28 de fevereiro de 2011

O VW POLO, A ESTRADA, E UM CERTO ISMAEL



“Chamai-me Ismael. Faz alguns anos – não importa quantos, precisamente -, tendo na bolsa pouco ou nenhum dinheiro e nada que particularmente me interessasse na terra, achei que devia velejar um pouco e ver a parte de água do mundo. É uma maneira que tenho de afastar o tédio e regular a circulação. Sempre que começo a ficar rígido e austero; sempre que é um escuro e úmido novembro em minha alma; sempre que me vejo parar involuntariamente em frente a casas funerárias, e a seguir todos os cortejos fúnebres que encontro; e especialmente quando minha hipocondria toma tal domínio sobre mim que é preciso um sólido princípio moral para me impedir de sair deliberadamente às ruas socando as pessoas – então acho que está na hora de ir para o mar o mais depressa possível. É o meu substituto para a pistola carregada. Com um floreio filosófico Catão se atira sobre a espada; eu calmamente subo a bordo do navio. Não há nada de surpreendente nisso. Quase todos os homens, qualquer que seja sua classe, uma vez ou outra, compartilham comigo praticamente os mesmos sentimentos para com o oceano.”

O texto acima é o início do livro "Moby Dick", escrito pelo americano Herman Melville em 1851. Melville  era ele mesmo um andarilho, um aventureiro, além de escritor, e a introdução de sua obra-prima transparece isso. Particularmente acho Mellville um gênio da pena, e Moby Dick um forte concorrente para o posto de melhor obra literária já criada. Não existe pessoa com um pouco de alma que não sinta uma incomensurável vontade de sair e ver o mundo lá fora, deixando tudo para trás, ao ler o primeiro capítulo desta obra. Um livro épico de conotações bíblicas, uma viagem a um lado negro das obsessões humanas, um questionamento sobre a fronteira entre o bem e o mal. Fora que é escrito com um domínio magistral da língua, é as vezes de um humor irônico genial, e tem todo aquele suspense que nos impede de parar de ler. Como se não bastasse, é um tratado sobre a pesca de baleia no século19. Uma obra-prima imortal.

Mas o que isso tem a ver com os automóveis, tema deste blog? Bem, sempre que leio o início deste livro, substituo em minha mente o mar pela estrada. Sempre que é um úmido e sombrio novembro em minha alma, imagino-me acelerando um carro numa enorme reta que segue até acabar no horizonte. E me sinto melhor.

Eu ando sentindo muita falta disso. Alguns anos atrás- não importa quantos precisamente- eu costumava pegar a estrada sozinho toda semana. A empresa em que trabalhava ficava a 300 km do aeroporto mais próximo, e, portanto, viajava muito de carro. Lembro-me perfeitamente da sensação de liberdade que me invadia completamente quando, ao redor do meio-dia, depois de muita correria para colocar as coisas nos trilhos antes de um período de ausência no escritório, saía para a estrada. Pegava a chave do Polo com a secretária, descia as escadas, e encontrava o carrinho lá me esperando. O Polo da companhia era um sedã ainda jovem, mas rodava pelo menos 600 km todo dia, pois era de uso comum do departamento, e os quilômetros iam se acumulando rápido. Era um velho conhecido, um companheiro de infindáveis viagens durante todo o tempo que trabalhei ali. Quando foi posto a venda com quatro anos de idade, tive ganas de comprá-lo, mesmo com seus absurdos 350 mil km rodados, mas acabou não dando certo.



Chegando ao carro, abria o porta-malas e ajeitava a mochila do micro e a malinha de roupas, sentava ao volante, baixava o banco o máximo possível (tenho 1,92 m de altura), puxava o volante mais próximo possível e acertava a posição dos espelhos. Já ali, sentado arrumando a posição de dirigir, me sentia melhor, mais tranqüilo e isolado do mundo lá fora e da correria , do mundo de tarefas e responsabilidades que vinham me perseguindo como uma avalanche, aparentemente sem parar desde... bem, desde a última viagem. Todo mundo sabe que a vida de um pai de família moderno não tem muito tempo reservado para si mesmo, mesmo em fins de semana. Mas ali, confortavelmente ajustado ao volante do Polo, com o ar-condicionado já refrescando o ambiente, e com aquele silêncio repentino, somente quebrado sutilmente pelo suave murmurar do motorzinho de 1,6 litros em marcha-lenta, pensava que tinha apenas a estrada agora como compromisso.

Só no dia seguinte, a 500 km dali, depois de um tranqüilo café da manhã no hotel, novamente teria que trabalhar, somente ali a correria infinita voltaria. Mas antes disso, até ali, só existia eu, o Polo, e a estrada lá fora, me esperando. Eu quase podia ouvi-la me chamar baixinho...

Passando tranquilamente pela portaria, o guarda perguntava simpático: "Viajando de novo, seu Marco?" Ah, como era bom trabalhar em um lugar pequeno, onde se conhece todo mundo... Despedia-me do guarda, que do retrovisor percebia ficar me olhando longamente. Certamente, ali preso àquela portaria e aquela rotina interminável e massacrante, ele também desejava a estrada profundamente. Somos todos como Ismael, mas poucos de nós conseguem realmente ir ao mar quando a necessidade aparece.

Logo que saía da portaria, seguia por uma longa estrada reta e vazia, que ligava a fábrica a uma estrada maior, lá na frente, que me levaria ao meu destino final. Ali, realmente a viagem começava. Porque amigos, para este que vos fala, nada de passeio tranqüilo pelo campo. Naquele tempo, se eu ia a algum lugar... ah, eu ia rápido.

