpida e incompreensível de fazer algo, pode apostar que é essa que será escolhida pelos políticos e tecnocratas de Brasília.

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    3. Perfeito o seu comentário.

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    4. Perfeito o seu comentário.

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  12. Não quero argumentar contra o autor, mas sim contra a sua fonte. Será que é verdade que esse processo de homologação de um modelo custa em torno de 1 milhão de Reais? E quando importa-se um modelo que não faz parte do rol de veículos vendidos através de importadora, ou seja, as famosas "importações independentes" (somente a título de exemplo, aqui na cidade onde moro circula um Cadillac SRX, um Lincoln Towncar, um Corvette C6, um Chevrolet Equinox...), duvido que cada um desses modelos passe pelo dito processo que vale 7 dígitos. Além disso os proprietários que conheço relatam que seus veículos funcionam, pelo menos de forma aparente, perfeitamente com a gasolina aditivada vendida em qualquer posto. Mais: como ficam os antigos de mais de 30 anos? Pelo certo também deveriam passar pelo mesmo processo, já que não deixa de ser uma importação.
    Aqui no Rio Grande do Sul, há um tempo atrás, por volta dos anos 1990, existia gasolina com MTBE, porém segundo me consta, foi proibido porque misturava-se facilmente à água em caso de vazamento.

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    1. O MTBE mistura-se à água. Fato, experimentalmente comprovado, sem maiores dúvidas. Agora, o que o etanol faz na água de diferente? Brinca de ciranda-cirandinha? Essa poderia entrar para o rol das desculpas mais esfarrapadas de todos os tempos!

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    2. Lorenzo Frigerio09/06/12 19:58

      O processo de homologação é para carros importados pelas próprias "montadoras" e que terão garantia e plano de revisões.
      Quanto ao MTBE, a preocupação quanto à sua solubilidade em água provavelmente advém do fato de ser tóxico.

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    3. Lorenzo Frigerio09/06/12 20:02

      O processo de homologação é para veículos importados pelas "montadoras", que terão garantia e plano de revisões.
      Quanto ao MTBE, o problema não é sua solubilidade na água em si, mas o fato de ser TÓXICO e potencialmente contaminar lençóis freáticos e aquíferos.

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    4. Veiculos importados com previsão de vendas abaixo de 100 unidades anuais não precisam passar pelo processo de homologação do IBAMA.

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  16. Bob. Grande texto, mas gostaria de ler outro artigo, sobre a proibição de venda de automóveis comuns movidos à diesel. Ao meu ver, é um tiro no pé de todas essas normatizações e controles de emissões, já que o Brasil está se encaminhando para adequar às normas Euro 5, e que nos próximos anos, será extinto o diesel comum (S 1800)

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    1. Diesel comum é o S-500, o metropolitano. O S-1800 é o interior, vendido nas cidades pequenas. Deixará de ser comercializado para aplicações rodoviárias no final de 2013.
      Carro pequeno a Diesel é ilusão. A legislação proíbe a comercialização por levarem menos de 1000 kg de carga.
      E outra: carro pequeno a diesel, com os preços próximos da gasolina e do óleo e do custo maior de produção só compensa financeiramente pra quem roda muito.
      Tanto que a versão mais vendida da S-10 é a Flex...

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    2. Anonimo das 12:18

      Não é o que se observa na Europa....

      A S-10 flexivel é a que mais vende pois é a picape mais barata do mercado. E a unica que vem completa (até com Airbag) e com uma motorização relativamente barata de manter.

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    3. Não compensa? Quando trabalhei em Portugal, a empresa só alugava carro diesel para trabalharmos. O meu peugeot 207 lá fazia quase 700Km com um tanque de combustível. E praticamente todo táxi que se pega por lá é Diesel.

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  17. E com essa mistura toda, acho que a regra dos 70% não se aplica. Acredito que vale para comparar o rendimento do etanol com a gasolina pura. Não serve para a alcoolina...

    Nos meus últimos carros flex, o álcool rendia uns 80% da quilometragem da gasolina.

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    1. O Peugeot 207 da minha mulher a conta é 70% mesmo.

      Minha antiga Saveiro Supersurf 1.6 (taxa 10:1 - das primeiras), a relação era entre 60 a 65%. Não mais.

      E não podia ligar o ar condicionado rodando com álcool. O consumo era estrambólico. Coisa de 5,0km/L na cidade.

