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1 de abril de 2012

PASSAT E CORCEL II

Foto: Quatro Rodas


Alguns dias atrás o MAO e eu tivemos uma discussão sobre dois carros que povoaram muitas garagens até pouco tempo. No mesmo estilo dos nossos textos sobre Ferrari Daytona e Lamborghini Miura, fizemos o mesmo para esses nacionais que a maioria conhece bem de perto.

Como foram carros que tivemos em casa, o assunto é vasto e as lembranças, ótimas. Esperamos que vocês tomem partido e comentem com bom humor e mais memórias.


Passado e Futuro
Por Marco Antônio Oliveira

Para mim é quase impossível falar objetivamente sobre os dois carros que o Juvenal Jorge propôs para nosso segundo duelo de opiniões. São carros que povoaram minha infância e adolescência, menos que os para mim onipresentes Chevettes e Opalas, mas mesmo assim de uma forma muito marcante. Sendo assim, minhas opiniões a respeito dos dois são permeadas pela forma absoluta e sem ambigüidades que caracterizam os jovens. Não há tons de cinza aqui, o Passat é nada menos que maravilhoso, um carro com estabilidade sensacional e um desempenho esportivo, enquanto o Corcel é uma barca balouçante e letárgica destinada aos velhos de todas as idades. É isto que penso.

Mas, para não ser completamente injusto, e formar algum argumento para sustentar essa arraigada opinião, um pouco de objetividade se faz necessária, e, portanto, não farei o que gostaria de fazer, deixar apenas este parágrafo acima registrado e continuar minha vida tranqüilamente, povoando a cabeça com outros afazeres diários. Não, por respeito ao leitor, e por culpa do Juvenal que inventou esta discussão absurda, tenho que elaborar mais um pouco.



Vou começar tentando falar bem do Corcel II. A primeira coisa que precisamos lembrar sobre este carro é que é um carro brasileiro. Diferente do completamente germânico Passat (cuja história já contei aqui), o Corcel II é um carro desenvolvido no Brasil, para os brasileiros, e, portanto, devia ser um motivo de orgulho para nós. Sim, o primeiro Corcel nasceu como um Willys baseado no Renault 12, lançado pela Ford quando esta comprou a Willys-Overland do Brasil. Mas esta mistura, que depois foi usada como base para o novo Corcel II, o torna ainda mais brasileiro, pois como povo, somos nada menos que isso; um monte de influências diversas tentando achar uma identidade própria.



Depois temos que falar sobre o Corcel a álcool, pois foi ele que tornou este combustível realmente viável, porque funcionava perfeitamente, para todo os efeitos, igualzinho a um carro a gasolina. Antes dele, os primeiros carros a álcool eram horríveis, com funcionamento irregular e errático.

Outra coisa que devemos mencionar é que esta linhagem brasileira culminou em carros excelentes, como o Del Rey a partir de 1986 (quando a regulagem de suspensão o tornou um carro muito melhor em direção esportiva), e a ótima Pampa, que com entreeixos aumentado e diferente suspensão, era um carro que funcionava de forma empolgante tanto no mato, quanto no asfalto, como já contei aqui. Mas como estou falando bem, vou evitar mencionar que os dois ficaram realmente memoráveis quando ganharam motores e transmissões de Passat (mas com 1,8 litro), quando ambas as empresas se juntaram na malfadada Autolatina. Ops! Acho que já falei...

Mas falamos aqui de Corcel II, e não de Del Reys e Pampas. E isso muda tudo.

O Corcel II era muito grande para o seu motorzinho de Corcel/R12. A Ford colocou a base de um carro pequeno, concorrente de Fuscas e Chevettes, em um carro médio. Mesmo o aumento do deslocamento para 1,6 litro, a partir do original 1,4 litro, ajudou pouco aqui, pois o motor Renault (depois o muito modificado CHT) era insuficiente para o carro. Não sei dos números absolutos de desempenho medidos: nas ruas e dirigindo ambos, era claro que o Passat tinha melhor desempenho.


Mas nem acho que desempenho, algo muito citado por aí, fosse o decisivo nesta comparação. Já andei em muito carro lento que é muito mais agradável que outro bem mais veloz. A diferença está no comportamento do carro.

Nos anos 1970 eu não dirigia, mas me lembro claramente a revelação que foi andar no Passat LM bordô que meu pai comprou novo em 1976, com o qual apareceu de surpresa em casa, numa noite inesquecível. O carro quase não rolava em curvas! A suspensão era firme, controlada, mas sem desconforto algum. O carro parecia andar muito, mais que os Fuscas, Chevettes e Opalas 2500 com os quais estávamos acostumados. Uma epifania completa. O Passat na verdade era uma visão do futuro, um carro moderno em comportamento, algo que hoje é normal, mas que no meio dos anos 70 me marcou profundamente.

O Corcel II, coitado, era um carro de sua época. Balanços enormes, suspensão macia, uma bitola que parecia muito pequena para a largura do carro. O Juvenal sempre diz que o carro só rolava, que tinha boa aderência, o que não duvido por causa de sua então moderna tração dianteira. Mas o fato é que o Passat tinha comportamento benigno e seguro, e todo mundo se sentia confortável em andar rápido nele. No Corcel, era como brigar com a real natureza do carro, a de andar na boa.

O Corcel II era um carro de seu tempo. O Passat, o futuro. Precisa dizer mais?


MAO




Passat e  Corcel II.
Por Juvenal Jorge

Falar em Corcel em meio a entusiastas  que baseiam suas opiniões sobre carros em desempenho puro chega a ser encarado como brincadeira. O Corcel nunca foi mais rápido nem mais veloz comparado ao seu principal concorrente, o Passat. Isso é óbvio, todo mundo sabe.

Mesmo sendo classificado como um canhão na época, o Passat TS era nitidamente lento para a atualidade, e tinha uma velocidade máxima boa, mas que seria comicamente baixa para hoje, de apenas 165 km/h. Dos modelos não-TS, melhor nem falar.

Me lembro muito bem do Corcel 1,4 de meu pai dando canseira no Passat Surf de meu tio, famílias a bordo, inclusive avó, a caminho de uma festa de casamento. Bons tempos de responsabilidade pessoal aplicada, não de policiamento idiota por câmeras. O Corcel perdia sim, mas sempre por pouco.

E o  TS, tido como rapidíssimo,  tomava pau do carro mais "de tio" possível, o Landau, com tranqüilidade, tanto em velocidade final como em acelerações e retomadas.


Sobre o Corcel GT, a diferença em desempenho era real, apesar de não tão grande como os fanáticos volkwagueanos poderiam supor.

Na prática, o que aconteceria é que em uma viagem longa os dois deveriam chegar juntos, já que o enorme tanque de 57 litros do Corcel o faziam uma fácil escolha para quem precisava de grande autonomia. Um falso grã-turismo, dentro da realidade nacional, até com quinta marcha a partir de 1980, coisa que apenas Alfa Romeo tinha na época. O Passat podia até estar em velocidade de cruzeiro mais alta, mas teria que parar antes, com seu tanque de 45 litros.

O assunto autonomia era tão importante na época, que o Bob Sharp realizou algo muito interessante em um Passat, e contou aqui nesse link .

Durante muito tempo, desavisados consumidores de outras marcas acreditaram que apenas o Alfa Romeo JK, depois o 2300 (depois Ti4) tinham cinco marchas à frente. Teve gente que descobriu isso só lá por 1983, vejam se é possível.



Naquele tempo o Passat já tinha carroceria também com quatro portas, que o consumidor brasileiro ignorava abertamente.   O Corcel II nunca perdeu tempo com isso, seguindo o que o comprador gostava. Tinha a grande vantagem do fácil acesso ao banco traseiro, pois a porta era um monstro, parecia ter o dobro do comprimento daquela do Passat. Mas seria melhor que tivesse portas também para o banco traseiro, como em um protótipo fotografado pela Quatro Rodas, obra de um dos fotógrafos da revista automobilística mais popular do Brasil, por volta de 1982.

Protótipo de Corcel II 4-portas (foto Quatro Rodas)

Em qualquer posição que o motorista usasse o banco seria possível entrar na parte traseira do Corcel sem ter que bascular o encosto, desde que se fosse esbelto ou, para crianças, uma bela brincadeira.

Como havia no mercado poucos modelos disponíveis, e as importações não eram permitidas aos consumidores normais, a chegada do Corcel II foi uma aclamação pelo seu estilo, com a maioria gostando muito e o fazendo um carro muito desejável. Era, numa comparação bem superficial, um Hyundai de hoje, modernoso e chamativo para a grande maioria. O Passat já estava no mercado há quatro anos, e todos estavam acostumados ao seu desenho.

Estrada era um bom lugar para o aerodinâmico (para a época) Ford, que tinha uma grade de radiador definida em túnel de vento, já que era muito similar à do Ford Granada Mk II  lançado em 1978 na Europa. Obviamente foram desenvolvidas em conjunto, uma delas para o Brasil e a outra a Europa, já que foram carros apresentados no mesmo ano. 

A grade de lâminas do Ford Granada Mk II (uk.ebid.net)

Ela gerava força para baixo, e tinha efeito de venturi, acelerando o ar entre suas aletas, aumentando a força de impacto sobre o radiador. Era como por exemplo, rodar a 80 km/h com um vento de maior velocidade no radiador.

Um belo truque do ponto de vista de manter temperatura saudável para o motor. Fácil notar que esse modelo do Granada foi a base do desenho estilístico do Del Rey, que infelizmente, perdeu a ótima grade em prol de um estilo diferenciado.

Parece um Corcel II, ou o Corcel II parece o Granada

Desavisados conseguem confundir com o Del Rey

O consumo em estrada era também bastante bom, facilmente se conseguindo mais de 700 km com um tanque de gasolina. Lembrem que esse era o tempo do carburador, por natureza de constante desregulagens e acúmulo de sujeira, o que atrapalhava o consumo facilmente.

Conforto era outro ponto superior no Corcel II. As suspensões eram muito mais absorventes de cargas provenientes de pancadas do que a do Passat. Lembro-me vivamente disso, pois em casa tivemos vários
Corcéis, e andava sempre de Passats, um TS de um de meus tios e um Surf e depois um LS 1,6 de outro tio. Nos mesmos lugares, mesmos remendos, valetas e lombadas, o Corcel era sempre mais confortável.

Mas uma das coisas mais desgradáveis no Passat era simplesmente inexistente no Corcel II, o empinamento exagerado da dianteira quando se arrancava com o carro.

Claro que os engraçadinhos irão dizer que o Corcel não empinava porque não tinha força, mas o Passat fazia isso mesmo com a minha tia que sempre teve receio de acelerar, tanto que mal passava dos 80 km/h em estrada. Era mesmo algo muito chato no Passat.

Na estabilidade em curvas, o Corcel II inclinava-se bastante quando comparado ao VW. Mas o papo sem graça dos que diziam que o Corcel parecia que ia capotar era só papo sem graça mesmo. Não havia nada de notavelmente ruim na estabilidade, apenas a rolagem acentuada. Não vou me estender porque o assunto aqui é o Corcel II, mas lembro que o Del Rey com suspensão melhorada a partir de 1986 colava a dianteira no chão e saía de traseira quando provocado. Esse passava carros menores por fora em curvas complicadas, como me cansei de fazer. Os freios não tinham nenhum problema no Corcel. Funcionavam sempre bem.

Me lembro de um desses Passat que andei muito, o LS 1,6 a gasolina. Dado o sucesso do TS, e o desempenho fraco do motor 1,5-litro, a Volkswagen adotou o mesmo motor deste no modelo LS, o mais vendido, e fez um TS mais discreto. Um carro desses foi comprado zero-km pelo meu tio, fã da marca, e imediatamente começou a ter enormes problemas de partida a quente. Depois de uma fase complicada, ele veio a falecer antes do problema ser resolvido no carro, e meu pai partiu para a discussão com área de Serviços de Pós-Vendas da Volkswagen, para resolver o caso e deixar minha tia com um carro confiável.

Conseguiu ser atendido na oficina que funcionava junto à fábrica, e que recebia problemas que os concessionários não resolviam. Foi simples. O carburador não tinha linha de retorno ao tanque, o que provocava o bloqueio por vapor, logo após se  desligar o motor. Logo a partida era difícil, já que bomba ficava com o diafragma bloqueado e não movimentava a gasolina. Um completo absurdo, uma redução de custo em relação ao TS, que mostrava a falta de cuidado num item importante.

No Corcel, a mecânica funcionava redonda e sem percalços. Partidas fáceis sempre.

Quando começaram os carros a álcool, a Ford não foi a  pioneira, mas o único, e aqui estou sendo enfático, o único carro a álcool que não tinha problemas de partida com temperatura baixa era o Corcel II. Nesse quesito, o Passat estava igual aos Chevrolet e Fiat, todos difíceis. O Corcel era a referência nesse ponto.


Outro ponto absurdamente superior e muito importante naqueles tempos de ar-condicionado apenas em carros grandes e muito caros, era a ventilação forçada do interior. O Corcel tinha uma enorme captação de ar junto ao pára-brisa, com caixa de ventilação de grande vazão, terminando em grelhas ajustáveis no painel, por onde entravam turbilhões de ar a velocidades tão baixas quanto 60 km/h. O segredo estava nas duas saídas de ar na coluna central.  O fluxo projetado era o mesmo de carros modernos da Europa, e aqui também a referência foi o Granada, que tinha exatamente o mesmo sistema.

Saída de ar da cabine na base do vigia traseiro para dentro do porta-malas, de onde era sugado por cima dos para-lamas em direção à frente do carro, saíndo nas colunas centrais, por duas grades plásticas grandes. Essa era uma região de baixa pressão, o que provocava uma sucção do ar interno. Um show, completamente desconhecido de quem andava de Passat. Trazia como brinde o mantenimento das laterais traseiras, por dentro da carroceria, sem umidade estagnada, o que ajudava muito a evitar corrosão. O melhor resultado eram vidros difíceis de embaçar em dias de chuva. Segurança.

No assunto materiais de acabamento, o Passat apanhava feio. Os tecidos desbotavam com o sol em poucos meses, nos carros que ficavam boa parte do dia sob o Astro-Rei. O porta-pacotes, acima e atrás do encosto do banco traseiro era uma piada de mau gosto. O carpete perdia a cor rápido, e um carro até bem cuidado de carroceria podia ter esse componente pronto para ser jogado no lixo em menos de um ano.

No Passat Surf, lembro-me dos casos de tecido dos bancos, que era xadrez, manchando roupas de quem transpirava muito. Um amigo teve um desses e se lembra bem desse fato. Meu tio vendeu o Surf dele antes que isso acontecesse. Realmente materiais da pré-história no Passat.

Nesses anos, a Ford era líder inconteste em matéria de acabamento interno. Fossem os materiais, fosse a montagem e a qualidade dimensional das peças, davam um banho em todos os concorrentes nacionais. Claro que comparado a alguns carros de hoje, é muito ruim.