Da portaria a primeira marcha era esticada até o limite, e o pequeno quatro em linha transversal girava como se não houvesse amanhã, como se acordasse de um longo sono e desse aquela longa e gostosa espreguiçada na varanda. O Polo à alta rotação é vocal, barulhento até, mas nunca me incomodava. Mudava de marchas sucessivamente no limite de giro, trocando sem tirar o pé do acelerador, só cutucando a embreagem e movimentando rapidamente a alavanca. Já disse aqui que se a VW vendesse a alavanca do Polo sem o carro, comprava uma e colocava no sofá da sala. Alavanca pequena, acionamento remoto por cabos, peso perfeito, curso curto e preciso, um delicioso prazer de cambiar. Só de me lembrar que perderemos esse tipo de coisa em breve para as caixas acionadas eletricamente me dá um nó na boca do estômago. Por outro lado, a embreagem, de acionamento hidráulico, não era o instrumento de prazer que era a alavanca do câmbio, por não ser tão sensível e modulável como poderia. Mas pelo menos era um pedal de embreagem, algo hoje em extinção, e leve ao acionamento.



Quando atingia a quinta e o carrinho ainda acelerava com vigor, uma sensação incrível de liberdade e de felicidade me avassalava. Para viagens deste tipo, o carro era exemplar. Logo estacionava perto de sua velocidade máxima, com uma estabilidade direcional fenomenal, uma segurança impecável no comportamento e um conforto sem senões. Sim era barulhento, como já disse, e algumas pessoas não iam gostar disso, mas para mim, o ruído metálico do motor próximo a sua rotação máxima por horas a fio era um acompanhamento melhor que qualquer música.

Antes de continuar, um recado para quem achar irresponsável viajar perto da velocidade máxima de um carro: poupem-me deste tipo de comentários. Eu fiz, no passado, sim, e só não faço mais porque não é mais possível, se perde a habilitação em 5 minutos. E fiz muito. Já fiz médias acima de 160 km/h, por estradas vazias, repetidas vezes, anos a fio. De forma totalmente, absolutamente, completamente segura. Sem nenhum acidente, sem ao menos nenhum susto. Como? Simplesmente prestando atenção completa no que fazia, olhando os outros veículos bem adiante, sinalizando furiosamente minha aproximação para veículos mais lentos, sempre plotando um plano B em ultrapassagens, e tomando extremo cuidado. Baixando velocidade drasticamente ao primeiro sinal de possibilidade de problema, inclusive onde não podia enxergar numa distância suficiente, como em topo de morro. Baixando a velocidade quando o tráfego assim ditava. DIRIGINDO. Coisa que, quem nunca fez, não sabe o que é mesmo. Dirigir com a família a 120 km/h, no meio de um monte de gente despreparada, no meio do trânsito onde ninguém respeita a distância do carro adiante, como acontece hoje em dia em estradas lotadas, é comparativamente muito, mas muito mais perigoso, chegando a me dar medo. Acredite quem quiser. Quem não quiser, novamente, poupe-me.



Mas voltando ao Polo, uma coisa que vejo muita gente reclamar sobre o carro, nessa versão 1,6 litro, é que a transmissão tem marchas curtas. É uma verdade, mas que prova como o uso que se faz do carro é tudo, e que não há coisas absolutamente boas nem ruins em engenharia, apenas compromissos. Andando como andava, somente em estradas e a altas velocidades, era muito bom. Sim, de novo barulhento, mas evitava-se de, como num Focus, ficar trocando de quarta para quinta (overdrive) o tempo todo. E ele nunca bateu no limitador de giro em declives na quinta marcha, o que aí sim indicaria marcha muito curta. Meu Palio, por exemplo, batia no limitador em quinta em qualquer descida mais longa, o que era bem desagradável. Mas sim, hoje em dia, nessas velocidades ridiculamente baixas que temos que aturar, merece marcha mais longa, como a de um Focus. E um motor menor, porque nunca precisaremos mais do que 50 cv... afinal de contas, 120 km/h é coisa para Fusca 1300. Um carro que foi criado em 1938, diga-se de passagem.

Para mim, uma das coisas principais em qualquer carro é sentir-se confortável ao volante, e com meu tamanho fora da média, nem sempre é possível. O Polo era perfeito neste ponto. Espaço interno era ótimo também. Já o acabamento interno, apesar de boa qualidade, sólido, era todo em plástico duro, coisa que um Focus básico contemporâneo, de preço similar, era bem melhor: nenhuma superfície era desagradável ao toque, e a maioria era espumada, fofinha.



Média de consumo, no carro a gasolina, era de 8-9 km por litro, o que era ótimo naquelas velocidades. Mas o mais impressionante era como o carro era sólido. Quando foi posto a venda, muitíssimo rodado, ainda era completamente íntegro e sólido. Por quatro anos, acredito que rodei pelo menos 100 mil km com aquele Polo dourado, e sempre com o pé embaixo, por este mundão afora. Foi um grande companheiro.

Hoje, preso num escritório dia após dia, sem ver a luz do sol na maioria das vezes, e indo para casa com cuidado para não passar de 40 por hora em alguns trechos devidamente radarizados, anseio tremendamente pela volta daquele tempo onde ainda era possível andar realmente de carro. Ligar para casa ao meio-dia dizendo que estava saindo, a 800 km de distância, e ainda chegar a tempo para a janta com a família. E experimentar a liberdade absoluta de entrar sozinho em um carro, desligar o mundo lá fora, e se concentrar em dirigir apenas, desligando a mente de todo resto como um monge tibetano, enquanto a paisagem passa pela janela cada vez mais rápida. Quem nunca sentiu isso não sabe o que é viver da perspectiva do piloto, do banco do motorista.