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    2. Tem que ver a taxa de compressão do carro. Uma taxa 9:1 é boa para gasolina, mas gasta muito álcool. Já uma taxa de 14:1 queima quase tanto álcool quanto gasolina.

      Eu vejo por dois carros: a Strada Fire 1.4 tem taxa de compressão 12:1 e a quilometragem com álcool era 70% da com gasolina. Já o Agile tem taxa de compressão 14:1 e a quilometragem com álcool era bem próxima da com gasolina, cerca de 90%.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. O Peugeot e a Saveiro tem a mesma taxa de 10:1. O que difere é que o Peugeot é um flexivel mais refinado com o motor trabalhando visivelmente (no ponteiro de água do radiador que marca todas as oscilações de temperatura) mais quente com álcool do que com gasolina.

      Outra coisa: O motor GM Familia I 1.0 VHC-E tem taxa de compressão de 12,6:1 e não de 14:1.

      Taxa de compressão muito alta na gasolina também é besteira: O motor tem que trabalhar com o ponto de ignição muito atrasado e bem frio sob pena de ter detonação. Vide os primeiros motores GM VHC não flexiveis lançados. Castanhava igual Chevrolet Perkins D-60.

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    5. Concordo com o Daniel, de que a taxa de compressão não é o único fator a ser considerado.

      Tenho um Gol G4 1.0 (com taxa 13:1) e ele faz com álcool 60% do que faz com gasolina (ciclo urbano), mas quando está com gasolina, estala que é uma beleza, independente da gasolina (já testei premium, da Ipiranga, não mudou nada).

      Pelo menos abastecendo com uns 20% de álcool (em proporção a gasolina) o consumo cai pouco e ele para de estalar, mas continua sendo um saco.

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    6. Tenho um gol exatamente igual ao seu, ea111, 1.0 e com taxa 13:1. Para mim a relação dos 70% é bem válida e nunca tive problemas com detonação na gasolina. O único problema que enfrento é que quando abasteço muito no álcool ,o óleo fica com um pouco de borra.

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    7. Ao Daniel,

      O motor do Agile é 1.4 e tem taxa de compressão 14:1 (é isso que está escrito no manual). O consumo dele eu mesmo aferi e verifiquei que a gasolina ele fazia cerca de 11,1 km/l e com álcool ele fazia cerca de 10,0 km/l (com ar condicionado e som desligados). Ou seja, a diferença era bem pequena.

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    8. Anônimo das 09:29;

      De acordo com o site da GM, o Econoflex tem taxa de 12,4:1. Se for taxa de 14:1, se colocar gasolina a queima se dará por compressão igual diesel!!!

      MOTORIZAÇÃO 1.4 Econo.Flex
      Injeção eletrônica de combustível M.P.F.I. (multi-injeção) / S.F.I. (sistema sequencial de injeção)
      Numero de cilindros 4 em linha
      Potência Máxima Líquida (ABNT NBR 5484/ISO 1585 Líquida ou SAE bruta) Gasolina - 97 CV (71,3 KW/ 96 HP) @ 6000 rpm / Álcool - 102 CV (75,0 KW/ 101 HP) @ 6000 rpm
      Taxa de compressão 12.4
      Tipo dianteiro transversal, gasolina/álcool
      Torque Máximo Líquido (ABNT NBR 5484/ISO 1585 Líquida ou SAE bruta) Gasolina - 13,2 mKgf (129 Nm) @ 3200 rpm / Álcool - 13,5 mKgf (132 Nm) @ 3200 rpm

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  18. Rômulo Rostand09/06/12 17:23

    Só agora com o post do Bob consegui entender a razão da imposição dos importados com câmbio automático, caso do Camaro. Muito caro realmente o custo da homologação, principalemte para carros que venderão pouco.

    Carro flex, gasool... ótimas soluções para os usineiros não para o povo.

    Falta de compromisso total dos nossos políticos. Trabalham para quem financia a campanha deles e nessa simbiose descarada o povo é quem paga a conta.

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    1. Aí eu pergunto, interessa a alguém mudar alguma coisa??? Os q tem o poder (digo dinheiro) não param de lucrar.....

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    2. Na Argentina eles queimam bancos e batem panelas por bem menos do que o fim da qualidade da gasolina. E a imprensa aqui mostra essas imagens e tem a pachorra de dizer que a Argentina é um país falido.