Externamente eram similares, ambos com peças de carroceria desalinhadas frisos e molduras sem muita continuidade, seja em portas, em volta de laternas ou faróis. Aliás, esse é um ponto-chave na sensação de qualidade de qualquer carro, os alinhamentos entre peças de carroceria. É a diferença entre olhar para um carro e saber que ele foi bem construído ou mal e porcamente teve suas peças juntadas. Até pouquíssimos anos, a maioria dos carros nacionais caía nessa segunda categoria. E alguns ainda são assim.

Um GT 1978 em Águas de Lindóia 2011. O dono foi muito simpático. Obrigado.

Me lembro do TS de um outro tio, que rodou muitos milhares de quilômetros sem graves problemas, mas que parecia uma carroça. As portas e a suspensão pareciam querer abandonar o carro, tamanha a barulheira. Aproveitando as habituais corrosões, ele deixou o carro para uma reforma geral, e depois de um bom tempo, fomos à praia. Lá, andei ao lado dele, que dirigia muito bem, e o escutava elogiando o  carro, dizendo que havia ficado bom e silencioso. E eu, ainda novato nessa história toda, percebi que havia mesmo melhorado, mas ainda era uma batederia só, muito pior que o Corcel de meu pai, que era mais antigo e rodado.

Modelo Hobby, um GT simplificado.

Hoje, quando vemos Passats nacionais antigos e Corcéis que ainda prestam serviços a seus donos, a maioria dos que estão menos estragados são os Ford, denotando um projeto robusto.

Desconto aqui os carros de colecionadores, que em regra criam processos particulares para poupar as peças e consequentemente estragam muito pouco todo o carro. Aí sim, encontramos ambos em excelente estado, coisa de marejar os olhos de saudosismo.

JJ



201 comentários:

  1. Tempo bom do Corcel II e Passat...

    Meu pai (GMZófilo de carteirinha) teve um Passat LS 1981 3 portas (por falta de opção). Bege palha, motor 1.5L, comprado zero km. Segundo ele o "pior carro que ele teve" (kkkkk). Ele andava com o carro fervendo, remontando troca de óleo, pensando que estrada de terra era rodovia asfaltada, carregava tijolo, cimento no porta malas, com o banco abaixado e tudo mais. Mecanico? O que é isso? Acho que o Passatao so viu a primeira revisão gratuita e ainda dizia que era o pior carro....Só rindo mesmo.

    Abs!!!

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    1. PS: Esqueci de comentar algo: A Ford fez o Corcel II mais horrivel que eu ja vi. Feio desde zero km tanto que virou um mico nos Concessionários: Uma Série especial denominada "Campeões" modelo 1983.

      Motor pré CHT, o Corcel "campeões" era igual ao modelo L preto com duas pequenas faixas douradas na lateral e o escrito "Campeões".

      Rodas estilizadas pretas com faixas douradas e nenhum cromado. Era a visão do inferno. Um tio meu comprou um carro desses porque ele só comprava carro de liquidação....

      Meu avó também teve uma Belina horrivel também: Uma Belina L 1984, prata e com duas faixas estreitas laterais vermelha e azul!!!!!! As rodas era as mesmas do Corcel Campeoes mas pelo menos eram prateadas com preto.

      Cheguei a dirigir essa Belina algumas vezes e tive o prazer de estar no volante quando ela virou 300 mil km com o motor lacrado!

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    2. Daniel,
      gosto não se discute. Quisera eu que um "Campeões" tivesse morado na garagem de casa. Era o conforto Corcel II com o desempenho do TS. Raríssimo.

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    3. Daniel,

      Sua família teve dois raros modelos de série especial do Corcel: o Campeôes, que vc. citou primeiro, não foi "apenas um Corcel preto com faixas douradas escrito", mas uma série que aproveitou vários itens dos GT, que saíram de linha um ano antes, e sim, ele foi baseado no modelo L, mas com volante, painel de instrumentos e outros detalhes do extinto modelo, além da suspensão recalibrada e mais firme, originais do Hobby e GT.
      Sobre a Belina, pela descrito das faixas ela era da série "Astro", e tinha detalhes de acabamento exclusivos, como o bagageiro estilizado do Del Rey Scala no teto, além de outros acessórios originais.
      Ambas as séries eram bem caprichadas no acabamento, e com preços muito atraentes, coisa que o mercado nacional não faz hoje em dia.
      Eu também não gostava do comportamento de "carro de tiozão" dos Corcel II e Belina, mas reconheço que ao passar dos anos eu fui tendo vários deles, e percebi que eram carros bem superiores aos Passat, que é uma referência da minha adolescência...

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    4. Um tio também teve um Corcel II campeões 83 desde zero e ficou com o carro até 97, quando o trocou por um Vectra gl que está até hoje com ele, rodando pouco com o carro que está hoje com menos de 30 mil km, e perfeito!

      Mas eu adorava aquele Corcel preto com faixas e rodas douradas. Nasci um pouco antes dele comprar o carro, quase cresci dentro daquele carro, era muito legal, só tenho boas recordações dele.

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    5. Juvenal Jorge, Marcio Cesar e Felipe;

      Honestamente achava o carro a visão do inferno. Mas não me lembro do carro ter detalhes do GT, apenas fica a exceção do radio Roadstar, um luxo para a época (a Belina do Vô também tinha). A unica coisa que eu me lembro bem era do carburador que era de corpo duplo. E o volante eu me lembro que era herdado do modelo LDO de 4 raios.

      Sempre achei lindo os Corcel II e Belina modelo GL do ano de 1984, encosto grande estilo travesseiro (raro por sinal). Vinham com tacometro no centro do painel ao invés do espaço vazio escrito Corcel II/Belina. O acabamento em tecido era um caso a parte, coisa inexistente mesmo em dias de hoje.
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      E já que o assunto são modelos raros, na época meu avô trocou o consórcio que ele tinha de uma F-1000 por essa Belina Astro e...Um Ford Escort Guia 1984 da primeira leva! Aquilo era carro!

      Vidros elétricos, sobrecalotas lindissimas, ar quente (um luxo para a época), partida a frio automática (outro luxo), relógio no teto e um painel...Tinha desde o contagiros que gierava em sentido contrário ao velocimetro a direita até indicador de tudo: água do radiador, fluido de freio baixo, água do limpador do parabrisa, freio de mão, etc. toca fitas Autoreverse Philco-Ford....

      O carro durou até 1993. Já bastante arrebentado pelos familiares (meu avô emprestou ele para minha prima que dirige carro igual se dirige caminhão FNM) o termino dele foi com um roubo (roubo mesmo, a mão armada) em frente da casa dele em São Paulo. Anos depois foi achado depenado no interior do Pernambuco.
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      Juvenal, sobre um comentário feito por você no final do post. É fato: Os Ford´s Corcel e Belina dos anos 80 estão em muito melhor estado de conservação que os Passat´s que em sua maioria estão destruidos. Sem falar no calcanhar de achiles deles: Corrosão no assoalho.

      Abraços a todos!

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    6. a volkswagem só faz ralé até os dias de hoje eu tenho um corcel 2 gt em perfeito estado e supera em comforto , em direção, em economia, em manutenção em tudo meu gol 2010. olha sinceramente compara um carro de requinte em que o banco na verdade não é um banco e sim uma poltrona de acamento muito esmerado com um passat vw é melhor anda de busão do que um volks

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    7. Após ler a análise comparativa entre o Corcel ll e o Passat, ativei a minha memória,´pois tive a oportunidade na época ter possuir os dois carros em momentos diferentes.
      A favor do passat as minhas experiências me levaram a considerar, a agilidade, o arranque e a simplicidade mecânica, aliada a resistência. Pontos desfavoráves, Maior consumo de combustível, consumo de óleo e muito ruido no painel em ruas de paralelepípedos.
      Quanto ao Corcel ll, um carro com perfil mais conservador que atendia a um público menos jovem. O Corcel ll era um carro muito econômico, silencioso, resistente, mecanica simples e o espaço interno excelente.

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  2. Conclusão: ambos são carros marcantes na nossa história automobilística, embora com personalidades bem diferentes: o Passat, mais esportivo e de mecânica e condução refinadas, e o Corcel, com ênfase no conforto e praticidade.

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    1. Ricardo Simonsen16/04/12 21:19

      Tenho um Passat TS 1978, 4 farois. Acreditem: 60 mil km originais, bancos impecáveis. Não vendo por nada. Está no cavalhete, sem andar, sem funcionar, sem bateria...hibernado como um bom urso deve ao fundo da garagem 2 ao lado de um Ford 1930 roadster, um Jaguar MKV 1950 saloon e um Graham Paige 1932 cabriolet coupe (rarissimo!).

      Quem sabe quando tiver tempo eu tiro de lá. Malditos V8 que me tomam tanto tempo...

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    2. Põe umas fotos dessas máquinas aí... falando assim parece até mentira!

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  3. Juvenal,
    Sua comparação entre o Corcel II e os Hyundai vem logo abaixo da foto de um protótipo do primeiro com duas portas de um lado e uma do outro.
    Notou a coincidência?

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  4. bem pessoal, antigamente podia resolver os problemas nos motores com gatilhos, hoje com a eletrônica e motores de passo fica dificil esses carros envelhecerem, pois consertata-los dependem de mais conhecimentos. nathan

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  5. Eu tenho (e sempre tive, desde mais novo) o estilo "tiozão" de dirigir: condução tranqüila, suave, sem "pretensões esportivas". E como dirigindo desta forma passo distante de testar os limites do comportamento dinâmico de um carro, e de levar sustos, sempre dei mais importância ao conforto, bastando ao desempenho a missão de que seja bom o bastante para uma ultrapassagem segura, uma retomada honesta, sem parecer uma tartaruga. Dito isto, o resto fica fácil de concluir: meu preferido era o Corcel II, por seu conforto superior, acerto de suspensões, bancos que pareciam poltronas, e por aquele saudoso acabamento que a Ford tinha, caprichado na escolha dos materiais empregados e na montagem. Até hoje babo litros por um Corcel II LDO com aquele fantástico interior monocromático marrom, que depois tambem existiriam no Del-Rey e no Escort.
    Meu voto vai para o Corcel II, he, he!

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    1. Em tempo: antes que alguém caia no erro de me imaginar sendo um representante da abominável figura do "tranca-ruas", cabe a observação de que não dirijo devagar, me "arrastando", atrapalhando o fluxo. Apenas não ando acelerando, freando, reduzindo ou trocando de faixa bruscamente, nem entrando "rasgando" nas curvas, especialmente as mais fechadas. Dirigir suavemente não é sinônimo de dirigir devagar, quase parando. Aliás, tem até uma postagem aqui no "AutoEntusiastas" (originalmente matéria de uma antiga revista "Auto Esporte") que aborda o tema. Ela diz basicamente (para meu orgulho), que o bom motorista é aquele que dirige como eu dirijo, ou seja, poupando o carro, poupando combustível, e sem expor meus passageiros e os de outros veículos a sustos, desconfortos, e riscos, he, he, he!

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    2. Mr. Car,

      entendo perfeitamente, é me estilo também.
      A matéria é da revista Motor 3, de autoria de José Luiz Vieira, e se entitula " O Bom Motorista é o Motorista Macio". Um marco no meu aprendizado.

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    3. É isto, Juvenal: Motor 3. Não tive paciência para procurar pela informação correta, he, he!
      Abraço.

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    4. Mr. Car, precisamos combinar uma hora desas um encontro aqui na área, sei que vc. é de Porto Alegre, vamos rodar de Dart Sumatra 79 e conferir de perto a delícia que é rodar exatamente assim, sem pressa e sem forçar a máquina...
      JJ e MAO, ambos estão convidados a participar, basta combinarmos e vou apanhá-los no aeroporto aqui no Sul...De Dart, claro !
      E muito obrigado por mais uma bela postagem, eu adoro ambos os carros, tivemos vários Passat e Corcel II e todos seus "derivados" em nossas garagens no decorrer dos anos...

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    5. Mário, eu adoraria meeeeeeesmo passear neste famoso Dart Sumatra (conheço de foto) 79, mas você se enganou: sou do Rio de Janeiro. De qualquer forma, agradeço o convite, e se um dia eu for para as bandas do Rio Grande, quem sabe não te aviso antes, he, he! Aproveito para perguntar: sabe de algum Dodginho Polara muito inteiro e original que esteja sendo vendido aí no Sul?

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    6. Esqueci, Mário: abraço, he, he!

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    7. Mr. Car,

      Eu JURAVA que vc. era daqui do RS !!!
      Mas claro, independente disso, o convite continua de pé, e eu estou de olho em um bom Dodge Polara inteiro e com preço justo pra ti, assim que aparecer algo certamente irei lhe avisar...Esses dias inclusive me ofereceram um raro D-1800 Std. ano 75 amarelo montego, de único dono, mas tinha que fazer funilaria e pintura. O carro era bem íntegro e original, e saía na faixa dos 5 mil reais...Me parece que já foi vendido.
      Vamos nos falando, grande abraço direto da Fronteira Sul, meu caro !!

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  6. Talvez por meu pai ter possuído um Passat LS 1976 (MAO, existiu versão LM em 1976?), meu voto vai para o Passat, um pouco pelas lembranças de infância, mas também pela forma como o projeto evoluiu, do TS para o Pointer. Mesmo não ganhando muita atenção da VW em meados da década de 1980, era uma excelente compra. Um carro que eu tinha vontade de ter era o Passat Iraque. Mas nem tudo são flores... Meu pai reclamava do sistema de refrigeração, e a tampa do porta-malas da versão duas portas era "assasina"! Ela tinha duas pontas muito afiadas e, durante sua descida para o fechamento do porta-malas, poderia acertar a cabeça de uma criança que estivesse muito próxima de uma das lanternas traseiras.
    Já o Corcel... bem, ele era uma cavalo manso demais, principalmente pelas versões esportivas que não provocavam aumento do batimento cardíaco do motorista. Acabamento excelente? Sim, uma referência da categoria, mas talvez tenha sido eclipsado pelo Del Rey como objeto de desejo.

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    1. Octavio,
      os problemas de refrigeração foram herdados pelos primeiros Gol com o motor a água. Sabemos inclusive que o lançamento do Gol GTS foi quase adiado devido a esse problema.

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  7. Tive um Corcel ll 1984, motor 1.4, carburação dupla, álcool. Adquiri-o na troca de uma CB-400 II, motor japonês. Motão !

    Andava bem o Corcel. Confortável, estável, mecânica confiável, bem acabado. Mais econômico que os atuais 1.0 gasolina.

    Estrutura sólida. Suspensão bem acertada. Bom de freio.

    Meu pai teve um Passat TS 1982, álcool, verde abacate. Bom carro. Duro de suspensão.

    Mas quem deixou saudade foi o Corcel !

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    1. Mendonça,
      bom testemunho esse de quem teve os dois carros em casa.