Mellville sabia disso, mesmo sem nunca ter conhecido o automóvel. Viajar sempre como protagonista da viagem, não como um reles passageiro. Hoje, mesmo dirigindo, me sinto um passageiro, incapaz de escolher nem a velocidade que posso trafegar com segurança. Isto não é forma de viajar. Isso é ser um zumbi, um drone impotente.

Ismael nunca aceitaria isso. Em suas palavras:


“...eu não quero levar-vos a inferir que sempre vou ao mar como passageiro. Para ir como passageiro, você deve ter uma bolsa, e uma bolsa é apenas um trapo se está vazia. Além disso, passageiros enjoam – arrumam brigas à toa – não dormem por noites a fio –e geralmente não aproveitam muito a viagem. Não, eu nunca vou como passageiro.
Não, quando eu vou ao mar, eu vou como um simples marinheiro: reto diante de um mastro secundário, enfurnado no castelo de proa, ou lá em cima, no topo do mastro principal, com o vento na cara, e um trabalho a fazer!”


MAO




89 comentários:

  1. Marco Polo, Marcopolo, Marco e Polo...
    td lembra estrada...
    coincidência, ñ?!??

    rsrsrs

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  2. pensava q só eu tinha esse 'anseio' pela estrada...

    td dia rodo quase 30km, entre a cidade em q moro e a cidade em q trabalho... as vezes serve para desestressar e relaxar um pouco, mas (devido os MAUtoristas q se acumulam) as vezes só me estressa mais.

    msm assim td santo dia penso em dar no pé disso td aqui e sair por alguma estrada d preferência vazia e desconhecida...

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  3. Belíssimo texto. Eu, que nem carro tenho, sei que daqui uns dias quando finalmente conseguir comprar meu 1º carro, vou aproveitar toda oportunidade possível de passar um tempo sozinho com ele.

    Já dirigi um Polo, sedã, 2003. Realmente, é um carro sólido. Bem rodado, em pleno 2011 parece zero. E sim, o acabamento dele é meio tosco. E o câmbio é curto, para o uso que temos hoje. Mas prova que, para quem sabe o que é um carro, qualquer carrinho básico pode ser uma diversão.

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  4. expressou brilhantemente o que quem DIRIGE sente.também sinto um novembro em minha vida

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  5. Ótimo texto! Adorei, simplesmente compartilho da mesma opinião.
    Meu trabalho também exige viagem, umas longas, outras curtas, mas sempre com o mesmo sentimento de liberdade.

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  6. MAO, o problema não é correr, é que a maioria que o faz não sabe dirigir, e acaba fazendo muito besteira. Tirar habilitação é fácil, difícil é conhecer os próprios limites e respeitar o limite dos outros.

    Pegar estrada aqui na região metropolitana de sp está cada dia mais estressante e menos interessante, nem dá vontade de dirigir.

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  7. Que postagem maravilhosa, colega MAO!...
    Em Moby Dick, Melville descreve a jornada do Pequod e sua tripulação com um tato jornalístico apurado e inspirador...suas descrições são soberbas, e nos leva a crer que a viagam de Ismael de fato aconteceu. Sem dúvida um dos maiores clássicos da literatura em todos os tempos!!!
    Faço votos que você torne a singrar por estas estradas com a mesma liberdade experimentada um dia!
    Parabéns!

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  8. Também sinto muita falta da estrada e e de eu sozinho.
    Gostaria de morar mais longe só para curtir o carro um pouco mais.

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  9. Eu vivo comentando eventos no MT, na época em que tinha fazenda por lá.
    A 2,000 km da minha casa. Na pior das hipóteses ia uma vez por mes. O normal era semana sim, semana não. Preciso explicar o quanto esse post mexeu comigo?
    Hoje se dirigir uns 500/700 km POR MES é muito. Está insuportável.

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  10. "Hoje, mesmo dirigindo, me sinto um passageiro, incapaz de escolher nem a velocidade que posso trafegar com segurança. Isto não é forma de viajar. Isso é ser um zumbi, um drone impotente."

    Você descreveu perfeitamente o sentimento que me fez vender o carro. Já que é para ser passageiro, que seja de ônibus, metrô ou táxi.

    Livro-me dos caça-níqueis da prefeitura, do IPVA e do seguro. Por mim, estes burocratas sanguessugas sem espinha nem alma podem enfiar tudo isso no você-sabe-aonde.

    Ainda posso ser protagonista quando a pé. Mesmo assim, em termos: há de se estar atento aos duas-rodas, motorizados ou não, que por ignorância ou oportunismo creem ter o mesmo direito à calçada do que eu.

    Saudoso que esteja do ato de dirigir, reservo-o para quando puder passar uns dias em um país de estradas e motoristas decentes, como pude fazer no ano passado.

    Abraços,
    Fernando Silva

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  11. MAO, ler esse post me fez pensar em como pessoas diferentes podem ter o mesmo desejo, mesmo que o façam de modo diferente. Esse desejo que eu também compartilho é simplesmente a vontade de se unir à máquina.

    É até estranho chamar o carro de máquina. O meu é meu amigo.
    Ontem eu fiz pela décima vez (sim, eu conto e comemoro) uma viagem de 9 horas seguidas com o meu amigo. Foram 9 horas em no mundo todo só existia eu e ele, e os figurantes também. Sem os figurantes, a peça não é completa.

    Mas, como disse acima, cada um se diverte de um jeito. O meu é passeando.

    Outro post de alguns dias atrás tratava sobre dirigir devagar e o tanto que isso atrapalha. Mas eu, no meu ritmozinho, nunca sofri nem causei acidente e nem sequer susto tomei. Dirigir devagar também é pra quem sabe dirigir!