      Pois bem, se a Argentina é um país falido, o Brasil também é, pois ambos são o maior parceiro comercial um do outro, é como dois bêbados abraçados, se um cai puxa o outro para o chão, sem mais.

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  19. isso aí, pau no cú do povo!

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  20. Em minha ingenuidade, achei que o IBAMA dispusesse de uma tabela com os veículos e suas respectivas emissões, então a consulta seria apenas para saber se o carro a ser importado teria uma emissão compatível com as normas do país, caso em que poderia ser importado, ou não, e nesse caso teriam que ser feitas adaptações, e posteriores medidas. Mas esse sistema é demasiado barato e simples para ser aplicado no Brasil...
    Bob, fiquei com uma pulga atrás da orelha hoje. O dono de uma DKW verde 1962, linda e muito original me disse que não há trava no volante do carro, por ser costume na Alemanha daquela época guardar o carro em locais fechados para escapar do inverno e manobrá-los, ainda desligados para a rua, de modo a evitar uma intoxicação de CO. Lembrando de outros Fusca, e de outros projetos alemães da época, nenhum tinha trava de direção. Como, então, a direção do DKW da história que contou outro dia pôde ser travada? Era algum acessório instalado naquela do seu pai, ou o carro do meu conhecido tem o dispositivo e ele não sabe?

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  21. Paulistano Indignado09/06/12 18:55

    Vamos aos fatos:

    -> O álcool mais caro do interior de São Paulo é em Ribeirão Preto, cidade situada no meio das usinas.

    -> O Lula acreditou realmente nos Biocombustiveis sendo chamado de messias do Etanol pelo George W. Bush. Criticou os EUA pelo fato de produzirem Etanol de milho (ao invés de comida) mas...O Etanol de milho que abastece o Brasil!!! Contradições retóricas ou incompetência nacional?

    -> A autossuficiência em Petroleo não significa Autossuficiencia no refino. O Grande Estadista LULA resolveu fazer uma refinaria no Nordeste em parceria com a PDVESA do Hugo Chaves, que até agora não colocou um centavo no projeto. E viva o Hugo Chaves. E dane-se o Brasil.

    -> Outro grande estadista , o Sr. Geraldo "Chuchu" Alckimin (um ser comparável a comida de hospital - sem sal, sem açucar). Defende o Etanol, cobra o IPVA mais caro do Brasil e acha que todo cidadão com dois endereços tem obrigação de licenciar seus carros no estado de São Paulo. Defende a hegemonia do Etanol pois a exportação agricola de Etanol para o resto do Brasil ajuda a sustentar o estado.

    Bob Sharp. Em pleno Governo FHC ninguém se atreveria a mexer demais no Etanol exatamente pelo fato de se mexer nos interesses do Estado de São Paulo controlado pelo mesmo PSDB!!!!! Deixar Alckmin forte é enfraquecer Serra. E enfraquecer Serra...bom cada um tire suas conclusões...eu tenho as minhas.

    Em tempo: As estradas Paulistas são carissimas. Gasta-se mais em pedágio que em gasolina e são umas maravilhas no seco. Quando chovem, forma poças de água cruzando as pistas e provocando aquaplanagem. Por isso pedágio deveria ser de graca quando chove.

    E esse é o Brasil. Governado por gente que ama seu país. Como Judas amou Jesus.

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  22. Engana-se. Todo carro vendido nos EUA tem de ser homolagado pelo EPA e ter suas emissoes verificadas. Como no Brasil, qualquer variacao no trem-de-forca requer nova homologacao, como cambio automatico ou manual. E o custo tambem e absurdo: cerca de US$1 milhao. A obvia diferenca e que o mercado Americano e grande o suficiente para tais custos fazerem sentido.

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    1. Coitadinha da França então, que é um mercado consumidor equivalente apenas a uma parcela do Brasileiro, e a margem de lucro praticada tem que ser bem menor. Lá não deve interessar a ninguem homologar carros...

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  23. O problema todo é a Petrobrás. Há algum tempo a Shell tentou trazer/fabricar a Shell Optimax no Brasil, sem alcool, mas o governo (leia-se Petrobras) não autorizou. Logo depois a própria Petrobras tentou lançar a sem alcool dela para não ficar mal na opinião publica, obviamente não conseguiu e "inventou" a pódium.
    O etanol na nossa gasolina, me corrijam se estiver errado, tem mais o papel de elevar a octanagem e de dar um "ar" de ecologia, já que testes comprovaram que um bom motor acertado para gasolina com gasolina pura é menos poluente e consome menos do que um dos nossos flex com nossa "gasohol" tosca.