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    2. Eu tenho na garagem um corcel II ano 1984, com a nota fiscal do primeiro dono que comprou na Slaviero de Cascavel em setembro de 1985... naquele tempo os veículos ficavam até um ano na concessionária até serem vendidos... comprei o carro bem baleado e fui arrumando, me acompanhou durante a universidadem, nunca deu trabalho e agora vai ficar sem garagem por que a mulher que me alugava acabou de vender o ap dela e vou ter que alugar outra se achar para o garoto ou vendê-lo...

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  8. Tive uma Belina II 84 cor chumbo e um Passat LS (acho), 1,6 que nem lembro o ano. A cor era verde abacate horrível.
    Do Passat, o que mais lembro é que parecia sempre estar pronto para levantar voo, apesar de sua estabilidade irrepreensível.
    Lembro muito dos "grilos" e "bate-bates", e da podridão da lataria.
    Seus bancos com o tempo, simplesmente começaram a desmanchar. Incrível!
    Quanto a Belina, lembro de sua lerdeza em baixa rotação, mas que andava firme em retas de alta velocidade, sendo possível até largar o volante.
    O espaço, necessário quando se tem filhos pequenos, era excelente.
    O acabamento da Belina era muito bom, com bancos melhores que muitos carros modernos. Era silenciosa e gostosa de guiar.
    Tanto o Corcel quanto a Belina, se bem cuidados, necessitavam apenas de manutenção preventiva. Nunca vi ninguém de Corcel parado na estrada por algum defeito, mas os Passat sim, porque tinham o hábito de ferver.

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    1. Célio,
      esses relatos sobre aquecimento excessivo nos Passat é muito interessante. Desde a primeira vez em que vi o tamanho diminuto daquele radiador me perguntei se aquilo funcionava.

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  9. Ah! É claro que meu voto vai para o Corcel.

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  10. Rafael Ribeiro01/04/12 13:58

    O Corcel era mais robusto, confortável e bem acabado. O Passat, tinha estilo mais jovem, esportivo e limpo, com ligeira superioridade de desempenho, dependendo da versão mais acentuada. Questão de gosto portanto. Para o meu gosto, Passat.

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  11. Meu voto é Corcel II, eu tenho um 79, já puxei reboque com betoneira 320 L, das antigas uns 270 kg, arrancando em subida com brita solta, é um espaço interno inacreditavel, acabamento nessa epoca só a Ford e GM, gosto de VW, depois de dirigir um Corcel, já velho, comecei a gostar dele.
    Luciano D.

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  12. João Celidonio01/04/12 14:04

    O Corcel é responsável pela atual crise de indentidade do consumidor brasileiro no setor automobilísco!
    Marcou? Marcou. Marcou como uma triste memória, nada mais que isso! hahahah

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    1. Explique melhor....

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    2. Celidonio,
      Vc pegou pesado demais! Magoooooou!
      Eu gosto do Corcel...

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    3. Talvez ele quis dizer que o Corcel na verdade é o Renault 12! Então, o pessoal achava que era Ford, mas até nosso Escort usou motor derivado de um Renault! Fora caminhões, picapes e carros de luxo, os primeiros Ford de nosso mercado foram o Fiesta e o Focus.

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    4. Falou besteira.

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  13. Falando sobre as empinadas do Passat, pq isso acontecia?? O que a provoca e o que a elimina?? Lembro q isso era característico do Passat e do Santana por toda a vida e da linha Gol tbm.

    Sobre o texto, minhas impressões sobre esse carros vão bem de encontro ao q foi colocado. O Passat mais esportivo, de condução e mecânica mais refinada enquanto o Corcel sempre me passou uma sensação de conforto e requinte superiores. Muito interessante essa questão do fluxo de ar por dentro da cabine. Desconhecia isso e achei mto legal.
    Mas até por ter tido até pouco tempo um Passat GTS Pointer, e sentir o rodar dele mesmo nos dias de hj, minha preferência fica com o VW. E o Passat, na minha opinião, sempre foi muito mais bonito.

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    1. GTS Pointe ..
      Belo carro hein
      Ainda objeto de desejo de muito "quarentao" como eu !

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    2. Lorenzo Frigerio01/04/12 20:08

      Creio que as "empinadas" são causadas pela calibragem dos amortecedores. Se você balançar um Passat ou Santana, verá que ele é "mole" até a terceira ou quarta balançada, até os amortecedores "carregarem".

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    3. Bera Silva05/04/12 23:41

      Lucas, isso é devido aos ângulos das suspensões (os amortecedores podem atenuar esta característica). Olhando o carro de lado, a roda dianteira descreve uma trajetória curvilínea com um centro imaginário. A posição deste centro imaginário favorece, ou não, a frente levantar durante a aceleração. Isto é resolvido modificando o ângulo do braço da suspensão e fixação da coluna do amortecedor. Procure por "anti-squat" e "anti-dive" e terá suas respostas.

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    4. Alterar o ângulo do braço vai alterar o cáster, modificando radicalmente a estabilidade longitudinal.

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  14. Na minha opinião, o sucessor espiritual do Passat nos dias de hoje é, ironicamente, um Ford: Focus Hatch (tanto no ângulo da tampa do porta-malas quanto no comportamento dinâmico acima da média dos rivais). O do Corcel seria o Corolla (desenho que não arranca suspiros, mas apoiado na confiabilidade e robustez)

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    1. Favor não associar nunca mais um Ford com um volquis.

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  15. Eu tive 2 Passats, ambos sem ar condicionado. E o "bicho" esquenta por dentro viu.. nunca vi carro pra conservar tanto a temperatura interior. Isso me fez desfazer do segundo... Não fosse por isso eu estaria com ele até hoje.

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    1. Kantynho,
      nesse tempo seu apelido era Kentynho ??
      KKKKKK
      (brincadeira)

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  16. Corcel sem duvida. Meu pai tem um 1980 até hoje, L branco. Meu irmão tem o pé bem pesado, e o carro chega com freqüência aos 150 km/h indicados. Nao acho ele ruim de curva, apesar da inclinação da carroceira.

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  17. Corcel sem duvida. Meu pai tem um 1980 até hoje, L branco. Meu irmão tem o pé bem pesado, e o carro chega com freqüência aos 150 km/h indicados. Nao acho ele ruim de curva, apesar da inclinação da carroceira.

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  18. Johnconnor01/04/12 16:11

    Até hoje tem muito carro com pretensões luxuosas que o acabamento não chega nem aos pés do Corcel e da Belina LDO. Agora convenhamos o Corcel com aquele porta malas em desnivel era horrivel de estacionar em uma vaga apertada, não se enxergava o fim do carro.

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    1. Johnconnor,
      essa invisibilidade traseira não é exclusividade do Corcel II.

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    2. Johnconnor02/04/12 18:54

      CLARO Q NÃO, NÃO QUIS DIZER Q FOSSE UM DEFEITO. ERA MAIS UMA CARACTERISTICA Q INCOMODAVA.

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  19. Meu pai teve por 10 anos uma Belina L 87, tirada 0km em um consórscio, a famila teve que ficar casada com ela pois com os planos economicos que atravessaram os anos de pagamento das prestações, precisamos entrar na justiça pra não pagar o famoso residuo , que dava quase o valor de venda do carro após 5 anos. O que achavamos que era um carro robusto virou uma verdadeira frustação, porque deu todos os problemas possiveis e imaginaveis. Cambio quebrou 2 vezes, motor fundiu outras duas, o carburador ja saiu falhando da concessionaria...etc..etc... A unica coisa que nunca tinha quebrado até vender, era o velocimetro, que no dia que o novo dono veio buscá-la, quebrou. Depois dela, Ford em casa, nem em sonho! Pode até ter sido azar, mas ficamos traumatizado

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  20. O Corcel II era um "jipe" de robusto, tanto é que ainda pode-se vê-los rodando pelas roças.
    Realmente incrível como aquele motor a alcool era bom de partida, e a fase fria era quase igual a de motores a gasolina, até melhor que de muitos carros flex atuais com injeção eletrônica e acelerador eletrônico. Qual teria sido o segredo?

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    1. Aquecimento do coletor muito mais rápido.

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    2. Aqui no sul Passat virou figura em extição, já Corcelzinho tem em toda a parte. Colono do interior não quer outro carro. Cigano não pode ver um, que quer comprar. Em matéria de resistência e durabilidade, nao podem ser comparados.

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  21. Meu pai já teve Passat Flash, se não me engano 87 ou 88. Pena que não lembro de nada, pois na época que nos desfizemos do carro, eu ainda tinha 6 anos. Esse carro foi bem mal tratado, com pouca manutenção, luz do painel queimada, escapamento amarrado com arame, vários arranhões, ...

    Apesar de eu não ter conhecido meu avô meterno quando ainda vivo, o simples ato de colocar 5ª marcha deixava minha avó apavorada, segundo histórias. Mulher chata ela devia ser quando mais nova (até hoje é um pouco, mas já bem idosa)...

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    1. Detalhe: a 5ª marcha é sobre o Corcel.

      E complementando quanto ao Passat: era um martírio fazer aquele carro a álcool pegar de manhã. Tinha de ficar ainda esquentando o motor com o extinto afogador.

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    2. Lorenzo Frigerio01/04/12 20:10

      Todos os carros a álcool carburados eram assim. O Chevette era o pior, até com motor a gasolina levava um século para esquentar.

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    3. Pior que o Fiat "cachacinha" e os Fusca da Telesp? (nota: Acho que fui um dos últimos a dirigir os fusca à álcool da TELESP e eram terríveis! O cheiro de álcool entrava tanto no carro que um guarda pensou que eu estava trabalhando bêbado!) Não creio que fosse possível. Pelo menos o Chevette e o Corcel tinham injetor automático de gasolina, que ajudava muito.

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  22. Comparativo Quatro Rodas Ed. 227 (Jun/1979)

    http://quatrorodas.abril.com.br/acervodigital/home.aspx?edicao=227&pg=122


    Apesar do desempenho realmente ser inferior, o Corcel GT, com as modificações na suspensão, conseguiu se equiparar em estabilidade com o Passat TS (vide os resultados na pág 122). Dá a entender que o fato das vesões L e LDO serem molengas foi escolha da Ford, e não uma limitação da plataforma.

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    1. Fabiano,
      opção pura e simples pelo conforto.

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  23. Em que pese todo o resto, o dono do Corcel é muito mais órfão de fábrica que o do Passat.
    Corcel II e CHT ainda hoje são praticamente sinônimos, e são até legais, desde que não se queira esticar muito as marchas. Digam o que disserem, o tal motorzinho francês era mais silencioso que os Chevrolet, mais econômico que os VW, mais confiável que os FIASA da época e de manutenção mais barata que os legítimos Ford do Maverick (embora nos dois últimos ítens não estivesse fazendo mais que a obrigação...). Devemos concordar que dirigir rápido um Corcel é uma experiência para poucos: Poucos tentam, dos que tentam, poucos conseguem, dos que conseguem poucos voltam para contar a história (vá lá, voltam para contar a história sem quebrar o motor), dos que contam a história, poucos são ouvidos, dos que ouvem, poucos acreditam.
    Coisas de pré-mercosul era saber que a Ford argentina tinha lá os Falcon e depois os Sierra, que poderiam ter entrado no lugar do Landau, deixando o novo ajuste de suspensão disponível para um eventual Corcel III, e que lá havia certa carência de um Ford menor, mais barato e mais econômico, mas era impossível fazer os produtos circularem... Que os hermanos ficassem com os Falcon! Pelo menos aqui tínhamos Passat e não "dojinhos" travestidos de Volkswagen!
    Pena para esses dois que o Monza, a partir do motor 1,8 tirou o título de melhor desempenho de um com acabamento e espaço até melhores que os do outro. A fiat da época... Bom, melhor não comentar. E ainda tinha o Polara, da Dodge, maldosamente chamado "pacheco", que oferecia bom acabamento, espaço rasoável, tração traseira, nenhuma confiabilidade mecânica, tudo pelo mesmo preço da dupla aí em cima!

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    1. Mil vezes mais os Dodginhos do que os passats.Sortes dos hermanos.Pacheco é o chifre do teu pai?????

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    2. Lorenzo Frigerio01/04/12 21:17

      A rigor, o Monza 1.8 não tirou a liderança do Passat em desempenho, pois os modelos "Pointer" passaram a sair com motor 1.8 do Santana a partir de 1985. Mas nessa época, o Passat já estava em fim de carreira e o rival do Monza era o próprio Santana. Tal qual o Corcel II, substituído pelo "Corcel de Otário", o Del Rey.

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    3. Lorenzo,
      tivemos três DelReys em casa, o último com o gastador motor VW 1.8.
      De otário nada tinha. Um carro que fez os concorrentes correrem atrás de isolamento acústico e materiais de acabamento para pessoas, além de terem que colocar levantadores de vidro elétricos e outros detalhes que hoje qualquer carro decente precisa ter.

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    4. Kevin de La Noya02/04/12 20:42

      Esse Brauliostapradentro é outro desses APzeiros do infernos que infestam esse blog. A VW matou o Polara porque era um carro muito superior ao Passat em tudo. Acabamento, motor, resistência do monobloco sempre foram superiores nos Dodginhos.

      O fato dele fazer sucesso entre os hermanos não é por acaso. Os caras lá conhecem muito mais de carro que a maioria aqui na Banânia...

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    5. Dom Segundo Sombra12/04/12 11:40

      Cada coisa que se lê, moro cá na fronteira com a Argentina, pelo menos aqui nessa região da Argentina a fama do Doginho não é lá essas coisa não...Vendeu lá porque era o que tinha.

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  24. Meu voto é Corcel II. Nunca dirigi um, mas já tive, seminovos, Passat Surf 1.5 81, Del Rey Scala 84 e Del Rey Ghia 88. Os dois Fords ganhavam disparado!

    O Passat era uma delícia na estrada, grudava no chão e acelerava bem, apesar do motor 1.5 daquela versão/ano. Mas o acabamento era muito frágil, alavancas dos vidros soltavam na mão, bancos rasgavam só de olhar, cabeçote teve que ser feito duas vezes em 3 anos de uso (queimava óleo) e teve uns problemas de superaquecimento e uma quebra de molas traseiras. Era muito duro na cidade, enfrentando buracos e lombadas. Ah, e tinha um problema crônico de ferrugem com o qual convivi o tempo todo...

    Já os Del Rey, acabamento excelente, maciez de suspensão incomparável (parece que as ruas tinham sido recapeadas!). Andavam bem na estrada e na cidade e, às vezes, davam pequenos problemas de superaquecimento, mas nada grave.

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  25. Complementando, os dois Del Rey eram CHT. Muito econômicos e funcionavam muito bem, até na partida a frio.