    Viva esse mundão sem porteraa!!
    Levantei cansado da viagem, mas ler esse post já me fez querer sair com meu amigo!
    Abraço!

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  12. Polo, eu amo meu carro!!! Adodei suas palvras que dizem exatamente como é este carro espetacular, dele eu só não gosto da suspensão, desgasta muito rápido, mas fora isso o carro é perfeiro, dirigir ele como um enstusiasta automotivo é uma experiência que só você mesmo consegue descrever!

    Grande Abraço!

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  13. Post épico MAO!

    Verdades absolutas:

    - Moby Dick é genial, embalou minha imaginação na infância, lembro de cada passagem lida repetidamente do livro! Uma das maiores injustiças literárias - junto a Poe - foi o relativo ostracismo que o autor teve que saborear ainda em vida.

    - O Polo é genial na sua classe também; ele sempre te convida para acelerar, é bem construído, firme...uma volta no quarteirão vira rapidamente um bate/volta de 300km. O "seu" Polo, acostumado as longas distâncias e altas velocidades, com certeza teve uma vida tão feliz quantos os Mustangs livres das pradarias americanas.

    - Sobre dirigir em alta velocidade; certo...um verdadeiro libelo sobre velocidade/segurança. Sensato, seguro e entusiasta, é a direção que previne acidentes para quem se dedica a estudar a arte de dirigir.

    - Liberdade: todos temos que ter nosso "Pequod" para embarcar de vez em quando; algo que desprespeite os limites territoriais de nossa casa, de nosso trabalho e de nossos inúmeros afazeres...Pedalei furiosamente 60km na minha barca ontem, e acabei cansado... e feliz! Carro, moto ou bicicleta, o importante é aproveitar a jornada.

    Grande post MAO, obrigado pelo presente!

    Mister Fórmula Finesse

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  14. MAO, Fantástico!!! Que baita texto! Despertou-me a vontade de ler este livro e pegar uma boa estrada. Lembrei de um projeto em Barra Mansa (moro no ABC paulista), apesar de estar com outras pessoas e o carro não ser um Polo, a sensação de pegar estrada era muito boa mesmo. Com a rotina do projeto, o pessoal percebeu que eu gosto de dirigir e levo isso muito a sério, mesmo dirigindo o mais rápido possível, com estrada livre o volante era sempre meu, no trânsito eu passava (rs*). Afinal, ninguém ali queria ficar moscando na estrada numa sexta-feira com a família esperando em casa.
    Regulagem do volante é fundamental, pena que eu só tive este item no segundo Polo, faz toda a diferença.
    O primeiro (versão anterior) era prata, a cor prata reflex, dava muito retrabalho na fábrica, mas foi o prata mais bonito que eu já vi, um prata mais quente que a maioria oferecida no mercado. Alguns detalhes nas primeiras versões difereciavam o Polo na categoria. Ex: isolamento acústico/térmico no capô (na minha garagem, com este nível de detalhe, só no Santana GLS) e amortecedor no lugar da haste, eu curto estes detalhes também.
    Este primeiro foi roubado, mas o segundo foi roubado praticamente 0km. Estou com o terceiro, hatch como os demais e VHT como o segundo, foi o que deu mais trabalho, veio de fábrica com vários "ajustes a fazer", isto enche a paciência, mas gosto do carro.

    Abs

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  15. Polo...tive um sedan por quase 3 anos...comprei 0km. Que carro bom de dirigir. O câmbio realmente é perfeito, engates precisos, é um caro que não te cansa, tu viaja por horas e chega inteiro. Tive antes dele um Polo Classic e era tão bom quanto ele.

    Sbre o isolamento do capô do motor eu coloquei no meu...foi um dos ítens que a VW capou do carro.

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  16. Muito bom! Eu gosto muito do Polo também, e não é atoa que na Europa, o único que incomoda realmente ele é o Fiesta. Além de tudo o que você disse, os encostos de cabeça são lindos quando inclinados para frente. Detalhe alemão. Sobre o livro, fiquei muito curioso e vou atrás de algum exemplar.

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  17. É verdade, vc ve as mesmas coisas num Fox.

    Uma pena, o BURRO povo brasileiro não ter se acosutmado a "direção" eletro-hidráulica que veio nos primeiros Polos, pq hoje vc tem um vazio, no primeiro 1/8 no volante o carro se comporta bem, depois a "direção" é mole demais em altas velocidades(algo que só se nota, quando se sai de um "direção" "normal" para uma hidráulica)...

    Ainda me pergunto, se não se acostumaram, ou se acharam muito dura, afinal viva a lei do menor esforço!

    Quanto à posição é verdade, não sou muito alto, mas tenho os braços longos. A parte inferior da minha perna e mais curta, e o torço um tanto maior(algo que ajuda muito no futebol, vide o Gerd Muller, mas isso é outro assunto).

    E com o ajuste do volante, da pra encontrar um posição perfeita! Comparando a outro carro da VW, como o Gol(antigo) não precisa ficar com as pernas quase esticadas...

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  18. Como bom admirador (e possuidor) de um Polo, venho aqui deixar o meu alô.

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  19. Só uma coisa a diser sobre dirgir sosinho.

    É pra isso que os carros foram
    feitos.

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  20. Tonho Nunes28/02/11 13:31

    MAO, o Focus curvava MUITO melhor que o Polo ou a diferença não era tão grandes assim ?

    Fazia curva legal ? Ou o lugar dele era só nas retonas ?


    Abraço !