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    1. Gustavo Cristofolini09/06/12 22:57

      Adição de 20 a 25% de etanol à gasolina é dado por força de LEI, não pela Petrobras. V-Power é a gasolina aditivada da shell, mas para ser vendida legalmente no Brasil, precisa adicionar etanol anidro. Assim a Optimax poderia ser vendida tambem, desde que fosse misturada ao etanol.

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  24. Lorenzo Frigerio09/06/12 20:06

    Bob, outro "entulho autoritário da ditadura" que permanece é a mistura de nafta ao diesel, certo?
    Creio que vale uma abordagem num futuro artigo.

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  25. Ernesto Jr09/06/12 20:33

    Esse post lembrou o meu pai me contando que na CSS Chevrolet em Cafelândia ele trocou 3 motores de Corsa GSi na garantia porque o virabrequim rachava por causa da gasolina . 90 % dos Corsa GSi tem o motor trocado em garantia .

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  26. Cadê o Plutônio? Não fala nada! Prefere o silêncio quando mais tem que falar?

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  27. foi embora pra argentina usar gasolina fangio

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    1. Gustavo Cristofolini10/06/12 17:22

      Gasolina esta que deve estar beirando os 8 pesos por litro....

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  28. Se eu abastecer o meu Gol NF 1.0 apenas com gasolina, ouve-se batida de pino nas arrancadas ou imediatamente quando se coloca uma marcha alta que faz com que o giro caia muito. E não é defeito não, pois é assim desde zero km, e conheço outros iguais que fazem isso. Resumo: meu carro é escravo das bombas de combustível brasileiras e se eu quiser ir para algum lugar (país) que venda gasolina pura, o motor certamente sofrerá danos.
    Soube que os Renault aceitam gasolina pura. Se for verdade, comprarei um Clio da próxima.

    Renan Veronezzi.

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    1. Pode comprar. Funcionam com gasolina sem chumbo argentina (Fangio XXI) a etanol com água do ribeirão poluído adicionado pelo dono do posto sem problemas.

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  29. André Andrews10/06/12 11:35

    Lá fora nos países sérios, até o chumbo da gasolina para os carros sem catalizador foi mantido, até bico de bomba e bocal dos carros novos anti bomba com chumbo foram feitos. Tudo isso pra preservar o bem do consumidor, porque válvulas no contato com as sedes e estas, desgastam-se mais com o menor poder lubrificante da nova gasolina. Já aqui...

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    1. Existe uma histeria plumbea (parafraseando a histeria carbonica). Chumbo faz mal, sem duvida que faz, mas não é tanto assim como tenta pregar.

      O inimigo publico numero um agora é a AVGAS 100LL (Low Lead), vista como a destruidora da saude e do meio ambiente.

      Se isso fosse verdade absoluta não existiria um francês, alemão ou Italiano vivos pois na II Guerra, utilizava-se gasolina com 6 (seis) vezes mais chumbo nos aviões que as atuais 100LL, e detalhe: Os aviões TODOS queimavam gasolina. E eram mandados a bombaredar as centenas...

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  30. Fora esses motores sobretaxados aí da era Flex. Sede de valvulas cedendo com 60mil km, detonação com gasolina.... horrível.

    O únicos Flex que são razoáveis são os atuais de baixa taxa de compressão, como os Nissan e os Ford Sigma. São bem econômicos e não incomodam quem quer usar gasolina.

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    1. Minha Saveiro AP Flexivel tinha desempenho aquém do desejado no álcool e ob a condição de carga no motor, borboleta aberta e motor quente em baixa rotação ela sofria de detonação. Isso com 25% de Alcool.

      Viva o flexivel.

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    2. Eu falei os flex atuais.
      O AP foi o primeiro motor Flex lançado. Óbvio que era um "beta". Assim como aquele GM 1.8 de 106cv.

      O Sigma e os Nissan (1,6 16V e 1,8 16V) são excelentes. Baixa taxa de compressão. Muito econômicos com gasolina e até alcool não fazem feio.
      Agora, esses VHC, VHT, Fire EVO, Rocam,.... Esses 12:1 de taxa... horrível para se andar com gasolina. Em tempos de alcool caro o que mais se escuta são esses motores grilando ao sair de lombada.