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  26. Eu tive um Passat LSGH ano 1979 que deixou saudade. Andava muito e era super econômico. Viajei muito com ele e por caminhos "inexistentes". Por exemplo, saí de São Francisco de Paula, cidade perto de Gramado/Canela no RS e fui parar no litoral por uma estrada de terra de uns 80 km e que depois vi na Quatro Rodas que era considerado um dos passeios mais bonitos do Brasil. Em algumas curvas o Passat ficava em 3 rodas... Quando cheguei ao litoral tive que dar um reaperto geral na suspensão por causa dos buracos que passei. Um carro fantástico.

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  27. Olha as cores, quantas opções!
    Hoje em dia só Preto, Prata, Branco e tons de Cinza... Q M****!

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  28. Acho que são carros para gostos diferentes; o Corcel tem uma tocada mais pacata, detesta alta rotação, como me lembro da Belina que minha avó teve. Possuem uma posição de dirigir bem peculiar, e, ao contrário do dito no texto, possuem uma arrancada boa sim, pelo menos os modelos CHT a álcool. O Passat era mais esportivo, com posto de condução mais baixo. Me lembro que o TS 79 que dirigi era bem vívido na estada, até hoje os mais velhos tem na memória como "o carro que corre muito." Com a tecnologia que temos hoje, em fluidos principalmente, os problemas de aquecimento podem ser resolvidos em revisões preventivas, daquelas que drenam todo o líquido e verificam todas as mangueiras.

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  29. Tive um Del Rey Ouro 82 e gostava do carro pioneiro no duo eletrico (os retrovisores ainda era com controle a cabo). Meus filhos ainda se lembram do relogio digital, tambem pioneiro, acima do retrovisor. Sem falar no fantastico painel de instrumentos, um show de informacao e legibilidade (ao contrario dos instrumentos feios tao comuns nas marcas alemas): um total de seis instrumentos com iluminacao indireta, tambem pioneira.

    Na verdade o fator mais importante em minha decisao ao o comprar foram as quatro portas, raridade na epoca. Mas, enquanto o interior foi uma surpresa bastante agradavel, assim como o conforto proporcionado pela otima isolacao acustica e maciez da suspensao, seu desempenho sofria demais. Seu motor privilegiava o torque em baixas rotacoes, portanto ele era agradavel de se dirigir em transito pesado, mas onde quer que certa verve fosse necessaria, inclusive em estradas, tinha de me conformar com a faixa da direita para nao atrapalhar muitos.

    Foi sempre bastante confiavel, apesar do rico equipamento inovador para a epoca. Mas eu fiz questao de desempenho em todos os proximos carros que tive.

    Uma nota humorada sobre meu Del Rey e que o comprei do sindico do predio em que morava. Entao, alguns se vingavam do sindico jogando porcaria nele na garagem mesmo depois de sua venda para mim e eu o mover para minha vaga. Tanto que coloquei um aviso no vidro traseiro dizendo que ele nao pertencia mais ao sindico, o que levava alguns motoristas durante transito pesado a comentar o aviso em meio a risadas.

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    1. Augustine, bem lembrado o quadro de instrumentos: parecia de avião!

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    2. Augustine
      voce era caixa alta heim!
      Esse carro custava quase o mesmo que um Landau !
      Barrabás!

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    3. Nunca comprei carro 0km no Brasil. O Del Rey 82 (ou seria 84?) acima foi comprado em 91 com 38000km.

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  30. Tenho que dar meus parabéns aos grandes blogueiros do AE, Marco Antônio Oliveira e Juvenal Jorge. Pois além de estabelecerem essa interessante comparação entre dois brilhantes carros de minha época, permitiram que revivesse lembranças inestimáveis.
    De especial pra mim o fato de ter aprendido a dirigir em um Passat 1.5 a álcool, e este carro se tornou um companheiro até meus 24 anos. Paralelamente o pai de um grande amigo (e hoje meu compadre) tinha uma Belina 1.6 a álcool 82. Ambos aprendemos a dirigir juntos e começamos nossas aventuras ao volante cedo. Um dos baratos era um dirigir o carro do outro, ou melhor, do pai do outro (rsrs...). E o fato ambos morarem praticamente as margens da Via Anchieta em São Bernardo, em meados dos anos 80, dispensa explicações sobre como nos divertíamos com o Passat e a Belina.
    Bem, tenho que dizer que minha opinião está mais para o Marco Antônio do que para o Juvenal Jorge, a quem, aliás, peço desculpas mas digo que está enganado em diversos aspectos sobre o Passat, embora correto ao identificar seus defeitos, errado na forma como potencializou a maioria deles. É verdade que o corcel era melhor construindo e acabado, e que era muito melhor espaço interno, conforto e tinha um funcionamento mais redondo com álcool. Mas suas vantagens param por ai. Meu amigo mesmo não via a hora de andar no nosso Passat e sempre comentava como sua condução era mais divertida e empolgante. Depois meu pai manteve o 1.5 em casa e comprou um LS 83 1.6. A comparação estre os dois Passat foi um capitulo a parte pra mim, pois ambos coexistiram em nossa garagem por muito tempo.
    Se o Passat 1.5 já era bacana, o 1.6 com a evolução do MD 270 e seu Weber duplo miniprogressivo era espetacular. Claro que o desempenho de ambos comparados a carros atuais não podem mais ser considerados brilhantes, mas se isso é tão óbvio, imaginem como fica a situação do Corcel sob a mesma ótica. Mas há um aspecto na comparação estre nossos dois Passat me permite corrigir a injustiça cometida pelo Juvenal. É que, assim como o Corcel teve evolução na suspensão, o Passat também. De 83 em diante o Passat não empinava mais como antes. Sem contar que até 82 o Passat saia mais de frente, enquanto a partir de 83 o carro se tornou neutro com os novos índices das molas e a nova calibração dos amortecedores. Acreditem, eu mesmo testei tudo isso. Sobre o acabamento concordo com o Juvenal, mas o Passat não se desmancha como seu texto fez parecer. Nosso 80 ficou na família até 94, o 83, até 92, e ambos estavam enxutos em seus últimos dias conosco.
    Concluo reiterando meus parabéns ao Marco Antônio e ao Juvenal. E Juvenal, não me leve a mal, discordo dessa vez, mas digo que é sempre muito bom ler seus textos, assim como os do Mao, do Juvenal, Do Arnaldo, o Bob e todos vocês desse belíssimo blog.
    Abraços
    Cláudio Pessoa

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    1. Lorenzo Frigerio01/04/12 20:17

      Os Passat a partir de 1983 receberam um novo tanque de gasolina de maior capacidade - se não me engano, 55 litros - e por essa razão a suspensão traseira foi elevada. Esses carros eram mais macios. Os Passats "Iraque" tinham todos o acabamento "alto padrão" que surgira em 1982, com bancos de veludo quadriculado de alta qualidade e carpete felpudo, e, provavelmente, ar condicionado.

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    2. Lorenzo, lembrou bem sobre outra evoluções. Na verdade o tanque a partir de 83 era de 60 litros. Realmente a suspenção traseira ganhou altura por conta dele, mas vale lembrar que molas e amortecedores foram recalibrados. E os benefícios foram sensíveis. Tenho um LSE Iraque e realmente o carpete, o tecido e as forrações eram muito bons. Ficava devendo no tabelier e no console. E para a época já era de se lamentar a falta de vidros elétricos e direção hidráulica. O ar condicionado era de série em todos os LSE “Iraque”. Pelo conjunto era um excelente carro.
      Abraços
      Cláudio Pessoa

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    3. Cláudio,
      grato pelos elogios, mas eu só escrevi dos defeitos do Passat que vivenciei, tanto que nada disse sobre temperatura de motor, pois os carros dos meus tios nunca tiveram problemas desse tipo.

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    4. Caro Juvenal, repare que não discordei exatamente, mas afirmo que houve exagero de sua parte quando aos defeitos do Passat, pois minha vivência com esse carro foi bastante longa. Para citar um exemplo, a tendência a empinar a frente existiu sim até 82, mas da forma que descreveu parece muito pior do que realmente era. Não era tanto e normalmente se acentuava com o fim da vida útil dos amortecedores. E de 83 pra frente esse problemas despareceu.
      Outro aspecto que concordei foi que de fato o Corcel tinha melhor acabamento, porém você há de convir que o Corcel tinha muita lataria exposta no interior, e os forros de porta eram pequenos e emoldurados por amplas áreas de chapa na cor do carro na versão mais simples, ou pintadas nas cores do estofamento nas versões mas completas. A Belina de que falei era L. No tabelier, também de aço, só que pintado de preto, nem tina aquele revestimento emborrachado. Nos Corcel de entrada isso, somado a grande área pintada na cor do carro, dava ao interior um ar especialmente pobre, enquanto num Passat a forração era integral, desde a versão mais básica, conferindo um aspecto mais agradável. O Corcel LDO ganhava o revestimento emborrachado no tabelier com um detalhe imitando madeira, mas de resto as mesmas áreas de chapa eram apenas pintadas na cor do estofamento. Fica fácil compreender que havia menos chances dos revestimentos internos do Corcel darem problema com o tempo. Mesmo assim, a pesar do os materiais no Passat não serem tão bons quanto os do Corcel, em muitos anos de uso nada ficou pendurado ou desmanchando em nossos Passat como deu a entende em seu relato. Nem mesmo o bagagito como você mencionou chegou ao ponto de jogar fora. Ao contrário, durou os 14 anos que o Passat LS 80 conviveu conosco, e foi entregue inteiro ao próximo dono. Desbotado sim, mas inteiro.
      Um aspecto que achei curioso no seu texto foi observar que o Passat teve versões de quatro portas, enquanto o Corcel não houve perda de tempo com isso. Pensei: Ué, não é bom ter mais opções? Melhor é ter uma só? Estranho. De fato a porta enorme do Corcel facilitava muito a vida de que ia atrás, mas lembro bem que em vagas de estacionamento mais apertadas seu ângulo de abertura ficava tão pequeno que era difícil até para o pessoal da frente entrar e sair. Por essas observações, Juvenal, a mensagem que fica mesmo é que você não gostava do Passat. Assim aumentando peso sobre seus defeitos e diminuindo sobre suas qualidades. Já do Corcel vejo que gostava bastante.
      Juvenal, quero reforças que respeito a sua vivência, por isso meus elogios foram sinceros, e por isso sou um leitor assíduo do AE, mas nesse caso ela contrasta bastante com a minha, por isso não pude me furtar em expô-la também. Acredito que não veja problema em discordar. O que importa e poder argumentar.
      Abraços
      Cláudio Pessoa

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  31. Pessaol da 4Rodas usa demais o termo "letárgico".

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    1. Tambem acho.Felipe Tavares

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  32. Comprei uma Belina II 79 zero, quando a minha mulher estava grávida da minha segunda filha. Nós havíamos nos mudado de Santos para o Rio (onde continuo morando) e não foram poucas as vezes que viajamos do Rio a Santos com a Belina com as duas meninas ( e depois com meu filho recém nascido) com todo o conforto do espaço interno da Belina. E é aqui que destaco a vantagem, para mim, nessa época de formação da minha família, do Corcel II: a perua, que nunca existiu na linha Passat ( com exceção de um modelo feito por uma concessionária que agora não lembro o nome, aliás, muito bonita).
    Minha Belina L nos serviu muito bem por quase quatro anos, quando mudei para o exterior por motivos profissionais.
    Numa época de regime militar severo, em que era proibidíssimo rodar nas estradas (incluindo a Dutra) a mais de 80 km/h, o motorzinho 1.4 cumpria sua função eficientemente, e o conforto interno (para que, até lá, havia sido dono de Fusca e Chevette), era simplesmente o máximo.
    Pelas minhas boas lembranças desse carro, meu voto é para o Corcel II.

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    1. Bem, aqui em casa tivemos 1 Belina I e mais 5 Belinas II algumas convivendo em dupla e com elas fomos Pai, Mãe, irmão, irmã e eu nada mais que 10x daqui do RJ ao MA (3.000km no trecho) e aventuras foram muitas, inclusive o velho motorzinho 'Renault' álcool da 1983 batendo biela no meio do sertão do PI. Paramos na primeira cidadezinha próximo ao meio-dia. Motor desmontado o fundo na mesma hora e lá foi o meu pai para a cidade de Picos distante 60km dali da cidade de Ipiranga do Piauí... comprado um jogo de casquilho para a uma meia-sola e montado o motor até umas 21:00, fomos dormir... mas nem hospedagem tinha na cidadezinha interiorana e terminamos dormindo na própria oficina e fazendo amizade na 'imensa' e simpática cidade. Fomos embora no dia seguinte às 12:00 e com um dente de corrente de comando adiantado... sertão sendo cruzado de 70 a 80km/h e o meu pai fulo da vida com o carro amarrado e pensando no que seria e um bode atravessa a estrada de encontro ao carro. Resultado: carro amarrado e silencioso estourado e um por incrível que pareça um bode saindo capengando para a beira da estrada quando eu olhei para trás deitado no tampão de mala feito de madeira!
      Nem preciso dizer a paciência do meu pai foi colocada à prova e na dormida seguinte ele acordou umas 04:00 e desmontou a frente da belina antes do sol amanhecer e vibrou ao se deparar com aquilo que ele imaginara como defeito sendo concretizado. Corrente de comando colocada na posição correta e fomos ainda com o escapamento estourado até o Rio... meu pai ao chegar aqui desmontou o motor e aí sim foi feita uma retífica honesta no Renaultzinho 1.6 álcool... Desse episódio ficou a amizade na cidade e nas vezes seguintes sempre que passávamos por lá era dormida obrigatória, mas não na oficina, mas na promessa do dono do pequeno restaurante da rodoviária (sim, tinha uma para uns 7 ou 8 ônibus) para dormimos em sua casa que estava a constuir. Terminamos dormindo em um salão de forró que estava quieto no dia, com uma ótima rede e uma brisa que mesmo depois de 20 anos ainda me lembro como se fosse ontem... a casa do Sr João só foi rolar mesmo na viagem do oooooutro ano.

      Ah sim, tivemos também nessa mesma época 2 Passats sendo que um deles foi roubado... nada de muito expressivo, sabe...

      Márcio Santos.

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  33. Anônimo Lauro
    Bom de àlcool porque?
    É fato que o Corcel funcionava muito bem com álcool, inclusive até hoje, em carros antigos que conheço.Mas o artigo não explica a razão. Quyal a mágica?

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    1. Lorenzo Frigerio01/04/12 20:28

      Na época dos primeiros carros a álcool, os carburadores eram "bicromatizados", para proteger o zamak contra a corrosão. Em 1981, a Ford encomendou à Brosol os carburadores niquelados, um tratamento superior, imune à corrosão, e que por isso não criava óxidos que entupiam os giclês. Eventualmente, os outros fabricantes passaram a usar a fórmula, mesmo porque também compravam seus carburadores da Brosol.
      O Passat TS a álcool permaneceu com motor 1.5 até 1982, pois o carburador Solex duplo da versão a gasolina era importado da Alemanha; portanto, não podia receber nem sequer a bicromatização. A partir de 1982 - na fase 2 - todos os Passat saíram com motor 1.6 e carburador Weber duplo "miniprogressivo" fabricado no Brasil e niquelado. Esse carburador era originário do Fiat 147 Rallye a gasolina a partir de 1979, mas para essa aplicação havia sido importado.