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  21. Um bom carro e uma boa estrada...muito bom! Pena hoje, se cair a noite, ter de enfrentar "kit xenon" nos queimando a vista.

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  22. O Focus 2.0 é um tesão na estrada!!! Na cidade acho que falta um pouco de torque, mas na estrada passa muita segurança e o motor se mostra.

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  23. Luís,

    A questão da direção eletro-hidráulica não foi simplesmente redução de custos??? Hoje só presente no GT... Afff! Outro item em que o meu 2004 era melhor que o atual!

    Tonho,
    Temos que perguntar para algum participante de track days, porque o Polo, ao menos o hatch, faz curva pra cassete! Eita carrinho para surpreender!

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  24. Bom... Já não tenho mais interesse em retões faz tempo, mas Pisca...
    Pergunta!
    Qual carro? ou moto?

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  25. Fabio, acho que hoje em dia...os melhores tração dianteira são meio equivalentes.

    Mas só num track day mesmo para avaliar o limite absoluto!

    Um Polo GT acho que daria trabalho a um Focus 2.0.

    Mister Fórmula Finesse

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  26. Como possuidor e admirador de um Polo GT, venho dar um alô... rs
    Pode não ser perfeito, mas ainda é um ótimo custo x benefício!

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  27. Marcelo Augusto28/02/11 16:43

    MAO,

    Vale lembrar que nesse Polo a caixa já tinha sofrido dois "alongamentos", por isso ficou bom, com velocidade máxima em quinta sem cortar.

    Concordo com você, viajar hoje em autoestradas, mesmo de 5 faixas, mas lotada, a 120 km/h reais é muito mais perigoso. O pior é que está pegando um costume imbecil de ligar pisca-alerta pra qualquer redução de velocidade da coluna de tráfego. É um susto atrás do outro. Estamos perdidos!

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  28. Fabio

    Um Opala 74 Coupe c/ motor aspro 292 + Injeção de NOS.

    Câmbio de 5 marchas reescalonado p/final + suspa de pista.

    Tem Roll Cage e etc.

    Foi feito p/ grandes retas.

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  29. Mao,

    Grande post! viajei como passageiro em suas palavras!

    Também fiz muita viagem como vc. Saía de Brasília a Aracajú 2x no mês, durante um ano. Tudo no meu pequeno uno 1300..., ou no fiesta Na época a estrada era só buraco, mas não estava nem aí, queria mesmo era guiar meu uninho.
    Perdi as contas de quantas x fui ao Tocantins, com suas retas realmente vazias, no meu velho e querido hobby 1,6 l. Carrinho que ninguem dá nada, mas anda muito, e o melhor, gastando pouco alcool.
    Depois mudei pra Belém, ai a festa ficou completa!
    Mas agora me sinto preso, judiado, pois não consigo usar a 5a marcha do meu carrinho 1000.
    Só me resta lamentar mesmo.

    Pisca;

    Cuidado com as carretas. A reta e boa, mas a de Correntina é melhor, tem menos sol a tarde e a gente aproveita mais.

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  30. Aléssio Marinho

    Carretas só na época da safra...

    No restante do ano é vazio vazio.

    PS: Tenho um amigo q planta soja ali na região da 020 e já fiz td o estudo.

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  31. "Tirinhos" de mais de 1200 km por dia também são bem aprazíveis cortando todo o pampa gaúcho até o Uruguai...sem policiamento, pois as autoridades percebem que fazer um pente fino por essas bandas é interroper o transporte com sua eficiência otimizada (velocidades altas, mas com topografia e projeto de acordo)

    Mister Fórmula Finesse

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  32. Clésio Luiz28/02/11 19:49

    "Já disse aqui que se a VW vendesse a alavanca do Polo sem o carro, comprava uma e colocava no sofá da sala."

    MAO, a VW vende sim a alavanca do cambio sem o carro. Pode encomendar.

    Brincadeira, eu sei que você só queria enfatizar como a alavanca é boa.

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  33. Clésio Luiz,

    Ia precisar do cambio, dos cabos, e da alavanca. Meio caro, mas dá para fazer!!! Fazia um sofá sob medida, com um console completo de Polo!

    MAO

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  34. Pisca,

    Cuidado, e juízo...Carro antigo e motor forte já mataram muita gente boa que conheço. Conhecia.

    Achei prudente retirar seu comentário. Espero que entenda.

    MAO

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  35. Leandro,

    Putz, podia ter dado um título bem melhor essa sua sacada...

    Grande!

    MAO

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  36. Dalmo, Anonimo das 9:30, Marcelo Biriba,

    Grato pelos elogios!

    MAO

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  37. Galo Cego,

    Isso, e ainda por cima, é um relato minucioso da viagem do Pequod. Genial!

    Grato pelos elogios, e principalmente pelos votos!

    MAO

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  38. Perneta, regi nat rock,

    É, vcs sabem do que falo... Ah saudade!

    MAO

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  39. Guilherme,

    A velocidade ideal é a que te deixa confortável e seguro, na qual você tem certeza que está com o controle. E que não atrapalha o fluxo normal da via, claro.

    Abraço!

    MAO

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  40. Mister Finesse,

    Criança culta vc, eu só lia gibi, rsrsrsrsr... Falando sério, li Moby Dick a pouco tempo. É incrível realmente, enorme, mas nem parece...

    Quem bom que gostou, eu que agradeço a atenção!

    MAO

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  41. Fabio,

    Que bom que gostou, grato pelos elogios!

    MAO

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  42. Anônimo das 11:45,

    Já ganhei o dia por ter lhe despertado o interesse pelo livro!