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  31. Em suma: bosta total!

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    1. Melhor: TotalBosta e BostaFuel

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  32. O Governo e suas regulamentações que só fazem atrasar tudo e impedir o desenvolvimento, será que vai ser preciso criar denovo um ministério da desburocratização? Você para abrir uma empresa precisa provar que é honesto com tanta regulamentações. Presunção de inocência no ecziste.
    http://www.mises.org.br/Subject.aspx?id=6

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    1. Vide casos Cachoeira e Daniel Dantas: O problema do Brasil não está no Congresso ou no Palácio do Planalto ou no Palácio dos Bandeirantes, Palácio Iguaçu e etc. Está nos grandes escritórios da Av. Paulista.

      O problema principal do Brasil está na CORRUPÇÃO. Os governantes só fazem o que interessa para aqueles que lhes pagam melhor.

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    2. Então, é por isso que não tem que ter regulamentação e intervenção monopolista do governo (pode ter controle, mas não via monopolio do estado), pois aí abre brecha pra corrupção, é mais facil acabar com as agencias regulatorias monopolistas do estado, pois aí já acaba com a corrupcao.

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  33. Por o caso que alguem usa o carro historico muito pouco. Dar para fazer gasolina sem alco. Coloque agua na gasolina (fora do carro) até chega um separacão duas fases. E só use a gasloina puro. Tem que ter muita cuidade fazendo isso, mas dar sim.

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  34. Uma pergunta:
    Pra quem tem carro mais antigo movida à álcool, colocar um pouquinho de gasolina (tipo uns 10%), pode causar problemas?

    João Paulo

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  35. Corrijam-me por favor caso tenha lido e escutado besteira: O monopólio do alcool no Brasil hoje está na mãos da Shell, através da "cabeça de porco" intitulada COSAN...Exporta-se práticamente todo o alcool de cana, que segundo dizem é mais nobre e importa-se todo o alcool de amido, madeira, etc... que é mais lixo para adicionar ao nosso coquetel tupiniquin. Outra: qualquer motor, mesmo carburado, que só rode com alcool e por isto preparado só para este combustível conseguiu um resultado praticamente adequado no passado...Assim como qualquer motor preparado somente para a gasolina tem um desempenho e rendimento superior quando preparado só para este combustível...Flex é "gambiarra eletrônica" para que o carro possa rodar com um ou outro combustível, já que o motor está fora das especificações mecânicas que seriam adequadas para um ou outro. Não é econômico e nem tem bom rendimento, tenha o que estiver no tanque. Algo tipo "Brazilian duck engine": pode andar,nadar e até voar mas sem ser um primor em nenhuma das situações...

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  36. Desde o princípio fui um crítico do sistema FLEX. Nunca comprei carros FLEX, só motores a gasolina. Muitas vezes fui criticado em rodas de bate-papo com amigos sobre o assunto, amigos que hj se calam convenientemente quando o assunto ressurge pois hoje são vítimas desse desatino com seus carros bi-combustíveis.

    Os únicos beneficiários do sistema/política FLEX são os produtores de álcool e o Governo. E isso tudo às custas da massa de consumidores desfavorecidos.

    Viva a gasolina PÓDIUM!

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  37. Mais uma, das muitas, vergonhas brasileiras.

    O Brasil é o pior país do Mundo para quem gosta de carro! As coisas que só existem aqui são INACREDITÁVEIS.

    Fora o bizarro e abusivo IPVA cobrado por percentual de preço, quando deveria ser em função de PESO que é o que detona o asfalto. Qual o sentido de alguém com uma PICAPE DE 2t pagar menos IPVA que alguém com um SMART???

    Só nesse CIRCO mesmo...

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    1. O Brasil é pior país do mundo para quem gosta de qualquer coisa, carros, imóveis, Blurays/dvds, livros, cinemas, aparelhos eletrônicos, roupas...tudo mesmo. Tudo aqui é mais caro e de péssimo qualidade.

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  38. E eu estava querendo importar um FOCUS ST, agora desanimei. Assim que abastecer por aqui vai engasgar até ferrar tudo

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  39. O Brasil é um ornitorrinco, já dizia Francisco de Oliveira.

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O Ae mudou de casa! Todos os posts do blog foram migrados para o site. Por favor busque por este post no site e deixe o seu comentário lá.
Um abraço!
www.autoentusiastas.com.br

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