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    2. Lorenzo,
      ótima informação sobre a bicromatização e a niquelação.
      Essas tecnologias são motivo de orgulho para a engenharia brasileira.

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    3. Mesmo assim, minha Belina Scala 1984 CHT dava muito problema de corrosão no carburador. Cheguei a pensar em trocar a peça inteira, mas acabei vendendo o carro.

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    4. Nos modelos com carburador simples os coletores de admissão e escapamento eram fundidos em uma peça única de ferro; nos modelos com carburador duplo, havia saídas de água quente entre os dutos de admissão do cabeçote, que faziam com qe a água quente fluísse no interior do coletor de admissão de alumínio, ambas as formas propiciavam aquecimento mais rápido e homogêneo da temperatura do fluxo, necessários ao funcionamento otimizado do motora a álcool.

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  34. Corcel é mais Robusto que Passat, aí JJ, você forçou a barra.... mas vamos por partes:

    - Estabilidade: o Passat era referência em estabilidade, em estradas sinuosas deixava veículos de maior potência como Opala 4100, o referido Landau do tio e Maverick GT para trás, com facilidade... e o Corcel também era referência, porém oposta
    - Desempenho: novamente, o TS em pegas de quarteirão deixava até os V8 para trás (lógicamente depois tomava atropelo)... o TS chegava a fracos 165 km/h, mas o Landau do tio ia a quanto? 175 km/h? Landau é a resultante da ineficiência mecânica americana.... tudo bem, pesava quase 2T, mas e o Maverick GT com motor original, 5 litros de deslocamento, acelerar em 11s de 0 - 100 km/h e final nos arredores de 180km/h enquanto um 4 cilindros em linha fazia quase isso... ah vá...
    - Câmbio: Embora o Passat só tivesse 04 marchas, não há nível de comparação entre os dois nesse quesito...

    O Corcel II era melhor em conforto, acabamento e espaço interno... e era o melhor motor a àlcool também...... agora, sofria com o fraco CHT, tinha problemas de superaquecimento (este só solucionado pela VW com as melhorias feitas no sistema de arrefecimento no rebatizado AE), manobrabilidade ruim, etc.....

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    1. Lorenzo Frigerio01/04/12 20:36

      O Maverick GT, o Opala 250-S e o Dodge asfaltavam o Passat TS na arrancada. O Landau com motor 302, só se fosse mecânico.
      O TS chegava a 100 km/h em 13,8s - se eu estiver bem lembrado. Mas era mais carro que qualquer outro fabricado no Brasil na época.

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    2. Gonzalez.
      nunca houve problema de superaquecimento em Corcel II. Essa informação veio de onde ?

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    3. Os CHT´s longitudinais (Corcel, Del Rey Belina e Scala) são injustamente acusados de superaquecimento devido ao sistema de ventoinha acionado por embreagem eletromagnética.

      A embreagem não funcionava e o motor superaquecia. A solução simples era ligar direto a ventoinha com uma folha fina de cortiça eliminando o sistema eletromagnético ou trocando a bomba de água pelo modelo antigo, cuja ventoinha era ligada direta.

      O unico inconveniente disso era que o motor simplesmente não esquentava direito e trabalhava frio. Seja como for, a Belina "Astro" do meu avô nunca ligou de ter a ventoinha ligada 100% do tempo e aguentou na nossa mão, 300 mil km.

      Agora sei (de ouvir falar, saliento) que o Del Rey com ar condicionado sofria de "vapor lock" no sistema de arrefecimento devido ao formato das mangueiras de água e acabavam esquentando.

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  35. No teste da 4Rodas a maxima do Passat TS foi de 156 km h e não 165km h.Por que essa diferença? Qual informação está correta?
    Felipe Tavares.

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    1. Anônimo,
      165 km/h é dado de medição da Motor 3.

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  36. Lorenzo Frigerio01/04/12 20:59

    A grande qualidade do Passat era o seu "driving". O motor AP (não tinha esse nome na época) era muito elástico - tinha bom torque em baixa e subia de giro sem sentir a rotação - devido ao curso longo dos pistões e o comando no cabeçote.
    O câmbio de quatro marchas (a partir de 1977) era maravilhoso na maciez e facilidade dos engates e também botava qualquer outro no chinelo.
    A direção era precisa e, no caso dos TS fabricados a partir do modelo 1979, tinha 38 cm de diâmetro (os famosos "volantes de TS"), o que lhe dava invejável empunhadora e responsividade.
    O carro também foi o primeiro nacional a ter raio negativo de rolagem, geometria de suspensão surgida no Oldsmobile Toronado 1966, que dava ao motorista pleno comando da trajetória em caso de estouro de um ou mais pneus (havia até um anúncio na TV mostrando isso).
    Os freios também foram os primeiros no País a ter circuitos duplos diagonais independentes, de modo a não prejudicar sequer as características da frenagem em caso de falha num dos sistemas (isso era possível por causa do raio negativo de rolagem; os outros carros tinham sistemas duplos separando a frente e a traseira, e cá entre nós, depender apenas do sistema de freios traseiros em caso de falha nos dianteiros é extremamente perigoso).
    Portanto, o Corcel II, comparado ao Passat, é uma autêntica CARROÇA.
    Talvez o acabamento do Passat não fosse grande coisa, mas houve uma boa melhora a partir de 1982.
    Vale a pena lembrar, também, que o Corcel II, com todos aqueles revestimentos, nas estradas nos dias de chuva apresentava um onipresente barulho de água espirrando nas cubas de roda e caixas inferiores; portanto essa história de "requinte" da Ford nunca passou de papo furado - o carro não tinha nem encosto de cabeça, coisa que vinha em todas as versões do Passat desde 1977.

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    1. Lorenzo, voce deve ter um Passat. Era um bom carro, bom comportamento dinâmico, mas tinha seus defeitos, enferrujava e era barulhento (principalmente o 3P) SIM! Deixa de ser xiita, a maioria aqui prefere o Corcel II porque era o carro do pai, do tio, da familia. Era confortável, bem acabado e espaçoso.

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  37. JJ, às vezes é preciso falar com sinceridade. Não sei se tive o azar, mas o Passat foi um dos piores carros que já tive. E tive três, um 80 Surf (ou seria 79?), um 86 LSE e um 87 GTS. Não por falta de estabilidade, nem por falta de esportividade, nem por seus bancos extremamente desconfortáveis ou por seu espaço interno traseiro ínfimo, enem mesmo por sua baixa autonomia.
    Mas o "calcanhar de Aquiles" do Passat era realmente o seu sistema de arrefecimento. O que eu acho mais estranho, é que os outros modelos que compartilham (ou compartilhavam) da mesma mecânica, na mesma época, não tinham esse problema. Ou seja, o Passat não me deixou saudades, mas me deixou na mão muitas vezes. Para ver como às vezes um simples "defeitozinho", um detalhezinho de nada, coloca a perder toda a boa imagem de um carro. Não tem como andar tranquilo com um carro cujo motor ferve toda vez que se sai com ele.
    Mas mudando de assunto, e voltando tanto ao Passat quanto a três posts atrás (aquele com a foto do Civic), sem dúvida o Passat é mais um modelo cujo disign foi piorando com o tempo. Aquele modelo 79 com aqueles faróis retangulares esbugalhados é simplesmente medonho. Talvez, algum tempo depois, a VW tentou retomar as origens trazendo de volta a frente com quatro faróis (que, quando redondos, para mim eram o estado-da-arte em termos de Passat), porém agora retangulares, eles passavam longe de dar o mesmo charme de Lancia HF dos primeiros modelos.
    Quanto à Ford, sem dúvida se a Ford tivesse trazido para cá o Granada (ou o Taunus dos argentinos, certamente este teria sido um substituto muito mais à altura do saudoso Corcel.

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    1. Desculpe, o "disign" foi um erro de digitação. Não foi ignorância. Era para ser "design" mesmo.

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    2. Gostei de saber que o Del Rey era descendente direto do Ford Granada. Mas essa frente é estranha: parece os faróis e grades do Opala dos anos 80. hehe

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    3. Era descendente do Corcel, do granada ele copiou o estilo.

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  38. Juvenal Jorge e CSS,
    Pois é, eu fiz apenas uma longa viagem com o Passat e fiquei o tempo todo com os olhos grudados no marcador de temperatura.
    Apesar de várias vezes chegar perto do ponto crítico durante essa viagem, não ferveu, mas a preocupação foi muito grande, principalmente porque a volta foi feita quase toda à noite.
    Já com a Belina, sempre viajei sossegado.
    Meu pai ficou com um Corcel II L ano 1982 até seu falecimento em 2005. O carro foi vendido para um cidadão em que esse carro foi o seu primeiro. Mesmo depois de algumas batidas e de não fazer a manutenção correta, ele o trocou apenas no ano passado.
    Depois que fiz à venda me arrependi e até hoje um de meus irmãos me xinga por tê-la feito.
    A nota fiscal original do carro, está em poder de meu filho.

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  39. Ah! Lembrei apenas agora.
    Esse Passat possuía um dispositivo colocado pelo antigo proprietário, em que se podia ligar a ventoinha manualmente e ainda me vejo com a mão direto naquele interruptor.

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    1. Olha, o meu era um GTS 85 e tive problemas de cabeçote com ele, que provocavam super aquecimento, mas fora isso, após arrumar o cabeçote, nunca precisei ter qualquer preocupação com isso no meu Passat. E olha q eu pegava a estrada frequentemente com ele.
      Um detalhe que o próprio manual do Passat menciona é que o ponteiro da temperatura pode chegar a atingir a faixa vermelha em momentos de grande solicitação, mas que este deve voltar à faixa normal em seguida. Talvez essa lenda de super aquecer (e não existindo qualquer outro problema) seja em função disso.

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    2. Lorenzo Frigerio02/04/12 03:06

      Esse era um defeito comum dos primeiros Passat (1974 e 1975). O Corcel não tinha esse problema porque a ventoinha era ligada no motor. A partir do começo dos anos 80, surgiu uma tal "embreagem eletromagnética" que desligava e ligava essa ventoinha, para economizar combustível na estrada, imagino.
      Acredito que o problema do Passat tinha a ver com a má qualidade das autopeças na época e, posteriormente, as peças do paralelo. O Fiat 147 também não ficava atrás.

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    3. Tive um Passat Surf 81 que em 3 anos de uso superaqueceu duas vezes.

      A primeira, foi no trecho SP - BH. Quase chegando no destino, tive que parar numa concessionária e tomar um chá de cadeira de três horas para trocar o líquido de arrefecimento e a cebolinha.

      Na segunda, a temperatura subiu muito e meu mecânico mostrou que a água tinha evaporado toda, sem sinal de vazamento.

      Quanto ao cabeçote, logo que comprei o Passat seminovo tive que fazer, porque estava queimando óleo por ali. Antes de vender, três anos depois, já tinha voltado a queimar e acho que era cabeçote de novo. Desta vez não mexi. hehe

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  40. Andei e ando muito em Corcel. Na casa de minha avó temos um 1.6 Renault, 4 marchas, álcool com 180 mil km. Como é bom de dirigir, silencioso, não falha, macio. A 4ª marcha parece um carro a injeção, pode usar ela a partir dos 50 km/h até a velocidade final q ele não falha de maneira alguma.

    Tenho tb um XR3 1.8 AP Gasolina, 1992, com amortecedores eletrônicos. Carro fora do normal, excelente tb. Mas nunca consegui entender como dizem que o funcionamento do AP é mais suave que dos velhos Renault. O do Corcel parece rodar bem mais suave.

    Como moro no Nordeste, nunca usamos o afogador do Corcel! Pega de primeira.

    Janssen

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  41. Esqueci de comentar o principal. Sou fã de carteirinha do Passat Pointer. Mas sou fã incondicional da linha corcel/del rey/belina. Pra mim vende o Corcel!

    Janssen

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  42. Juvenal

    Você "apenas" se esqueceu de mencionar que o Corcel II tinha a suspensão dianteira sem curso de distensão, fazendo com que o carro andasse no batente inferior 90% do tempo.

    Tivemos um em casa, L 1983, simplesmente terrível: não havia provisão de ajuste normal de cambagem, as longarinas inferiores fechavam e praticamente todos eles ficavam sempre positivos.

    Mas eu entendo o seu ponto de vista: mesmo sendo uma bosta completa era muito divertido passear com ele. Direção sem precisão alguma, freios moduláveis como os de um Corolla 2008 (Deus me livre e guarde) e um motor de 1,6 litro a álcool incapaz de andar com a maioria dos populares modernos com motores de apenas 1 litro.

    Sua birra é com a VW, não com o Passat. Quem quiser comprar um Passat TS "0Km" pode ir até um concessionário VW e adquirir um Gol G4 bem pelado, só com ar-condicionado.

    FB

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    1. Bitu,
      esse Corcel com defeitos dessa importancia eu não conheço. Em casa foram muitos e nunca vi isso tudo que você escreveu.

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    2. só podia ser esse beócio do Juvenal pra vir defender corcel e malhar o passat. bem como o Bitu falou. o Juvenal é anti-VW. O juvenal é um fieteiro enrustido. vá lá votar nulo que tu ganha mais, Juvenal.

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    3. Você é um besta anônimo. Vai lamber o saco do Bitu, que assim como você é um Apzeiro de carteirinha. Só gente como vocês para achar que merdas como Passat, Quantum e Santana são carros...

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    4. Como pode um cara desses ser colunista desse blog? Se ele não curte o carro, tudo bem, mas usar palavras como "bosta", só prejudicam a credibilidade do blog, se é que há alguma.

      João Paulo

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    5. e vc sucateiro, teu apelido já diz tudo, volte pro ferro velho, vá procurar o caminhão donde você caiu, seu imbecil de pai e mãe, tu deve ser o juvenal retrucando no anonimato, bundão mor, vá lá votar nulo a bordo do teu del rey movido a lenha, não esqueça de abastecer o óleo se não vc não chega nem na esquina, biltre dos infernos

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    6. Anônimo APzeiro,

      Você detesta mesmo o Juvenal hein! Não sou ele não. O Juvenal até deve ser amigo do seu colega APzeiro Bitu, aquele que acha Quantum o melhor carro do mundo...

      O que deu para sacar é que você é mesmo um tremendo de um lambe saco. Pelo menos poderia ter escolhido um mentor que gostasse de carros de verdade, e não essas sucatas com motor AP, que tem de monte lá no meu ferro-velho!

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    7. De onde você tirou essa história de limitação de curso da suspensão?! ISSO NON EXCISTE! DE ONDE VOCÊ TIROU ESSA BESTEIRA?!
      Se havia algum problema de monobloco, esse era um caso isolado do seu carro, que provavelmente deve ter sofrido sinistro e/ou reparação inadequada.