    Grato!
    MAO

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  43. Tonho Nunes,

    Não há diferença em limites que tenha percebido. O Focus é diferente, mais gostoso de tocar, mas dizer que "faz mais curva" não posso. Talvez quem conheça os dois em pista, como disseram, mas no mundo real...

    MAO

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  44. Marcelo Augusto,

    Pois é, uma procissão de carros a 120, coladinhos um no outro...

    Eu tenho medo, fico mais para a direita, onde consigo me sentir seguro.

    MAO

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  45. Alessio Marinho,

    Grato pelos elogios! que bom que gostou!

    MAO

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  46. Quando vou rumo à SP, Ouro Preto, ES ou Brasília em minhas "aceleradas" em busca de conforto para a alma, só consigo relaxar quando acaba a iluminação pública.

    É quando olho pelo retrovisor interno e não vejo ninguém. Só eu, o automóvel e algum som rolando, geralmente um heavy metal ou um rock progressivo. É realmente revigorante.

    Parabéns pelo texto!

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  47. Mao

    De boa...eu não devia ter falado isso...rss.

    Mas vai dar td certo...pista vazia + carro c/ roll cage + carteira da CBA.

    Acho q num tem erro não.

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  48. MAO, não me decepcione!
    vai me dizer que já na primeira saída do dia vc já fazia o polinho ratear no limitador de rpm? quanto cuidado com aquilo que não lhe pertence hein!

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  49. Brasileiro é assim.

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  50. Pisca, digamos que vc tem uma "besta"... hehehe (como no filme do Eric Bana)
    Ou no caso do Opala, algo mais semelhante seria o Chevy Nova do Death Proof... Parabéns pela viatura!

    Raphael, Red Barchetta rolando? hehehe

    Abs

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  51. Caramba! esse post ( muito bem escrito por sinal) me lembra dos meus tempos de " estradeiro " na Empresa onde trabalhava . Rodava no mínimo 200Km/Dia..

    Só que não era no Polo não , E sim numa MALDITA SAVEIRO 2004 .. que me deixou com sequelas no joelho esquerdo de tão mal projetado que era o carro , com pedais totalmente tortos em relação ao volante...Fora que consumia feito um V8 com Alcool..

    Pois é : pegar uma estradinha vazia e "MOER O CARRO DA FIRMA : NÃO TEM PREÇO !!"

    MANUAL DE COMO USAR O "CARRO DA FIRMA".(PARA BABACAS)"Galera, não fiquem bravos porque é PIADA"

    1- No tanque do carro NÃO CABEM 120 litros portanto pare de abastecer o CARRO DA ESPOSA OU O SEU E PASSAR A NOTA PARA A EMPRESA ..
    (AO MENOS SEJA MAIS ESPERTO).


    2- A carga máxima é LIMITADA e geralmente cabem 5 pessoas num sedã não NOVE , COMO VOCÊ COSTUMA FAZER..

    3- O corte de injeção é uma segurança para o motor E NÃO UM AVISO PARA VOCÊ MUDAR DE MARCHA..

    4- O carro da firma é para você trabalhar e não CARREGAR GELADEIRA de parentes ou levar o cachorro para dar banho..

    5- O Carro da Firma não é ESTOQUE DE PEÇAS (Acontece muito quando o ORELHA tem o mesmo modelo)


    6- O carro da firma NÃO É LABORATÒRIO pra você testar os combustíveis mais vagabundos que existem no planeta tipo gasolina "a 2 real" (E COLOCA NA NOTA QUE ABASTECEU COM PODIUM)

    7- Não socar na enchente e depois dizer na firma que "TAVA PARADO E A ÀGUA INVADIU".

    8- NÃO emprestar o carro para aquele parente idiota quando você não quer emprestar o "seu carro" e na hora que a multa vem dizer que foi emergência pois SUA VOZINHA ESTAVA TENDO DERRAME dentre outras presepadas...

    9- Os pneus e amortecedores NÃO duram só 15000Km !!!
    ( ADIVINHA PARA ONDE VÃO AS PEÇAS " VELHAS" ?) (Já vi isso também !!);

    10 - O carro da FIRMA NÃO É UM GERADOR PRA FICAR FAZENDO "CHUPETA" no carro de seus parentes e amigos!! ISSO QUANDO NÃO FAZEM UM "INTERCÂMBIO" DE BATERIAS...

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  52. nego faz isso com carro da firma e depois vem choramingar que o manobrista do valet-park deu ferro com seu carrinho querido. tudo uns falsos profetas.

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  53. Deixar o carro na mão de manobra??? Mas o cara tem que odiar muito o carro que tem messsssssssssssssssssssssmo! (Carioquês MODE ON)

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  54. MAO, delicioso texto, "as usual", rsrsrs !!
    Eu também sou fervoroso adepto de "quanto mais longe, e ao volante de um bom carro, melhor"...
    Sempre saio sozinho ou com a esposa a tiracolo e faço os 1250 km. entre Porto Alegre e SP Capital no mesmo dia, almoço um bom peixe em Florianópolis, tomo um delicioso café em Curitiba e depois chego ao meu berço da nascença ao final da tarde...E a viagem tem ficado cada vez melhor (e mais rápida também)...
    Espero poder fazê-la nesse ano com o nosso Dodge Dart, aí sem a menor pressa, só curtindo o ronco cheio do V8 no asfalto !!
    Grande abraço da Turma do Sul !!!