      "Direção imprecisa"? DE ONDE?!
      O sistema de pinhão e cremalheira dura mais de 20 anos antes de precisar substituição do tucho, e mesmo quando ele apresenta folga, há apenas ruído, jamais folga! Imprecisas são as direções de setor e sem fim (Fusca, Opala), cuja folga raramente é regulada e cuja profusão de elementos de articulação é profícua em folgas e desajustes.

      No Brasil até hoje não foi fabricado automóvel que concilie conforto, estabilidade e resistência da suspensão como o Corcel. Afirmo com experiência de reparador, e não por "cultura de google" ou "ouvi dizer".

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    8. Felipe Bitu, o "entusiasta" de Quantum

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  43. Diz a lenda que no enorme cofre do motor do Corcel II ali deveria ter baixado era um V6. Sempre achei que aquele motor de batedeira era microscópico para empurrar aquela barca. O desenho do carro para mim é um dos mais aerodinâmicos de seu tempo. Fico imaginando como seria um Corcel II tunado com o V6 do Fusion turbinado, rebaixado, rodas aro 18, faróis do Mustang V6 e grade colméia. Iria ficar um carrão!

    Mas o meu voto vai para o Passat, que era um justíssimo Fastback de seu tempo e ainda hoje arranca suspiros quando um bem conservado desfila nas ruas.

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    1. Lorenzo Frigerio02/04/12 03:13

      O ideal ali era o motor 2.3 do Maverick, com comando no cabeçote. Mas aquela longarina transversal herdade do Corcel original atrapalhava. A Ford poderia ter resolvido isso, mas, como de costume, resolveu economizar. Eventualmente, lançou o motor CHT, mas a essa altura até ele já era fraco para o Del Rey. Este carro, aliás, foi uma verdadeira farsa, porque o certo era ter lançado o Sierra, um carro incomparavelmente mais moderno, tipo do Monza.

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    2. Lorenzo,
      as farsas abundavam na indústria automotiva da época, e ainda existem hoje. Vide "populares" de mais de 40 mil reais.

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  44. Bem, aqui em casa tivemos 1 Belina I e mais 5 Belinas II algumas convivendo em dupla e com elas fomos Pai, Mãe, irmão, irmã e eu nada mais que 10x daqui do RJ ao MA (3.000km no trecho) e aventuras foram muitas, inclusive o velho motorzinho 'Renault' álcool da 1983 batendo biela no meio do sertão do PI. Paramos na primeira cidadezinha próximo ao meio-dia. Motor desmontado o fundo na mesma hora e lá foi o meu pai para a cidade de Picos distante 60km dali da cidade de Ipiranga do Piauí... comprado um jogo de casquilho para a uma meia-sola e montado o motor até umas 21:00, fomos dormir... mas nem hospedagem tinha na cidadezinha interiorana e terminamos dormindo na própria oficina e fazendo amizade na 'imensa' e simpática cidade. Fomos embora no dia seguinte às 12:00 e com um dente de corrente de comando adiantado... sertão sendo cruzado de 70 a 80km/h e o meu pai fulo da vida com o carro amarrado e pensando no que seria e um bode atravessa a estrada de encontro ao carro. Resultado: carro amarrado e silencioso estourado e um por incrível que pareça um bode saindo capengando para a beira da estrada quando eu olhei para trás deitado no tampão de mala feito de madeira!
    Nem preciso dizer a paciência do meu pai foi colocada à prova e na dormida seguinte ele acordou umas 04:00 e desmontou a frente da belina antes do sol amanhecer e vibrou ao se deparar com aquilo que ele imaginara como defeito sendo concretizado. Corrente de comando colocada na posição correta e fomos ainda com o escapamento estourado até o Rio... meu pai ao chegar aqui desmontou o motor e aí sim foi feita uma retífica honesta no Renaultzinho 1.6 álcool... Desse episódio ficou a amizade na cidade e nas vezes seguintes sempre que passávamos por lá era dormida obrigatória, mas não na oficina, mas na promessa do dono do pequeno restaurante da rodoviária (sim, tinha uma para uns 7 ou 8 ônibus) para dormimos em sua casa que estava a constuir. Terminamos dormindo em um salão de forró que estava quieto no dia, com uma ótima rede e uma brisa que mesmo depois de 20 anos ainda me lembro como se fosse ontem... a casa do Sr João só foi rolar mesmo na viagem do oooooutro ano.

    Ah sim, tivemos também nessa mesma época 2 Passats sendo que um deles foi roubado... nada de muito expressivo, sabe...

    Márcio Santos.

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  45. Bem, ainda hoje acho o Passat Mk.1 lindão, principalmente os primeiros, com faróis redondos. Meu lado irresponsável pede um deles na minha garagem, especificamente o Passat Pointer, o carro que a Volkswagen nunca deveria ter matado.

    Quanto ao Corcel II, meu pai traçou um paralelo muito interessante quando, nos idos de 1997, todos babavam - inclusive eu e ele - pelo Vectra B. Ele me disse na época que o Corcel II causou o mesmo furor. Problema era a plataforma de Renault 12 ali embaixo, tentando se passar por um Ford europeu do final dos anos 70. Sempre me lembro do Corcel II quando leio sobre o Peugeot Roa iraniano, que é um Paykan vestido com uma carroceria visualmente semelhante à do 405. Ou mesmo do Alfa Romeo 2300, que era o 2150 vestido com uma roupagem de Alfetta esticada.

    Na verdade o que fica para mim é a percepção de que o Passat, apesar dos problemas, foi um real avanço e de fato um lançamento em sintonia com o que havia de melhor na Volkswagen européia nos anos 1970 - foi nosso primeiro Audi, afinal de contas. E o Corcel II não foi avanço nenhum, mas sim uma remodelação sobre uma plataforma já naquela época bastante antiga.

    E no final das contas, uma ironia daquelas dignas da Autolatina... O Passat deu origem ao Santana, que em sua própria remodelação nos mesmos moldes - nova carroceria, velha plataforma - substituiu o Del Rey, o penúltimo filho do Corcel a morrer por aqui. Ou seja, a plataforma do Passat era tão à frente da do Corcel II que acabou por aposenta-la, anos depois.

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  46. quanto ao corcel,imitado pelo del rey, faltou dizer dos farois projetados para ofuscar quem vinha em sentido contrario.

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    1. Lorenzo Frigerio02/04/12 03:17

      Bem observado.

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  47. parabens pelo conteudo e estrutura do blog. forte abraço, renatoartesanatoem
    MDF

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  48. o problema de ferver do passat so foi resolvido em 1987 quando, finalmente, colocaram um vaso de expansao(bem como em toda a linha bx)que realmente conseguia enviar agua para o radiador.ele ficava em nivel superior ao topo do radiador.ate entao por nao se completar o radiador a ventoinha nao armava gerando o superaquecimento.gostaria que o BOB falasse sobre isso, ja que ele tinha concessionaria na epoca.

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    1. Ary, muito bem lembrado. Nos modelos exportação para o Iraque esse sistema veio ainda antes. E a vida longa desses carros por lá é prova da que funcionava bem, assim como na linha Gol e Santana. E também a robustez do Passat, até hoje figurinha fácil no Iraque.
      Cláudio Pessoa

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    2. Lorenzo Frigerio02/04/12 03:30

      Carros como o Monza e até o Santana têm uma entrada e uma saída no tanque de expansão. Assim, quando não há água no radiador, a água do tanque desaparece. É um sistema bem mais intuitivo, e evita que abramos o radiador superaquecido, colocando água fria e correndo o risco de trincar o bloco.

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    3. Realmente, Ary, porém meu LSE também ferveu, e não foi só uma vez.
      Na verdade tanto nos Passat quanto nos outros carros da linha VW da época, eu sempre achei estranho aquele radiador bem pequeno e colocado somente num canto do cofre, bem atrás do farol...

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    4. Se não me engano o sistema selado veio junto com o motor AP, em 1986. No Santana veio desde o começo e, no Passat Iraque, uma curiosidade era o radiador em cobre.
      Muita gente teve problemas de superaquecimento por uma razão muito simples. Entre o radiador e o painel frontal dos BX e Passats existia um condutor de ar, conhecido popularmente por "papelão do radiador", que, como o próprio nome diz, era feito em um material muito tosco, um papelão preto meio plastificado, e que se estragava com certa facilidade. Muitos donos desses modelos deixavam por isso mesmo e aí começavam os problemas citados. Alguns chegavam a retirá-los por completo e isso era a certeza de superaquecimento.

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  49. Aléssio Marinho02/04/12 01:47

    Aprendi a guiar num Passat LS 80 1,6 litro aos 12 anos. Meu pai ficou com esse carro uns 3 anos. Deixou saudade pq foi o primeiro carro que guiei.
    Mas aquela frente que teimava em empinar como o cavalo preto do filme Corcel Indomável não me agrada até hoje, um dos motivos de não apreciar volks antigos.
    Aos 18 anos tive um Del Rey Guia 1986. Azul, 4p, era lerdo pra andar, mas sempre econômico e confiável. Com um acabamento cinza aveludado que até hoje me faz sentir saudades do tempo que carros eram bem cuidados internamente.
    O quadro de instrumentos, o relógio do teto com mostradores azuis, as luzes de leitura no teto, as luzes de segurança nas portas e as maçanetas internas das portas em posição incomum, perto do pé, até hoje me encantam e impressionam como poucos carros conseguiram.
    O sonho de consumo do meu pai era uma Belina Scala, infelizmente não concretizado.
    O Corcel é um dos carros mais resistentes já fabricados no nosso país. Basta ver a quantidade deles que ainda rodam no interior do Brasil. Enfrenta uma estrada de terra como poucos.
    E pra minha surpresa, na última quinta feira vi uma Pampa Jeep muito inteira e com a tração funcionando perfeitamente!
    Depois disso tudo, fico com o Corcel...

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    1. Com minha Belina Scala chegava a pegar mais de 100 km em estrada de terra e ela não dava qualquer problema. O lindo veludo cinza, depois de 4 anos, ficou marrom...

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  50. Alexandre - BH -02/04/12 03:59

    Juvenal,

    Em 1990, um amigo comprou um Corcel II 1978, modelo Standard (abaixo do sofrível, que era o modelo L), um tremendo pé-de-boi. Diferente do luxuoso LDO, não tinha frisos, borrachas nos para-choques, vidros mais escuros, para-brisa degradê, colunas pretas, nada. Os bancos eram “cadeiras” (não reclináveis), de material plástico, assim como os revestimentos laterais. O “carpete” era, na verdade, de borracha e o painel era todo de lata, sem os apliques do modelo top. O volante era do Corcel I... Pra completar, o carro era de cor bege, meio amarelado, e logo ganhou o apelido de “febre amarela”. Logo veio o dilema: Como vamos pegar mulher com um carro tão feio e fora de moda, apesar de muito conservado? Partimos para uma customização leve, que acabou surtindo bom efeito visual. As suspensões foram ligeiramente rebaixadas. As rodas de aro 13 com pneus recauchutados foram substituídas pelas de aro 14 do Del Rey, com pneus 185/60-14. Assim, a aparência de bitola estreita desapareceu. O escapamento ganhou barulhinho mais esportivo. As feias lanternas dianteiras na cor âmbar foram trocadas pelas cristal, do Corcel mais novo, e a pintura recebeu polimento caprichado. Fechando o pacote, um sonzinho de boa qualidade. A principal mudança, no entanto, que seria a troca dos bancos, não foi realizada. E o amigo pagou caro por isso quando saíamos com as meninas nos finais de semana. Enquanto ele tinha que se virar nas “cadeiras” lá na frente, eu literalmente deitava e rolava com a menina no enorme banco traseiro. Eu morria de rir ouvindo a namoradinha dele reclamando do desconforto! Bons tempos!

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  51. Alexandre - BH,

    Esse tipo de Corcel que você descreveu, vendia muito em determinados locais, devido a simplicidade do acabamento e principalmente a ausência do carpete. Era o carro preferido de quem vivia na zona rural, principalmente onde predominava o barro vermelho. Carpete nesses lugares era terrível.
    Era comum, principalmente nas Belinas, o transporte de galinhas, porcos, aipim e outros produtos agrícolas no interior do carro.
    Cada carro com sua conveniência, hehe...

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    1. Alexandre - BH -03/04/12 02:11

      Célio,

      Faz sentido. O carro foi comprado no interior do Espírito Santo, numa cidade com ruas de terra.

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  52. Juvenal;

    Algumas das minhas primeiras lições ao volante foram em uma Belina II 1.400cm3 de 1980; linda, conservada.....ainda me lembro dos cheiros e comportamento. Não era nada memorável como diria MAO; mas um carro gostoso em seu balanço, franco, nada prometia pois nada entregava além de conforto e economia....

    Esse carro foi sucedido por uma Belina GLX alcóolotra com importantes 98 cavalos (1800cm3), que eram mais implacáveis do que Torquemada com os macios pneus Gps 2; eram berros de pneus nas passagens quentes de segunda para terceira, a frente levantando como uma proa de lancha, e toda aquela profusão de tecidos macios, carpetes de qualidade e o mais completo painel nacional, sendo puxados com inesperada decisão por um carro tão "careta"; eu gostava...era uma mistura interessante. Claro que nas curvas, ainda meio inexperiente para lidar como o excesso de rolagem e com os pneus estreitos que dobravam fácil(o do porta malas juro que cantava também); era preciso ser mais cauteloso, mas a proposta do carro não era atacar curvas como um protótipo Nissan GT-R Nismo....

    Tenho algumas histórias sobre Passat Pointer também, mas agora o assunto é corcel; lembrando agora, como era bom o cheiro da combustão do Corcel II a àlcool; verdadeiro perfume de mimeográfo.

    Continuem SEMPRE com esses debates; fico muito bacana!

    MFF

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  53. Corcel tem muitos fãs no Brasil mesmo, carro economico, robusto e confortavel.
    Passat em especial as series esportivas TS-GTS são incriveis para a época.
    voto no Corcel em todas as versões, e voto no passat se for as esportivas.

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  54. Eu gosto MUITO dos dois, Passat e Corcel, mas quando estava em "tempos de vacas magras", sempre aparecia um Corcel II pra me "salvar", dos problemas mecânicos e com a sua economia ímpar, em tempos de altíssima inflação, combustível realmente caro e arrocho salarial...
    Se comparar os dois carros com o nosso motorista brasileiro médio, que protela ao último uma ida ao mecânico pra fazer o mínimo dos mínimos de manutenção, os Ford sempre sairam à frente...
    Ainda hoje são uma excelente opção para o dia-a-dia nas grandes metrópoles trazendo muita satisfação pelo preço...Já os Passat se "acabaram" antes, fazendo deles somente os modelos com melhor sorte uma boa opção, mas também mais cara...
    Resumindo atualmente, ao menos aqui no Sul, tem mais Ford que VW antigo rodando na lida diária...

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    1. O que sempre apreciei no Corcel II foi a captação de ar excepcional e a posição de dirigir. Mas havia o problema – desagradável, nada sério – de a roda dianteira interna à curva perder tração facilmente, pois o carro andava praticamente com a suspensão toda distendida, de modo que à menor rolagem a roda saía do chão.

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    2. Outra coisa que me chamava atenção era o assovio característico do Corcel, proveniente da passagem do ar por alguma parte da carroceria, nem precisava olhar para saber que se tratava de um se aproximando. Essa de suspensão distendida me pegou de surpresa. Como pode um carro ser projetado assim? Trazendo a coisa um pouco pra minha área seria mais ou menos como concretar uma peça estrutural e armá-la com menos ferro que o necessário.

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    3. Com relação ao assovio era ao Corcel II que eu me referi.

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    4. No meu 83 , esse problema de estabilidade foi resolvido com o rebaixamento de meio elo nas molas e amortecedores mais firmes...Agora faz curvas como qualquer carro moderno ...

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  55. O Corcel II era fatal pra mim quando criança. Era rodar uns quilômetros e adeus estofamento. Enjoava na hora! Aquele balanço não caía bem, com certeza.

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  56. Sugestão para um futuro post, com a garantia de que não faltará assunto para comentários:


    Monza vs Santana

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  57. Nunca tive problemas com superaquecimento no passat, apenas uma questão de manutenção correta.

    Problemas de ventilação no Passat?? Não mesmo, é só ligar o ar-condicionado

    O acabamento das versões GTS e LSE após 85 eu considerava acima da média, e os bancos Recaro... ah os Recaro.

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    1. Freddy,
      quando falei da ventilação do Corcel II não me referi a ar condicionado. Apenas ventilação forçada. Com ambos assim, o Corcel II era muito melhor, com vazão incomparável com o Passat.

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  58. Corcel... foi o carro aonde eu aprendi a dirigir, pois meu pai teve 3, um maravilhoso 72, um 76, um 78 e o último um GL 84 CHT, que foi nesse aonde aprendi a dirigir...uma banheira de suavidade a suspensão, aquele capozão lá na frente, mas saia de frente bastante nas curvas e inclinava muito, mas era um carro praticamente incapotável, poderias entrar numa curva a velocidade que for, ele jogava a dianteira loucamente, curvava-se todo, mas nunca capotava... eu que o diga o tanto de vezes que dei cavalos de pau e entrava "acabando" nas curvas com o carro do "vélho".... hehehehe... até eu me emendar após catar um meio-fio que teimou em não sair do lugar...rs

    Era grilado com o carrinho, achava realmente muito mole, tanto que hoje em dia prefiro carro mais durinho, trauma do Corcel II...

    Um tio meu um dia veio de SP nos visitar em Goiânia, num Passat 1.5. Ele me deixou dar uma volta dirigindo o carro e eu pirei com a estabilidade do carro em comparação com o Corcel, algo como da água pro vinho... fiquei chocado mesmo... mas meu pai só tinha olhos pro Corcel... anos mais tarde trocou ele num Monza SL/E 86 zero e eu na época já tinha carteira e achei bom demais !

    Excelente post ! Sugiro um outro falando do Opala vs Maverick... hehehe

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  59. Juvenal, tive oportunidade de ter os dois naquela época e acho tb que o Corcel era superior, principalmente a Belina 1,6 que era mais espaçosa que a Caravan e mais rápida e econômica. A pegada esportiva ficava por conta do Passat, excessão ao Surf, 1,3 litros e que para ilustrar um pouco, tinha somente o para-brisas esverdeado, Ray-ban como dizíamos na época, os outros vidros do carro eram transparentes mesmo. Os primeiros Passat, 75 e 76 tinham um problema nos trambuladores do cambio, me lembrei agora. Voto no Corcel sem dúvida.

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    1. Passat nunca usou motor 1.3 no Brasil. O Surf era 1.5 como os outros

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    2. Da pra vê porque votou no corcel ,passat 1.3? passat com problema no trambulador ? tem certeza que você teve um passat, meu pai teve um 75 e nunca falou do trambulador e olha que ele é chato pra essas coisas ,continue comprando ford ...

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  60. Meu pai teve um Corcel I 76. Ainda que ele rodasse pouco, chegou a ficar 1 ano sem repor água no reservatório! O carro era de um motoqueiro que deu uma "tunnadinha" bacana nele, com volante panther, rodas gaúchas e um toca-fitas com bons falantes atrás. O banco também não era inteiriço.
    Um coisa que o Corcel é imbatível é sua visibilidade. Mesmo eu sendo criança, sentava na frente e enchergava tudo.

    João Paulo

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    1. Corcel sempre teve bancos individuais. A não ser que Ford fazia como a GM na época do Monza, constava inteiriço de série mas absolutamente todos saiam com os individuais "opcionais".

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  61. Aléssio Marinho02/04/12 11:42

    MAO e JJ;

    É preciso fazer a apuração dos sufrágios!
    Quem leva o Troféu AE de popularidade? Corcel ou Passat?

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  62. Meu pai foi proprietário de um corcel GT 73 d unico dono e muito pouco rodado em 77/78 e eu tinha entre 11/12 anos no época, mas já dirigia. Foi necesário fazer a lata, ficava estacionado no centro de Poa/RS na rua, mas perfeito de mecânica. Achava o carro show, conta giros etc. Após, em 82, ele teve um GT 81 álcool, tb pouco rodado. Na primeira viagem, lembro q de Osório à Poa/RS, fez 11/12 por litro. Na época eu tinha 16/17 anos e chave reserva, então, na madrugada o carro era meu. O carro era legal, conta giro na coluna de direção, volante massa, perfeito e q era o mesmo do 73, banco reclinável q era bom para namorar, etc. Dei pau em maverick 4 canecos, lomba abaixo com chuva; claro q o kra ñ guiava nada e o GT saia de frente, mas era só saber entrar nas curvas. Eu até achava legal dpois q peguei a manha. Aliás, dei pau em muito carro, chevette, até passat, opala, mas claro q os kras ñ eram lá essas coisas na pilota, exceção do kra do chevette q guiava um monte e até fez uma corridas d cinquentinha, então o krro era bom e eu m divertia muito e tirava muito sarro dos kras. O carro funcionava bem, mas tinha q eskentar o motor para dar a arrancada c ñ, ñ saia mesmo. Era só injetar gasolina q ele pegava mesmo no frio e de madrugada, meia noite quando o bixo pegava. Mas tinha uns amigos q andavam de LDO rebaixado, rodas gaúcha, som com amplificador, equalizador e TKR auto reverse direto e q fazia muita curva e ñ dava para mim mesmo. Tomava pau direto, mesmo estrapolando as vezes ñ tinha como e os kras guiavam mesmo. O krro era d uns irmão d Taquara/RS e moravam no mesmo condominio q eu e todo mundo era estudante eheheheeh. O passat é claro q andava mais, mas tb fazia muito barulho como relatado na matéria e, lembro q pegava carona para voltar para ksa do colégio em um surf branco com vidros verdes q achava muito legal e tinha muita vontade de comprar akele carro q era de uma velhinha, mas ñ deu para mim. O LDO rebaixado era show e a mulherada parava mesmo, na época q para ganhar mulher ñ era só chegar, tinha q saber conversar e, claro q uma carreta ajudava, mas ñ era o principal. Dpois, o GT foi embora e o meu velho pai, q sempre guiou bem prá caramba, voltou para os opalas... Bons tempos e ótimo post.
    Putz, da uma saudade boa das amizades, dos carros e das festas, dos amigos, das namoradas, das idas para Tarumã, Guaporé, q aimos a morrer e voltavamos a um por hora, completamente extasiado com as aulas q assistiamos na pista, cada um curtindo seu piloto preferido pelo estilo de pilotagem e chamando a atenção para determinado pega. E ainda tinha a preocupação com a gasolina, pois os postos ñ abriam aos domingos e era uma correria para conseguir gasolina quando ficava na estrada, mas sempre chagamos inteiros em ksa, e a minha mãe kerendo saber como é q foi a corrida, muito legal mesmo.
    Abraços

    Tazio Nuvolari

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  63. Vi que ha uma propaganda do Corcel II com o Senna.
    Com certeza ele de Corcel II daria um "pau" danado em qualquer um de nós dirigindo um TS!
    Alguem duvida?
    "O bom cavaleiro faz o cavalo" a gente diz lá no interiorrrr.

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  64. Uma comparação interessante seria Maverick versus Opala. Embora 99% serão a favor do GM, pra mim o Ford era muito mais carro nas versões 4 cil e principalmente na mítica V8. Fica aí o pedido.

    PS: tem outros tambám bacanas, Monza x Santana por exemplo.

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    1. Helcio Valvano03/04/12 00:20

      Monza x Santana.... Gol x Uno ... Tempra x Vectra... tem um monte....

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  65. Pelo conjunto da obra, Passat. Melhor ainda se for do ano 1983 em diante.

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  66. Essa discussão é boa. Meu pai teve 3 Passats ( 76, 77 e 79) e 2 Del Rey (83 e 86).
    As virtudes do Passat citadas pelo MAO estão exatas. Os defeitos citados pelo JJ também estão exatos.
    Mas os Passat a partir de 79 melhoraram bastante em acabamento e conforto. Os de farol redondo são muito ruins nesses itens.
    O Del Rey era de outro planeta em relação a acabamento e conforto. Muito superior.
    Mas eu, criança, gostava mais do Passat por ser mais esportivo e agressivo. Acho que era a escolha de quem gostava mais de dirigir e o Corcel pra quem preferia conforto.

    McQueen

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  67. Realmente, do ronca, tinha tempo que não via essa propaganda do Senna, recomendando fortemente o Corcel II a alcool. Salvo engano, seu pai foi sócio da concessionária Frei Caneca. Mas você sabe que já ouvi de um velho piloto de kart que o melhor treino para quem quer iniciar-se no automobilismo é pegar o Corcel do vovô e botar na pista. Bons tempos.

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  68. Sempre gostei muito de dirigir Passat, pois tem uma dirigibilidade incrível.

    Porém meu primeiro carro foi um Corcel 2. Era impreciso no câmbio, a carroceria deitava nas curvas e direção tinha uma tendência a retornar rápido demais...

    Mesmo assim é um carro incrível. E um injustiçado.

    No texto, que levou a melhor é o JJ.

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  69. perfeito o texto, corcel e Delrey no conforto,acabamento e economia e o passat na esportividade.
    eu prefiro o corcelII a menos que seja o GTS pointer.

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  70. É ISSO AÍ SENHORES!!! PAU NAQUELES QUE DESPREZAM OS PRIMEIROS RENAULTS BRASILEIROS!!!

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  71. O Passat com aquela MALDITA terceira porta tinha duas funções : CAIR NA CABEÇA E FAZER BARULHO...

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  72. Boa discussão,porém não tive experiências na minha infância no que se refere ao Corcel, uma vez que meu pai nunca possuiu qualquer modelo da Ford, até hoje. Quanto ao Passat, foram 13 de tanto que ele gostava. Portanto, meu voto é do Passat, principalmente o Pointer GTS, é claro. 20h38

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  73. Por que não acertam o horário do blog?

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  74. Michel,
    se não estou enganado, é o horário da California.

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  75. Juvenal, não sei se você mora em SP, meus pais tinham casa no litoral sul de SP (estou falando de 30 anos atrás) e o velho tinha uma Brasília LS 1600 tirada 0km... sempre estávamos na estrada, subindo serra em rodovias como Imigrantes e Anchieta... não estou inventando, mas o que tinha de Corcel e Belina parados no acostamento com problemas de superaquecimento não era brincadeira, eram maioria absoluta...eu como sempre fui fanático por carros, ia contando os veículos parados no acostamento na subida da Imigrantes e posso te afirmar com certeza que a maioria eram estes modelos...

    A VW também não tinha um sistema perfeito de arrefecimento nos motores BS e MD com o vaso expansor que ficava atrás do carburador... meu pai depois teve um Voyage LS 1500 e de vez em qdo. ele superaquecia até o dia que trocaram a válvula termostática, nunca mais o problema ocorreu... meu pai também tinha uma chave no painel para ligar a ventoinha por vontade própria (não vou julgá - lo pois mecânica não era o forte dele e eu era apenas uma criança)... a VW só veio solucionar isso de vez na linha 85 com o AP, radiador selado e vaso expansor atrás do radiador.

    Com relação aos pegas de quarteirão, pergunte ao Bob o que ele acha sobre os Passat x Opala e afins.... os V8 e os 6 em linha ficavam parados lixando pneu e o Passat saía, depois logicamente os outros buscavam... o Passat acelerava na casa dos 13s enquanto Opala 6 e Maverick 8 faziam o mesmo tempo em 11s alto..... que diferença hein?
    Um 4 cilindros em linha de 1,6L que arrancava cerca de 80cv ABNT, um 6 cilindros em linha de 4,1L que arrancava 125cv ABNT e um 5,0litros que arrancava 135cv ABNT.... quanta eficiência........

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    1. Gonzalez,
      moro em São Paulo sim, e subi muito a Anchieta dentro de Corcel, Corcel II e Del Rey. Nunca tivemos nenhum problema de temperatura.

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  76. Helcio Valvano03/04/12 00:56

    Esse duelo tbm fez alguma história em casa... Meu pai sempre foi fã do primo Del Rey, principalmente após um tio ter um Corcel II, mas acabou tendo mesmo 2 Passats, um LS 83 e um GL 87, e eu, tendo outros dois, um LS 82 e um GTS Pointer 87. Nem precisa dizer que nos tornamos fãs incondicionais do Passat.....

    Esse 83 era muito apreciado, e só compreendi bem o porquê ao ler uma certa edição da saudosa Motor 3, na qual o Bob avaliava o "pacote 83", com motor MD-270 "torque" mais a famosa caixa "3+E"... ainda tenho esse exemplar comigo !! Aquela matéria me marcou !!! Mas o tempo passou, e aquele passat foi trocado por outro mais novo, o GL, que tbm deu muitas alegrias, e foi o carro da família por uns 13 anos, se bem me lembro.

    Qdo tive meu LS 82, entendi melhor ainda o motivo de tantos elogios do Bob à caixa 3+E, pq essa era de 4 marchas reais, e o carro ficava realmente ficava muito amarrado... Ok, a arrancada era ótima, favorecia abrir giros, mas o motor gritava desnecessariamente em velocidades de cruzeiro. Qdo mudei logo na sequência p/ o GTS Pointer, bem... foi o melhor de todos os Passats da família!!! Sem comentários !!