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  55. Caro MAO!
    Você vai direto ao ponto, à síntese
    de tudo, essa nossa extrema "necessau
    dade" de liberdade,de soltar as amar-
    ras do dia a dia e das responsabilida
    des comezinhas; hoje, estamos perden-
    do isso também; haja fotosensor e ra-
    dar por todo lado, daqui a pouco,chip
    no carro e também na gente (não duvi-
    demos). Parabéns pelo texto, sou seu
    fã; escreva mais e sempre, por enquanto ainda temos essa liberdade.
    Também lí, vária vêzes "Moby Dick",
    que embalou muitos dos meus sonhos.
    Abraços.
    Oskrmarinho - Fortaleza(CE)

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  56. Raphael Hagi, Jones,

    Grato pelos elogios!

    MAO

    ResponderExcluir
  57. Oskrmarinho,

    Grato, que bom que gosta, pretendo continuar escrevendo se vc prometer continuar lendo!

    MAO

    ResponderExcluir
  58. Buzian,

    Grato, forte abraço a vc tb, tchê!

    MAO

    ResponderExcluir
  59. Anônimo das 7:45,

    O carro tava quente o suficiente quando limpava a garganta dele.

    Em marcha lenta um tempo parado, depois devagarinho até a portaria...

    Usava o carro como usaria um meu. Cuido, mas não tenho medo de usar nem de quebrar.

    Carro existe para me servir, não o contrário.

    MAO

    ResponderExcluir
  60. Marcelo Augusto01/03/11 21:11

    Essa é uma filosofia que eu sigo: carro tem que me servir, não o contrário.

    E outra, deve ser usado dentro do que foi previsto, sem mitos, frescurebas, excesso de zelo ou de manutenção. Parece que os Deuses que protegem os automóveis até castigam quem fica inventando moda. Veja o caso deste Polo, usado pra valer e em plena forma com quilometragem de ida à Lua. O carro dos "cheio de não me toque" com 50 mil km já tão dando enguiço...

    ResponderExcluir
  61. Grande, MAO! Ótimo relato...
    Sabe, uma das piores coisas é se ver num ambiente de trabalho restrito, alienado e, as vezes, procurando o quê fazer depois de ter terminado seus afazeres, apenas para comprir o horário. Nada melhor que uma volta de carro nessas horas...
    Mas, me diz... Esse Polo trafegava apenas por vias bem cuidadas e de maior velocidade? O motor precisou passar por alguma retífica depois de todos esses quilômetros percorridos? O carro, com o tempo, passou a apresentar algum defeito mais grave?
    Abraço!

    ResponderExcluir
  62. Márcio Jr02/03/11 00:39

    Belo texto!

    ResponderExcluir
  63. Fábio,

    Red Barchetta é uma das músicas "perigosas" de se ouvir quando estamos em rodovias dirigindo sozinho. Há uma lista boa de sons próprias para a ocasião, incluindo aí Highway Star, Running Free... entre muitas outras, a lista é enorme.

    ResponderExcluir
  64. Fábio

    É um Doorslammer dos bons!

    Mas não é esse cão td não...

    O câmbio é beeeeeeem longo, os freios foram hiper redimensionados, tanto qnt a suspensão.

    E como o curso do motor é grande, anda mto bem em baixa...claro q nem tão baixa assim pq o comandão + taxa + tripla 48 fazem o bichão tremer até limpar a garganta lá pelos 3 mil giros....hahahahahah.

    ResponderExcluir
  65. Carro que se usa, não se estraga.

    Simples assim.

    Mas com a manutenção preventiva em dia.
    Esse é o "segredo".

    ResponderExcluir
  66. Pisca,

    Potência máxima em que rpm? Mesmo não tendo os 600cv do carro do filme, teu Opala deve ser bem interessante sim, este "embaralhar" faz qualquer um torcer o pescoço... hehehe

    ResponderExcluir
  67. MAO,
    Grande post .. e isso mesmo .. a poesia esta nas coisas mais simples da vida ....
    Realmente dirigir em estradas (em dias de pouco movimento) e um prazer dificil de ser descrito e , por quem nao gosta de automoveis, dificil de ser entendido.
    Polo: Tenho um 07, 1.6 Hatch desde 0km Pensei que so eu gostasse desse carrinho...
    Um reloginho , bom de curva, bem equipado , motor valente , e um cambio delicioso...
    Pena que dna. VW (que nunca conseguiu posiciona-lo de forma correta no mercado) vai matar-lo em mais 1 ou 2 anos ..

    ResponderExcluir
  68. algum dos ilustres colunistas desse blog poderia fzr uma lista d músicas para se ouvir dirigindo, talvez com sugestões dos leitores e links para baixá-las, hein?!? hein?!? hein?!?!?

    ResponderExcluir
  69. kkkk... só faltava essa...
    Povo folgado mesmo!

    ResponderExcluir
  70. Marlos,

    Até onde sei, porque não acompanhava a manutenção dele, trocou embreagem duas vezes. Manutenção normal, cambio e motor não foram abertos, até onde sei.

    Trafegava por vias boas e a alta velocidade, quase sempre.

    Nada de grave, apenas desgaste de bancos, pecinhas pequenas se soltando, mas sólido, íntegro, sem barulhos. Grande carro.

    Bom que gostou, grato!

    MAO

    ResponderExcluir
  71. Soares,

    O Polo é um grande carro mesmo, curta ele.

    Feliz que gostou, comente sempre!

    MAO

    ResponderExcluir
  72. Marcelo Augusto, Alessio Marinho,

    Isso, caro sempre em uso, com manutenção em dia, raramente falha!

    MAO

    ResponderExcluir
  73. MAO,

    Infelizmente, não tive muita sorte com o meu desta vez. Quinta-feira agora vai parar pra trocar o rolamento do câmbio, com 13000 km, ao menos será em garantia.
    Justificativa, "problema no lote", realmente fica fácil demais jogar a responsa no terceiro. Antes tivesse ficado quieto.