    Cabem aqui alguns comentários. Nunca tivemos a geração da década de 70, então com ctz, muitas das queixa indicadas tbm não foram experimentadas. Nem com relação ao acabamento, que se não era primoroso, tbm não desmanchava, nem ficava nada de mais burelhento, nada que um dono cuidadoso não tivesse condições de manter tudo no lugar. A outra principal queixa, com relação ao super aquecimento, p/ mim eram duas coisas... primeiro, um monte de donos porcos que não sabiam o que era manter um sistema limpo, devidamente aditivado, atentando p/ estado das mangueiras e mantendo o nível sempre... E depois, acho que era culpa de um termostato da ventoinha muito, mas muito vagabundo, que realmente motivava muitos donos a instalar algum acionamento manual para a ventoinha, para aqueles momentos que o maldito termostato decidia não trabalhar mais.....

    Ademais, algo digno de nota entre os Passats... só p/ ficar nos modelos com os 04 faróis quadrados, entre 83 e 88, quanta evolução entre os primeiros e os últimos !!! Evolução sensível nos motores, nas caixas de câmbio, nos painéis completos, no acabamento geral, inclusive com uma versão esportiva por inteiro, de suspensão a motor, a acabamento, bancos, volante, etc... Depois deles já tive outros carros que andavam muito mais, com mais conforto, mais segurança... mas a saudade ficou e forte !!!!

    Ainda quero mais um GTS Pointer em minha garagem, ou mesmo um LSE Iraque, p/ fechar a coleção....

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    1. Helcio,
      o Bob não trabalhou na Motor 3. Essa matéria deve ter sido do José Luiz Vieira, se não me engano.

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    2. Helcio Valvano03/04/12 20:08

      JJ, vc está certo !!!
      Me confundi com um algum grande artigo do BS sobre o câmbio 3+E, no qual ele exemplificava o Passat ...
      Chequei agora, e o referido artigo da Motor 3 também havia sido feito a duas mãos, sendo o modelo com câmbio E (3+E) avaliado realmente pelo José Luiz Vieira, e o modelo com câmbio S (4 marchas reais) pelo Paulo Celso Facin.
      Aliás, textos incríveis, ambos com certeza autoentusiastas de carteirinha.

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    3. Helcio,
      obrigado por pesquisar e informar aqui.

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  77. Meu primeiro carro foi um Passat LS 3 portas 1981, que recebeu um AP2000 cerca de um ano após a compra. Carro companheiro de grandes aventuras e verdareiras insanidades ao volante (não me orgulho desta última parte da "história"...)

    Por incrível que pareça, sempre gostei do Corcel II GT, apesar do desempenho fraco para um pretenso esportivo. O que mais me chamava a atenção nos Corcel II era a incrível economia de combustível, sem contar no motor a álcool, que funcionava bem mesmo com a temperatura ainda fria.

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    1. Road Runner,
      o Corcel II GT é na minha opinião, um dos mais belos carros já fabricados no Brasil.
      Especialmente o primeiro, modelo 1978 com teto e capo pretos.

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  78. Se o Corcel GT tivesse o motor 2.3 de uns 110cv tudo seria diferente.
    Corcel e Del Rey tiveram suas qualidades ninguem pode negar.
    mas o passat era mais carro.mas...
    Se o Corcel GT tivesse o motor 2.3 de uns 110cv tudo seria diferente.

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    1. Se minha avo usasse calcas seria meu avô.... se... se....

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  79. Meu pai teve uma Belina II 83(e aprendi a dirigir nela). Carro super confortável, espaçoso e econômico. Tem muito carro 1.0 de hoje que não faz o que ela fazia, e ela era 1.6. É da linhagem anterior, mas meu avô tinha (e hoje está com meu pai) um Corcel I e ele também consegue médias na cidade e na estrada que fazem inveja a muitos outros carros, e isto tendo um pequeno 1.4 e só 4 marchas. E não precisa andar se arrastando pra isto.

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  80. Juvenal,

    meu pai teve uma Belina LDO zero km em 1980 aproximadamente, que carinhosamente era chamada de "Luxo De Otario", porque foi o pior carro que tivemos em casa... entrava agua pelas portas, fazia muito barulho de coisas soltas, e nao andava nada.

    Foi substituida por um Passat LS 81, que durou bons anos em serviço sem problemas, elogiavam o motor, mas achavam o carro duro demais de suspensao.

    Tudo se resolveu com a troca do Passat por uma Caravan Comodoro em 86, que tinha o conforto excelente, espaco semelhante ao da Belina, e andava tanto quanto o Passat.

    otimo posto Juvenal e MAO!!

    na minha escolha pessoal: Passat.

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    1. R Tedesco,
      azar grande nessa Belina. Isso acontecia muito na época, manufaturas descontroladas. Conheci um Passat 3 portas que nunca deixou de fazer barulho na tampa traseira, por mais que se regulasse, além de um outro torto, caído para a direita. Esse foi de um vizinho de meu tio. O carro tinha tantos defeitos de fabricação que foi devolvido. O que substituiu estava com tudo correto.

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  81. Putz, este post deu ibope..
    Voto no Corcel. Nao sou muito fã de nenhum dos dois, mas guardo minhas lembranças de moleque de um interior muito confortavel do Corcel, e melhor ainda no Del Rey (este eu andei muito..) e do silencio rodando. Gostaria ate de andar de novo pra conferir se isso nao era apenas impressao de criança.
    E considerando que o Del Rey do meu padrinho rodou fiel sem grandes problemas por 14 anos e ainda foi vendido em otimo estado, so da para reforçar o voto
    Alias, o que eu mais gostava do Del Rey eram o painel e o relogio digital no teto. Coisas bacanas dos anos 80 :)

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  82. Passat sem duvida nenhuma.
    O melhor de sua época, quanto a Passat TS tomar pau de Landau, eh a primeira vz que leio isto, jamais aconteceria na pratica.
    Nao conheceu esta época meu chapa, que pena.
    Acosta

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    1. Acosta,
      poderia não acontecer na prática porque os donos de Landau não eram propensos a essas bobeiras, mas aconteceu com certeza ao menos uma vez, com José Luiz Vieira, editor da revista Motor3, ao volante do Landau.
      Ele descreve isso com maestria no teste do modelo.

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  83. Ambos os modelos estavam bem a frente de seu tempo no que diz respeito a concepção dos carros nacionais daquela epoca. Não da pra se negar tambem (apesar de ter sido lançado antes) que o Passat tinha um desempenho superior e um design mais atraente que o do Corcel II. Porem, como o proprio texto fala não são apenas estas qualidades que fazem um carro melhor doque outro e quando avaliamos todas as qualidades dos dois modelos não ha como ignorar a superioridade do Corcel II. Pra começar o acabamento da Ford ate os dias atuais esta anos luz na frente de qualquer Volkswagen de mesma categoria, depois podemos falar do conforto do Corcel incomparavelmente melhor que o do Passat, das varias linhas/ opcionais oferecidas pela a Ford no Corcel e pra acabar posso dizer tambem que o Corcel foi projetado pra durar e a sua resistencia foi provada pelo o tempo, basta ver que mesmo em mas condições ainda se ver muito mais Corceis do que Passats. Tenho um Corcel II Hobby alcool 1983 que uso diariamente a quase 3 anos sem nunca ter me decepcionado, ja se foram mais de 25000km incluindo longas viagens. Nunca dirigi um Passat por isso não posso compara-los no quesito dirigibilidade, mais posso garantir que o Corcel é um dos melhores carros pra se dirigir que conheço, na minha opiniao melhor que varios carros atuais. André S. Teixeira, Itauna MG.

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  84. Gosto da "mecânica" desses Ford/Renault. Aprecio o Corcel I, mas não gosto do estilo do II e da Belina e não tenho antipatia nenhuma com o Del Rey. E claro, gosto muito da Pampa. Possuo uma do tempo da finada Autolatrina com o Ap1800. 92 e muito judiada em toda sua vida e li alguns comentando sobre sua suspensão dianteira é bem isso, as longarinas estão começando a me incomodar alterando alinhamento e cambagem.
    Vendo o bom desempenho que o Del rey e a Pampa ganharam quando do uso do ap1800 só mostra o erro da Ford e não ter investido em um motor maior como o do 2.3 do maverick. Gosto do CHT mas corcel II e o Del rey pediam um motor de mais litragem até o Escort XR3.

    O Escort era um carro mundial né? que motor ele usava no exterior?Porque a ford não trouxe esse motor junto e estendia aos ford/renault?

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  85. Comparar passat com corcel fala serio ,passat tem tecnologia superior, muito mais bonito , mecânica resistente é verdade que o motor trabalhava bem quente, meu pai tinha um 75 e falava isso , mas nunca ferveu nos dois anos que ficou com ele ,a unica coisa que pode falar mal é de enferrujar ,o painel tinha conta giros coisa que nunca vi no do corcel não tinha lata aparente por dentro e tinha encosto de cabeça nos bancos ,comparar o motor md 270 com o cht(??) também não dá ,pessoas falando que landau anda e ainda por cima dava pau em passat ,sonhou né ?.Ford nunca foi referencia de nada só vw e gm ,se não fosse a autolatina a ford brasil teria fechado .

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  86. Uma correção, esse prototipo não era de Corcel 4 portas, e sim Corcel 3 portas, apenas compare o vidro lateral traseiro dos 2 lados que vc entenderá oq estou dizendo ;o]

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  87. Juvenal, quanto me custaria ter um Corcel II em bom estado hoje? É uma boa ideia colocar placa preta nele?

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  88. T. Lucas,

    não acompanho preços de carros com frequência. Quando aparece uma curiosidade, olho no Webmotors para ter uma noção.
    Os carros mais antigos variam demais de preço pelo modelo e estado de conservação.
    Se você gosta do carro e encontra um bom, vale a pena pagar um preço que seus amigos e parentes irão criticar.
    De qualquer forma, meu conselho é procurar com MUITA calma.
    Placa preta é uma ótima opção, principalmente em São Paulo, onde você escapa da chateação e desperdício de dinheiro que é a inspeção anual obrigatória feita por uma empresa particular. Um descabimento absurdo.
    Boa sorte nas buscas !

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  89. Meu pai tem um LS 1.5 1978, duas portas.
    Carro maravilhoso. Esse carro que me levou para maternidade e foi neste mesmo carro que eu aprendi a dirigir. O carro tá com 90.000km hoje. Lindo, verde mantiqueira!

    abraços e bela reportagem

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  90. Alex,
    sem dúvida esse Passat deve ser conservado na família. Insubstituível.
    Parabéns.

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  91. Tenho uma Belina 1982 motor Renault, e uma Parati 1.8 2006, esta última sempre me dando alguma dor de cabeça. A resistência dos corceis são algo fora do comum. E acredito que se estes carros fabricados hoje em dia chegarem a idade que a minha Belina tem, com certeza não estariam em boas condições como ela está. Na minha cidade e arredores se veem muito corcel, belina, Del Rey rodando como carro novo, e passat é uma peça em extinção. Meu voto é para o Corcel, é claro.
    Timóteo, Mg.

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  92. Esses dias, na Imigrantes, com meu Punto 1.6 16v de 117 cv, tomei uma canseirinha (sempre respeito o limite de velocidade) para passar um Corel II, branco com placa do interior do Paraná. Carrinho que andava muito viu...subia, descia e mantinha 120 km/h tranquilamente, com 4 pessoas dentro e as bagagens... estava com a traseira bem baixa, realmente fiquei impressionado.

    Meu tio, tem um Belina 82, movida a etanol, comprada 0 km com mais de 700 mil km rodados...e ainda está em uso!!!
    Quando criança, lembro nos descidões da Raposo Tavares, meu Tio com a Belina 1.6 novinha, com a traseira quase arrastando no chão, descendo parecendo uma barca, e meu pai, dando tudo que tinha na Brasilia (com uns 3 anos de uso e uns 15 mil km rodados apenas) para acompanha-lo.

    Quanta saudade dessas viagens, e quanta saudade do meu pai...

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  93. Daniel VanKindenser10/03/13 12:28

    Ler essa matéria me transportou a alguns anos atras... Meu pai teve um Pasat Villagre 1986, comprado zero-quilômetro, que ele cuidava como se fosse uma jóia... Foi vendido para terminar a construção da casa e não tenho muitas lembranças... Me lembro muito mesmo da Belina II 1983 que tivemos durante seis anos, 1.6 a álcool transformada para gasolina, andava macio e rodava confortavelmente em viagens a 130 e 140 por hora fazendo Vitória-Rio com carro cheio e muuuita bagagem. Bem acabada, tinha o relógio digital funcionando no painel e um toca-fitas Bosch Rio. Aprendi a dirigir nela e lembro do meu pai dizenso o quanto ela era boa e econômica. Apesar da idade dela na época, dava pouquissima manutenção e meu pai elogiava muito o motor Renault "azul". Hoje tenho muita vontade de adquirir um Corcel II pra conservar, tamanhas boas lembranças que aquela monstra azul escuro me traz até hoje. Parabéns pelo blog, já virei fã de carteirinha!!

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  94. Eu tive o prazer e o privilégio de dirigir um Corcel II L 1.6 1980 quando ele ainda era novo. Meu pai comprou zero km. Era um ótimo carro para a época, econômico, robusto e bastante confortável.

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  95. Cresci andando nos dois mas só o Passat deixou saudades. Em 2006 realizei um somho de infância, comprei um Pasat GTS Pointer 1988 preto ônix, Não tem comparação nem com carro zero Km, a sensação de dirigir o Passat é muito melhor, a combinação dos bancos recaro com a posição baixa de dirigir, as pernas praticamente se dobrar os joelhoe, a direção extremamente precisa na estrada (embora dura para manobras na cidade pois não é hidráulica) e o câmbio de curso curto e com engates macios, rápidos e precisos dão uma sensação de domínio sobre o carro inigualável (nem os Passat atuais dão a mesma sensação).
    Pegar uma estrada de serra é simplesmente um relax para quem gosta de dirigir.

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  96. Oi Amigos, é com prazer que participo aqui e hoje deu coragem de falar. Enfim recentemente, adquiri um Corcel II L 1979, Azul Escuro, em bom estado. Meu pai é dono de uma oficina mecânica na região e falou da durabilidade e do conforto do carro, ele mesmo ja teve um corcel 73 dos antigos e pretendo reparar ele para uso regular. Ele hoje tem uma Parati 86 branca inteirinha, falta algumas coisinhas mas a gente sabe que carros antigos merecem manutenção sempre. Meu pai também já trabalho mais de 20 anos na Ford de São Bernardo do Campo, efetuando diversas funções e tem muitas histórias de lá. Lembro - me quando criança, que ia nas exposições e feiras e frequentávamos o Clube da Ford. Saudades desses tempos.
    Ele também já teve a história automobilística antiga passado em nossa garagem, o Passat bordô 76 que nos levou até o Rio Grande do Sul várias vezes.

    Eu daria um empate em ambos pois os dois tem suas qualidades. Gosto do espaço do Corcel e do conforto. Do Passat eu gosto do visual.

    Ambos são excelentes carros. Nada comparado aos atuais que não parecem carros, tirando exceções caras e fora da realidade do povo brasileiro.

    Agradeço a oportunidade de participar e até mais.

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