    Bom, agora é pensar positivo e esperar que o reparo fique perfeito.

    Sds

    ResponderExcluir
  74. Brenno Metzker10/03/11 22:13

    Mesmo este sendo um comentario que talvez o autor(MAO) nao leia, fica aqui o mais simples obrigado.
    Obrigado!
    Espero um dia ter a metade do seu dominio sobre a escrita.
    grande abraço

    ResponderExcluir
  75. Leonardo F. Prado11/03/11 16:39

    Realmente excelente texto. Concordo e me identifico em gênero número e grau a cada linha (exceto no que se refere aos seus 1.92m de altura) e ainda fala de dois dos meus preferidos 'nacionais alcançáveis': Polo e Focus.

    ResponderExcluir
  76. Brenno,

    A gente sempre lê todos os comentários. Pode demorar, mas vamos ler.

    Grato pelos elogios!

    MAO

    ResponderExcluir
  77. Fabio,

    Pois é, não existe modelo perfeito nisso, problemas acontecem.

    Boa sorte, pelo menos é um carro bom de dirigir!

    MAO

    ResponderExcluir
  78. Valeu MAO, mas rolou outra falha, agora de atendimento, levei o carro na quinta antes do carnaval para a abertura da OS, o chefe de oficina disse que me dariam um retorno na quinta ou sexta após o carnaval. Como previsto, ninguém ligou, então eu liguei, muito mal atendido pelo consultor técnico, resolvi ligar no 0800 da VW (que pouco resolve, para não dizer NADA), ao menos fiquei sabendo que a OS não foi aberta na fábrica e pude pressioná-los mais uma vez. Bom! Veremos, o chefe de oficina disse que me retornaria na segunda pela manhã.
    Alguém conhece alguma simpatia parar ser bem atendido pela VW? hahaha
    Abs

    ResponderExcluir
  79. Mesmo com muito atraso, não posso deixar de comentar sobre mais este magnífico texto do MAO por uma razão especial: além de um grande estusiasta da estrada, sou ex-proprietário de um PolO 1.6(sim, o verdadeiro, de faroizinhos redondos), aquele com o escalonamento de marchas mais curto e mais divertido que a indústria automobilística brasileira já ousou fazer...
    É realmente lamentável que a irresponsabilidade de alguns motoristas e a incompetência dos órgãos públicos em atacar as verdadeiras ameaças à segurança nas estradas tenha culminado na imposição de limites de velocidades ridiculamente baixos (100 km/h em uma Anhanguera? É de chorar!), que fazem muito mais para tornar perigosamente enfadonha uma viagem de A a B do que para proteger motoristas e passageiros.
    Tive muitas viagens memoráveis com o meu PolO (que rodou 193.000 km comigo sem NUNCA me deixar na mão e hoje, tenho certeza, faz um outro alguém mais feliz), sempre na maior velocidade que a via e as condições permitiam e sempre com total segurança e muita diversão...
    Obrigado, MAO, por mais esse excelente texto. Esse tocou muito fundo o meu coração de entusiasta...
    Grande abraço,
    Alexandre

    ResponderExcluir
  80. MAO

    belissimo texto.tenho um polo hatch, meu primeiro carro, 22 anos nas costas, estudante e morando a 500km de casa.

    Sei bem como é ficar com esse desejo de pegar a estrada depois de ficar enjaulado por semanas em uma sala. E ainda mais sair para viajar com o polo que é um carro delicioso de andar.

    Moro no mato grosso, e ao contrário do sul e sudeste do brasil, aqui ainda tenho rodovias sem radares, em que consigo andar a velocidade que achar melhor, apenas limitada pelas péssimas condiçoes do asfalto e do numero interminavel de carretas. Mesmo assim me divirto muito com meu carrinho, feroz como um pinscher, mas que me proporciona a liberdade de pegar a estrada com conforto e um certo prazer de conduzir.

    Giovane Fortuna
    grande abraço

    ResponderExcluir
  81. Otimo texto.
    quem fala mal desse carro q nunca dirigiu.
    Um otimo carro valente e faz curvas q surprende.
    é um mini golf!
    abraços..

    ResponderExcluir
  82. Meu texto favorito aqui do autoentusiastas!

    ResponderExcluir
  83. Polo Sedan 1.6... aprendi a dirigir em um, não esqueço dele até hoje.

    ResponderExcluir
  84. Bhá, estava lendo o texto e os comentários porque estou para receber um Polo hatch 2011 num negócio e talvez fique com ele. Dai vi que tem comentário bem recente e me animei a comentar também.
    Fiz uma viagem com um Polo 2003 de um amigo e ele pediu para que eu dirigisse durantre toda a viagem. Bom fiz este sacrifício... he he e gostei do carro.
    Achei muito bom de dirigir, bastante espaçoso e confortável.
    Parabéns pelo excelente texto MAO, também amo a estrada e apreciei muito a leitura.

    ABRAÇO.

    ResponderExcluir
  85. Sérgio, O 2011 (Vht + Câmbio "Mais Longo") é Bem Melhor!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Anônimo29/05/13 11:34.

      GRANDE ABRAÇO.

      Excluir
  86. Caramba, que leitura! Reflete tudo o que penso, palavra por palavra, especialmente quando a mídia veicula asneiras a respeito do trânsito. Mas temos de nos conformar, poucas pessoas nasceram para "voar", a maioria nasceu contente em rastejar conforme o fluxo (e não me refiro apenas à questão de dirigir mas à vida como um todo). Recomendo também a todos que leiam Jack Kerouac!

    ResponderExcluir

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